domingo, 16 de novembro de 2008

DEVEMOS COMEMORAR?

A chegada pela primeira vez na história de um negro descendente de africanos à presidência dos Estados Unidos, por si só, faz da vitória de Barack Hussein Obama um fato histórico.


O alto índice de comparecimento do eleitor, especialmente dos jovens, em um sistema onde o voto é facultativo, mostra que o cidadão comum norte-americano cansou das políticas nocivas que prejudicaram o país adotadas, tanto no campo interno como no externo, pela administração de George W. Bush, e expressou por meio das urnas o seu desejo de mudanças urgentes.


A vitória de Obama foi, portanto, resultado da vontade de mudar dos norte-americanos, não só em relação aos assuntos internos, mas também no que se refere a política externa norte-americana. Atualmente, os Estados Unidos empreendem duas guerras criminosas - uma no Iraque e outra no Afeganistão -, implantaram a famigerada "guerra contra o terror", promoveram a tortura, o genocídio, violações dos direitos humanos, a construção de prisões secretas, campos de concentração (Guantânamo) e continuam a incitar o ódio e perseguições, principalmente, contra os árabes e muçulmanos.


A troca de cor não significa que as mudanças desejadas pelos norte-americanos e pelo o mundo serão implantadas de fato. É preciso jogar água fria na euforia causada com a vitória de Obama.


As mudanças não dependem só do presidente negro eleito para administrar um país dominado por racistas brancos e fundamentalistas religiosos, cujos os mais extremistas já ameaçaram Obama de morte caso este tente mudar certas políticas adotadas nos Estados Unidos.


A esperança pode se transformar em frustação caso Obama, por medo ou pressão, não respeite a mensagem que saiu das urnas por mudanças e persista em manter os mesmos erros das administrações passadas.


ESPERANÇA E CETICISMO

A vitória de Barack Obama foi recebida com um misto de esperança, ceticismo e indiferença no Oriente Médio.


Com as exceções dos israelenses e dos curdos, que torciam abertamente pelo candidato republicano John McCain, a maioria das pessoas na região desejou a vitória de Obama por entender que ele não realizará uma administração igual ou pior do que a de George W. Bush.


A guerra árabe-israelense, principalmente a questão da Palestina, a relação conturbada com o Irã, a proliferação de grupos afiliados a Al-Qaeda patrocinados pelo regime saudita e de outros países do Golfo, o petróleo, as guerras no Iraque e no Afeganistão são alguns dos desafios que o novo presidente terá que tratar na região.


Os governos árabes, em demostração de fragilidade (ou de traição) pediram para que Obama solucione o problema da Palestina, como se os árabes não tivessem condições de resolver com as próprias mãos essa questão, especialmente por meio da Resistência. Obama já prestou apoio as alegações sionistas que a cidade ocupada de Jerusalém é a capital indivisível de Israel.


No Iraque, a população local, menos os curdos, viram na vitória de Obama a possibilidade de terminar em breve a ocupação norte-americana de seu país.


Mais realistas, e diferentemente dos governos árabes, os iranianos não pediram ajuda, Apenas se limitaram a aconselhar Obama a seguir o clamor que ecoou das urnas norte-americanas e a promover mudanças na política dos Estados Unidos em relação ao Irã. Não é o Irã que precisa dos Estados Unidos, mas são os norte-americanos que precisam dos iranianos para resolverem seus problemas, em particular, no Iraque e no Afeganistão.


Daí, o fato de acreditar que a administração Obama vai buscar o diálogo com os iranianos. Com a carta enviada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, a primeira de um líder iraniano desde a implantação da República Islâmica em 1979, o Irã deu o sinal que está disposto a dialogar diretamente com os inimigos norte-americanos, desde que estes últimos mudem de postura com os iranianos, inclusive no que se refere ao direito dos persas de possuírem tecnologia nuclear.


Por sua vez, temerosos de uma mudança de postura com o Irã, os israelenses instigaram Obama a continuar a política de confronto e desrespeito adotada por Bush com os iranianos, impondo novas sanções e até, se puder, promover aquilo que os israelenses não possuem coragem de fazer: ou seja, agressões militares contra o Irã.


Resta saber agora se Obama vai dar ouvido ao povo norte-americano ou aos bandidos terroristas judeus sionistas em Israel? A resposta saberemos em breve.


PÉSSIMO COMEÇO

A nomeação do deputado Rahm Emanuel para fazer parte da equipe presidencial em um dos cargos mais importantes da Casa Branca, mostra que Barack Obama começou mal.

Considerado um dos principais nomes do partido Democrata, Emanuel é filho de um israelense que foi membro do Irgun, grupo terrorista judaico que promoveu ataques, atrocidades e massacres na Palestina, antes de 1948.

Emanuel foi classificado pela imprensa israelense como o "homem de Israel no Governo de Obama". Judeu, fala fluentemente o hebraico, Emanuel sempre foi defensor de Israel, ao ponto de se alistar no exército israelense, no início da década de 1990.

Em recente entrevista com o jornal israelense Maariv, o pai de Emanuel, Benjamin Emanuel, debochou ao dizer que o filho dele não é um árabe que foi chamado para lavar o chão da Casa Branca, mas sim para pressionar o presidente Obama a ser pró-Israel.

Rahm Emanuel é a resposta que Obama deu as preocupações israelenses. Emanuel é o cara que Obama deu como garantia de que não vai ser muito flexível com o Irã caso venha a manter diálogo com o país ou nas negociações com os palestinos.

O caráter terrorista do pai e a posição pró-Israel de Emanuel foi amplamente ignorada pela imprensa ocidental, que procurou mostrar apenas que o deputado democrata é alguém habilitado para assumir a chefia de gabinete de Barack Obama. Péssimo começo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

OBAMA MENOSPREZADO

Não adiantou nada o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, puxar o saco e lamber as botas dos israelenses durante a viagem que fez, esse ano, a Israel.

Se dependesse dos israelenses, Obama não seria eleito presidente dos Estados Unidos. Pesquisa realizada por um instituto judaico, mostra que 46% dos israelenses consultados votariam no candidato republicano, John McCain. Obama teria apenas 34% dos votos. A pesquisa entrevistou 500 pessoas e foi divulgada nesta segunda-feira.

Durante a viagem que fez a Israel, Obama atacou os iranianos e os palestinos, prometendo ajudar os judeus a derramar o sangue desses povos caso seja eleito.

Na ocasião, para agradar ao eleitorado judaico, se referiu a Jerusalém como capital de Israel, ignorando a ocupação irregular por parte dos israelenses da cidade sagrada, que é reivindicada como capital do Estado da Palestina.


NOVOS PROBLEMAS

Quem conhece, sabe que a política dos Estados Unidos para o Oriente Médio é a de criar problemas e não de buscar soluções. Quando se consegue resolver um problema, eis que aparecem os norte-americanos para criarem um novo.

Depois de os libaneses terem abortados os planos satânicos dos Estados Unidos para o Líbano, os norte-americanos agora abriram um novo front de problemas: a Síria.

No domingo, os norte-americanos violaram a integridade territorial síria ao invadir o país com quatro helicopértos para atacar uma construção civil localizado em um povoado próximo a fronteria do Iraque e matar oito pessoas, entre elas, uma mulher que é esposa do vigia da obra.

A agressão está sendo amplamente condenada. Como sempre, os norte-americanos alegam que invandiram o território de um país soberano para atacar insurgentes iraquianos ou da Al-Qaeda.

Os sírios afirmam que os mortos são civis e dizem que se os norte-americanos possuíam alguma informação de atividades insurgentes, deveriam ter informado as autoridades sírias para que estas tomassem providências.

"Se (os Estados Unidos têm) qualquer prova de qualquer insurgência, em vez de colocar em prática a lei da selva e invadir, sem serem provocados, um país soberano, deveriam procurar a Síria primeiro e compartilhar a informação", afirmou o adido de imprensa da Síria em Londres, Jihad Makdissi, ressaltando que o incidente do domingo foi "um crime ultrajante e um ato de provocação".

Alguns analistas britânicos atribuíram o ataque a pressões que Washigton faz sobre Damasco relacionadas com a nova realidade do Oriente Médio frente ao fracasso norte-americano em países como o Iraque, Líbano e Palestina. Outros, associaram o ataque as eleições norte-americanas.

Não importa o motivo. Houve uma violação do território de um Estado soberano e a realização de uma massacre. Um ato puro de terrorismo que deve ser condenado nos mais altos termos.


NASRALLAH E HARIRI


A foto acima é da reunião ocorrida, ontem à noite, no domingo, entre o líder da oposição libanesa, o secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, e o líder da Corrente 'Mustaqbal", Saad Hariri. Ambos acompanhados de seus assessores mais próximos. Por motivo de segurança, o lugar do encontro não foi revelado.

A reunião coloca um fim no gelo entre os dois grupos políticos que durante os últimos anos disputaram o Poder e a eleição do novo presidente do Líbano.

Por conta dessas desavenças políticas, oposição e situação chegaram a travar confrontos militares nas ruas de Beirute, em maio desse ano. A luta foi vencida pela oposição.

Em seguida, foi feito um acordo no Qatar que colocou um fim na crise política abrindo caminho para a eleição do presidente Michel Suleiman, a aproximação entre os grupos políticos e a elaboração de uma nova eleitoral que vai reger as eleições parlamentares no Líbano, em 2009.

A tendência é que o encontro traga mais tranquilidade para as ruas libanesas: ou seja, para o cidadão comum.


MIL MORTOS

Passou de mil o número de soldados estrangeiros que morreram no Afeganistão desde a queda do regime talibã no final de 2001. De acordo com o site icasualties.org., que faz a contagem, nesta segunda-feira, chegou a 1.002, sendo 624 militares de nacionalidade norte-americana, os invasores estrangeiros mortos naquele país asiático.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

JEJUM DO MÊS DE RAMADÃ: CATÓLICOS SAÚDAM MUÇULMANOS PELO EID AL-FITR

*Com satisfação, divulgamos à Comunidade Islâmica no Brasil a mensagem para a festa de Eid al-Fitr do ano 1429 da Hégira (2008 AD), enviado pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, da Igreja Católica Apostólica Romana. O documento é assinado pelo Cardeal Jean-Louis Tauran (FOTO), presidente do órgão:







CRISTÃOS E MUÇULMANOS: JUNTOS PELA DIGNIDADE DA FAMÍLIA

Mensagem para o fim do Ramadan:

Caros amigos muçulmanos:

(1) Ao aproximar-se o fim do mês de Ramadan, sinto-me agradecido de vos endereçar – segundo uma tradição já bem arraigada – as cordiais saudações do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Durante este mês, cristãos próximos de vós partilham as vossas reflexões e as vossas celebrações familiares; o diálogo e a amizade reforçaram-se. Deus seja louvado!

(2) Mas, tal como no passado, este encontro amigável oferece-nos também a oportunidade de juntos refletir sobre algum tema de atualidade, que possa enriquecer nosso intercâmbio e ajudar a que nos conheçamos melhor, com nossos valores comuns e nossas diferenças. Para este ano, pensamos em vos propor o tema da família.

(3) Um dos documentos do Concílio Vaticano II Gaudium et spes, sobre a Igreja no mundo contemporâneo, afirma: “A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar. Por isto, juntamente com todos aqueles que têm em grande estima essa comunidade, os cristãos se alegram sinceramente com os vários meios pelos quais os homens progridem hoje na promoção dessa comunidade de amor e no cultivo da vida, auxiliando os cônjuges e pais na sua excelsa missão. Disto esperam ainda melhores resultados e se esforçam por alcançá-los” (n. 47).

(4) Estas palavras nos recordam oportunamente que o desenvolvimento da pessoa e da sociedade depende em grande parte da prosperidade da comunidade conjugal e familiar! Quantos são os que carregam, às vezes durante toda a sua vida, o peso das feridas de uma situação familiar difícil ou dramática? Quantos são aqueles e aquelas que sucumbem no abismo da droga ou da violência, tentando preencher, em vão, uma infância atribulada? Cristãos e muçulmanos podemos e devemos trabalhar conjuntamente na salvaguarda da dignidade da família, hoje e no futuro.

(5) Neste âmbito, tivemos muitas vezes a oportunidade de colaborar, quer em nível local, quer internacional, tanto mais que cristãos e muçulmanos têm grande estima pela família. A família – lugar onde o amor e a vida, o respeito pelo outro e a hospitalidade se encontram e se transmitem – é verdadeiramente a “célula fundamental da sociedade”.

(6) Cristãos e muçulmanos, não devemos hesitar em nos empenhar, não só para ajudar as famílias em dificuldade, mas também para colaborar com todos os que se esforçam por promover a estabilidade da instituição familiar e o exercício da responsabilidade paterna e materna, particularmente no campo da educação. Não é demais recordar aqui que a família é a primeira escola em que se aprende o respeito pelo outro, na sua identidade e na sua diferença. O diálogo inter-religioso e a cidadania só têm a ganhar com isto.

(7) Caros amigos, ao terminar o vosso jejum, purificados e renovados pelas práticas tão caras à vossa religião, fazemos votos de que todos vós possais ter com vossas famílias e todos os que vos são queridos, uma vida serena e próspera! Que o Altíssimo Deus vos cumule a todos da sua misericórdia e da sua paz!


Cardeal JEAN-LOUIS TAURAN
Presidente

Arcebispo PIER LUIGI CELATA
Secretário


*Carta publicada no site do IBEI


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

YAUMUL QUDS


O Imam Ruhollah Khomeini (r.a.) consagrou toda a última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã à lembrança de uma das maiores tragédias dos tempos modernos: o holocausto palestino. Esta sexta-feira, dia 25 de Ramadã, é Yaumul Quds – Dia de Jerusalém. Uma data especial, marcada por manifestações de apoio e solidariedade, em todo o mundo, a um povo que, há 60 anos, é massacrado em sua própria terra pela sanha sionista.

O povo palestino é dono de sua terra desde tempos imemoriais. E durante séculos viveu em paz com os – poucos – judeus que se mantiveram na Palestina, após a diáspora. Contudo, o veneno sionista, travestido de nacionalismo judaico, prendeu em sua armadilha sanguinária árabes e judeus, roubando àqueles o legítimo direito a viver na sua terra, e vendendo a estes a farsa do direito judaico exclusivo ao território.

A semente do mal que se espalha hoje pela Palestina e vitima os inocentes foi plantada no final do século XIX por um grupo de judeus europeus capitaneados pelo jornalista de origem húngara Theodor Herzl. “Um povo sem pátria” – isto é, supostamente os judeus – “para uma pátria sem povo” – isto é, supostamente a Palestina – escrevia ele em O Estado Judeu, obra seminal do sionismo.

As potências ocidentais - Grã-Bretanha em primeiro lugar, Estados Unidos em seguida - viram no projeto sionista a oportunidade de instalar em território árabe uma ponta de lança para os seus interesses. Afinal de contas, o começo do século XX assistiu à disseminação do veículo automóvel por todo o planeta como modo preferencial de transporte e ao crescimento do petróleo como matriz energética.

Grupos terroristas judaicos como a Hagannah, Palmach, Lohamei Herut Israel (Lehi), Gangue Stern, foram criados para explodir com bombas a população árabe e afugentá-la, abrindo espaço para a criação de um "lar nacional judeu" na Palestina. Massacres, atentados a bomba, fuzilamento de famílias árabes inteiras dentro de suas casas, eram comuns.

As conseqüências deste processo de desprezo e assassinato das populações árabes que povoavam a Palestina se fazem sentir até hoje: êxodo forçado, matanças indiscriminadas, terrorismo judaico – que atualmente assume a dimensão de terrorismo de estado – destruição das casas e da infra-estrutura palestina. Sem falar na recorrente e nunca realizada promessa de criação de um estado palestino.

O dia de hoje, portanto, é de justa indignação contra o massacre do Povo Palestino. Nós, muçulmanos e não-muçulmanos, seres humanos, enfim, temos a obrigação de nos solidarizar aos irmãos e irmãs da Palestina e apoiar a sua luta justa por um estado livre e soberano. Roguemos a Allah para que dê a vitória à Resistência Palestina, que ela não se curve diante do ocupante e prossiga altaneira em sua batalha.

Nós, muçulmanos brasileiros, estamos com vocês!

OBS.: Texto extraído do site do IBEI


AHMADINEJAD E OS JUDEUS


As fotos acima mostram o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, reunido com rabinos (líderes religiosos judeus) membros de um grupo judaico antisionista, em Nova York, nos Estados Unidos, onde o iraniano esteve, essa semana, para participar da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas.


Não é a primeira vez que este tipo de encontro acontece. Reuniões entre o presidente iraniano, que é um duro adversário do terrorismo sionista, com rabinos contrários ao sionismo, já ocorreram em outras oportunidades tanto nos Estados Unidos como no Irã.


Na ocasião, Ahmadinejad afirmou que o Irã não tem nada contra os judeus, que gozam de liberdade de religião em seu país com direito a preservar seus templos, costumes e tradições, mas ressaltou que a política iraniana se posiciona firmemente contra o sionismo.


De acordo com Ahmadinejad, os próprios judeus são as principais vítimas do sionismo, ideologia racista responsável pelo genocídio de milhares de pessoas no Oriente Médio.


"Os seguidores das religiões divinas não mantêm discrepâncias entre si porque todos os profetas convidaram para a adorar a Deus e ao monoteísmo", disse o presidente iraniano. Ele salientou que a reunião com o grupo de judeus foi um encontro de irmãos.


Ahmedinejad já deu várias declarações pedindo a destruição do Estado de Israel e a libertação da Palestina. Essas declarações são geralmente condenadas por governos arrogantes de países ocidentais que são os mesmos que ficam calados diante do genocído, assassinatos e massacres que os judeus sionistas cometem em lugares com o Líbano e a Palestina.


Esses mesmos governos arrogantes não condenam as declarações dos líderes dos terroristas israelitas quando esses pregam a destruição, o bombardeio e o assassinato de iranianos.



domingo, 14 de setembro de 2008

SAIBA MAIS SOBRE O JEJUM DOS MUÇULMANOS

O jejum do mês de Ramadã é um dos principais pilares do Islã. É obrigatório para todos os muçulmanos que alcançaram a maioridade.


Com o objetivo de obedecer a vontade de Deus, que ordenou aos muçulmanos que jejuassem nesse mês, os muçulmanos devem se abster de comer, beber, fumar, de ter relações sexuais e de praticar certas ações desde da alvorada (fajr) até o sol se pôr (maghreb).


O mês de Ramadã é um dos mais sagrados porque foi nele que o Livro Sagrado de Deus - o Alcorão -, foi revelado por completo em uma de suas noites que é conhecida como a Noite do Destino (Lailatul Kadr).


O jejum do mês de Ramadã proporciona vários benefícios para os muçulmanos em todos os campos da vida, sejam eles, o espiritual, social, na saúde e até material.


O jejum é obrigatório para todos os muçulmanos que alcançaram a maioridade que estejam em perfeito estado de saúde e mentalmente sãos, que não estejam em viagem, etc.


O jejum não é obrigatório para os viajantes, as crianças, os deficientes mentais, para as pessoas que tomam remédios pelo resto da vida, para as pessoas que ficarem doentes, para as mulheres menstruadas, os fracos, os idosos, para as mulheres grávidas, etc.


O JEJUM É PARA TODOS


Deus prescreveu o jejum para todos os povos desde o início da humanidade. O jejum não é algo exclusivo dos muçulmanos, também ele o foi prescrito para os judeus e para os cristãos.


No Alcorão, Deus nos faz lembrar que o jejum é um dos grandes sinais de que alguém acredite realmente na existência de Deus. Por isso Ele ordenou a todos os povos que jejuassem. Portanto o jejum não é algo de nossos tempos, é algo que já foi prescrito aos nos precederam.


O Alcorão nos diz: “Ó vos que credes, foi-vos prescrito o jejum como o foi aos que vos precederam. E possais tornar-vos piedosos!” - SURATA AL-BAQARA, V.183


domingo, 24 de agosto de 2008

FURANDO O BLOQUEIO



Dois barcos carregando 46 ativistas de 17 países furaram, no sábado (23), o rígido bloqueio israelense imposto à Faixa de Gaza, sitiada há 14 meses.

Após viajarem por 30 horas vindos de Chipre, os barcos chegaram em Gaza onde foram recebidos com festa pela população local.

O evento em si é simbólico porque passa uma mensagem de que o cerco israelense pode ser derrotado.

Cabe agora à ONU e a comunidade internacional se sensibilizarem e por um fim a essa infâmia que é esse bloqueio criminoso contra a população civil da Faixa de Gaza.


IMPRENSA OCIDENTAL ACOBERTA TERRORISMO NORTE-AMERICANO

Uma investigação oficial realizada pelo governo afegão confirmou, nesse domingo, que os norte-americanos e seus aliados da Otan (a aliança militar ocidental) massacraram mais de 90 civis, a maioria mulheres e crianças, após bombardearem uma cidade no Oeste do Afeganistão.

O ataque terrorista foi amplamente acobertado pela mídia ocidental que tem por costume fazer muita barulheira quando as vítimas são frutos de ataques dos talebães ou da Al-Qaeda.

Perguntar não ofende, mas cadê as imagens dos civis mortos? por que não fazem entrevistas com os parentes das vítimas? por que não fazem entrevistas e perguntam dos afegãos o que acham desses massacres?

Autoridades afegãs rechaçaram a alegação dos terroristas norte-americanos que o alvo do ataque era os talebães, acusando os Estados Unidos de terem agido de forma criminosa e irresponsável.

Assassinar civis inocentes no Afeganistão tem sido uma constante por parte dos terroristas norte-americanos e de países ocidentais desde que os Estados Unidos e seus aliados da Otan invandiram e ocuparam o país asiático, em 2001.

Os terroristas norte-americanos sempre justificam esses massacres com alegações de que eles foram cometidos como resultado de ataques aos insurgentes talebães.

Na briga entre o terror dos Estados Unidos e terror dos talebães, quem sofre é o inocente povo do Afeganistão.


sábado, 23 de agosto de 2008

O CASO MARCOS LOSEKANN

A nota publicada na coluna Contexto, do jornal Amazonas em Tempo, no último dia 20, sobre o episódio envolvendo o repórter da TV Globo, Marcos Losekann, mostra como certos veículos de comunicação e seus jornalistas estão longe de passar informações corretas para o público.

De forma simplista, sem questionamentos e sem ouvir o contraditório, a coluna, assinada pelo jornalista Mário Adolfo, comprou e reproduziu as alegações da TV Globo sobre o incidente, inclusive, o termo sequestro utilizado de forma maldosa pela emissora de televisão para descrever o caso.

Pior foi ver o jornalista reduzir o Hezbollah, maior partido libanês com amplo apoio popular e uma vasta participação na vida política e social do Líbano, responsável pela libertação das terras ocupadas e dos prisioneiros detidos em Israel, a um simples grupo "terrorista" que é patrocinado pelo Irã.

Além disso, elogiou o trabalho de Marcos Losekann quando este esteve por aqui, na região amazônica, como correspondente da TV Globo. Difamar o Amazonas e a Zona Franca de Manaus era o seu hobby preferido.

Agora o veneno do repórter Marcos Losekann se virou contra o Líbano, seu povo e sua resistência.


Por esse motivo, enviei carta ao jornalista Mário Adolfo onde faço algumas observações sobre o episódio. Confira!


Prezado jornalista Mário Adolfo.

Li a nota publicada, no dia 20/08, na coluna Contexto, do Amazonas em Tempo, que tratava do incidente envolvendo o repórter da TV Globo, Marcos Losekann, e o partido libanês Hezbollah, em Beirute, no último final de semana, e por conta disso, gostaria de fazer algumas observações e comentários.

Em primeiro lugar, quero deixar claro que não pretendo ser porta-voz ou defender o Hezbollah, mesmo porque não tenho autorização e nem o grupo precisa de mim para isso, mas sim para alertá-lo sobre certas circunstâncias ignoradas na abordagem desse assunto.

Como jornalista amazonense de origem libanesa, que já morou por muitos anos no Líbano, tendo, inclusive, colaborado com jornais daquele país, e que acompanha a vida política libanesa de perto, sendo dono de um blog que aborda também a política libanesa, a do Oriente Médio, a do mundo árabe e muçulmano, não posso ficar calado diante da nota que considero ofensiva ao povo libanês e sua resistência. Por este motivo, faço essas observações para ajudar nesse debate.

Creio eu que você Mário Adolfo, como jornalista de longa data de trabalho, sabe muito bem que o Líbano sofreu diversas invasões de seu território por parte dos israelenses, sendo a pior delas, a que ocorreu em 1982, quando as tropas israelenses conseguiram chegar na capital Beirute, dizimando dezenas de milhares de inocentes, incluindo, mulheres e crianças. Naquela ocasião, o governo e as forças armadas libanesas estavam fragmentados por conta da guerra civil iniciada em 1975, o que impediu que o exército pudesse, portanto, defender o povo libanês das agressões israelitas. Desta forma, não restou outra opção à população civil a não ser fazer a resistência por conta própria.

Vários grupos surgiram de todas as tendências (nacionalistas, socialistas, comunistas etc), contudo, eles não deram continuidade a luta contra a ocupação sionista. Porém, a partir de meados da década de 1980, surge a resistência do Hezbollah, formada principalmente, por pessoas comuns (agricultores, pedreiros, pintores, engenheiros, universitários, religiosos etc) que tiveram suas terras ocupadas, casas destruídas e familiares assassinados pelos israelenses.

Com o apoio de outros grupos políticos e de grande parte da população libanesa, essa resistência liderada pelo Hezbollah se fortaleceu a cada dia nos últimos anos, conseguindo em seguida libertar terras que estavam ocupadas há décadas e libertar vários presos libaneses detidos em cárceres israelenses. Quero lhe informar que terroristas não libertam terras e nem o ser humano. Portanto, é injusto e uma distorção você chamar e tentar minimizar a atuação do Hezbollah, reduzindo-o a um grupo terrorista.

O Hezbollah é um partido político legalizado, com vários deputados no parlamento libanês, com ministro no Governo de União Nacional formado recentemente, que implantou uma grande rede social que beneficia milhares de libaneses das classes mais necessitadas e que está encarregado de fazer a resistência porque o Líbano ainda se encontra em estado de guerra com Israel.


DAHIE

Fiz esse pequeno resumo do conflito, somente para poder te introduzir nessa questão sensível que é a região do Dahie, o local onde aconteceu o episódio com o Marcos Losekann.

Dahie (palavra que em português significa subúrbio) é uma área da capital Beirute formada por vários bairros e com uma população estimada em um milhão de pessoas. Pelo fato de fazer a resistência, a segurança de certas partes dessa área está sob o controle do Hezbollah, o que não é novidade para ninguém, pelo contrário, é de conhecimento de todo mundo que acompanha os acontecimentos no Líbano.

Qualquer um pode entrar nessas áreas para comprar, passear ou comer nos vários restaurantes do local que, por sinal, oferecem uma comida saborosa. Porém, por questões de segurança, para filmar, gravar ou tirar fotos é preciso ter autorização do Hezbollah.

Portanto, o Hezbollah não errou ao deter e interrogar o Marcos Losekann. Se o repórter da Globo não tinha autorização do Hezbollah, então não pode gravar no Dahie.


O Hezbollah tem autoridade sobre essa área que foi duramente bombardeada em 2006 pelos israelenses que destruíram mais de 230 prédios residenciais, deixando milhares de libaneses sem casa para morar (imagens do Google Earth mostram bem os estragos que os judeus fizeram nessa região). Além disso, essa área é alvo fácil de serviços de inteligência que enviam espiões, alguns deles, travestidos inclusive de jornalistas, para "visitar" o local com o intuito de obter informações sobre a resistência.


Não esqueça que Marcos Losekann, até pouco tempo atrás, era o correspondente da Globo em Israel, onde morou por muitos anos e fez uma cobertura pífia caracterizada pela parcialidade em favor do terrorismo sionista e pelas defesas apaixonadas dos massacres e dos genocídios que os israelenses praticaram contra os libaneses e os palestinos. Os civis inocentes mortos por Israel eram chamados por Marcos Losekan de "terroristas", enquanto que as agressões e a matança israelense eram classificadas por ele "de ações de defesa".


Não adianta o Marcos Losekann dizer que tinha autorização do Ministério das Relações Exteriores para trabalhar no Líbano, pois esta autorização só serve para o Dahie se tiver a autorização da resistência.

É como se um jornalista estrangeiro viesse para o Brasil e pegasse uma autorização para trabalhar aqui, mas não para entrar em uma área de segurança máxima.

Dessa forma condeno a postura de Marcos Losekann de querer posar de vítima. Marcos Losekann precisa respeitar as regras do Líbano, da mesma forma que jornalistas estrangeiros respeitam as regras do Brasil. A atitude do repórter da Globo foi suspeita.

Não concordo com o termo que a TV Globo usou ao descrever o episódio como seqüestro e que você e outros de forma simplista reproduziram. Não houve seqüestro. O Hezbollah estava dentro de seu limite de agir como responsável pela segurança do Dahie ao abordar Marcos Losekann e seu parceiro.


Até mesmo em shoppings centers, quando se prende alguém com movimento suspeito, a pessoa é detida e interrogada. Por que o Hezbollah não pode fazer o mesmo quando se trata de sua área? Só porque o repórter é da TV Globo?

INIMIGO DO LÍBANO

Vou ser sincero contigo como sou com todo mundo. Marcos Losekann é inimigo do Líbano e de seu povo. Ele não deveria nem ter colocado os pés dele no Líbano. Como já te expliquei acima, ele usou e abusou ao insultar os libaneses chamando de terroristas as crianças assassinadas por Israel. Uma ofensa sem fim, fruto de um comportamento cretino que não se perdoa.

O papel do jornalista é o de informar. Não de ficar arrumando encrenca para beneficiar os inimigos do Líbano e prejudicar a imagem desse país.


LIBERDADE DE IMPRENSA

Acompanho a trajetória do Hezbollah há muitos anos, incluindo a questão do relacionamento do partido com a impressa, e sei o quanto o grupo, que possui uma ampla rede de comunicação formado por televisão, rádio, internet e jornal, é a favor da liberdade de expressão. Vários veículos de comunicação internacionais, os ocidentais entre eles, mantêm contato direto com o Hezbollah, e entrevistam com freqüência seus políticos e militantes. O Hezbollah não está fechado para ninguém. Qualquer um pode ter acesso ao grupo, inclusive, você Mário Adolfo e o jornal Amazonas em Tempo, se quiserem. A própria TV Globo já fez várias matérias no Líbano e no Dahie, inclusive, com o secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah.

Só para a tua informação, vários diplomatas ocidentais visitam os escritórios do Hezbollah para conversar sobre política no Líbano e no Oriente Médio com a legenda. Grupos de judeus (não israelenses), europeus e norte-americanos que visitam o Líbano para conhecer a realidade do país são recebidos com freqüência pelo Hezbollah.

Será que essas pessoas todas, incluindo os diplomatas ocidentais, são terroristas também porque estão se encontrando com o Hezbollah?

RESISTÊNCIA ATÉ A VITÓRIA

Não será um jornalista parcial e malicioso como Marcos Losekann que vai destruir a credibilidade de um grupo grandioso em seus atos em prol dos pobres e dos oprimidos como é o Hezbollah, que possui uma simpatia grande no Líbano (inclusive entre os cristãos, onde o Hezbollah têm aliados, como o general Michel Aoun, do Movimento Patriótico Livre, o maior partido cristão libanês), no mundo árabe, no mundo muçulmano e também para muitos ocidentais.

Para finalizar, qualquer um que lembre um pouco da passagem de Marcos Losekann como correspondente na região amazônica vai recordar que o repórter da Globo usou e abusou de fazer matérias contra os interesses do Amazonas, ofendendo inclusive a Zona Franca de Manaus, minimizando seus benefícios para o Estado. Portanto, não me surpreende o fato de Marcos Losekan querer denegrir a imagem dos libaneses e da resistência.

Espero que essas informações possam ser de utilidade para você. O bom jornalista deve ouvir sempre o contraditório antes de publicar opiniões apressadas e ofensivas à quem quer seja.

Espero também que a coluna Contexto e o jornal Amazonas em Tempo não se tornem um espaço de manipulação para denegrir o Líbano, seu povo e sua resistência legítima, vitoriosa e gloriosa feita contra o terrorismo israelense que, de forma injustificada, é tão protegido por diversos veículos de comunicação.

Recentemente um dos articulistas do Em Tempo chegou ao absurdo de comparar o nobre patriarca dos árabes e dos hebreus, o profeta Abrãao (que a paz esteja com ele), que era uma pessoa da paz e do amor, com um verme terrorista e assassino chamado Ben Gurion, responsável pelo massacre e a expulsão de milhares de árabes da Palestina.

Que a paz esteja convosco!

Grato pela atenção





terça-feira, 22 de julho de 2008

HEZBOLLAH E ISRAEL

JAMIL IBRAHIM ISKANDAR*

É demasiado simplista uma análise breve acerca da troca de prisioneiros e cadáveres entre o partido que mais tem seguidores no Líbano, o Hezbollah, e Israel.

É profundamente ofensivo aos milhões de libaneses e não libaneses que vivem no Brasil., chamar o Hezbollah de terrorista, caso contrário, teremos que mudar a lógica do entendimento sobre soberania nacional e defesa do solo onde se vive.

No Líbano, o Hezbollah tem doze parlamentares, várias instituições de ensino gratuitas, casa de assistêcia a necessitados e órfãos, entre outros. Como, então, chamá-lo de grupo terrosrista?

E mais: qual é o nome que daríamos aos ataques israelenses de 2006 que mataram prioritariamente civis inocentes de modo muito similar a um genocídio? Que nome se dá aos que praticam diariamente ataques ao povo palestino na Faixa de Gaza?

Que nome devemos dar aos que promovem privações desumanas a esses mesmos palestinos em seu próprio solo? Aliás, me parece que o povo palestino tem sofrido um verdadeiro holocausto na história recente.

No entanto, nenhum juízo de valor deveria estar acima do gesto de entendimento por parte do Hezbollah e Israel. Se analisarmos a situação em que os palestinos vivem em sua pátria e fora dela como refugiados, é de se desacreditar na ONU e na justiça universal.

Dá a impressão que a justiça, o bom senso e os direitos humanos não valem para os palestinos e, últimamente, não tem valido, também, para muitos países árabes. Sugiro que retomemos a história medieval para ver quão generosos os muçulmanos foram com os judeus. Que prevaleça a paz! Essa controvérsia não é boa para nós no Brasil.

*Jamil Ibrahim Iskandar é filósofo, professor universitário e pós-doutorado em filosofia pela UCM da Espanha e membro da Société Intrenationale pour L’Étude de la Philosophie Médiévale da Bélgica.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

PROMESSA CUMPRIDA

A promessa do grupo de resistência Hezbollah de libertar os libaneses detidos em cárceres israelenses se cumpriu. Os prisioneiros que ainda estavam em poder dos sionistas foram soltos, nesta quarta-feira (16/07).

A libertação não poderia ter ocorrido em data mais simbólica. Ela ocorreu no momento em que os libaneses comemoram o segundo aniversário da vitória sobre Israel na guerra de 2006.

No dia 12 julho daquele ano, a resistência libanesa capturou dois soldados israelenses na operação que ficou conhecida como "Promessa Sincera".

Na ocasião, o líder da resistência, sayed Hassan Nasrallah, afirmou que os soldados capturados só seriam devolvidos por meio de conversações indiretas que contemplassem a libertação dos combatentes libaneses detidos nas prisões israelitas, entre eles, Samir Kuntar.

Membro da pequena comunidade drusa do Líbano e militante da Frente Popular para a Libertação da Palestina, Kuntar estava fadado a padecer nas prisões israelenses para o resto da vida, após ser condenado por participar de um comando guerrilheiro que atacou e matou israelenses, em 1979.

Ao invés de negociar, Israel optou por fazer uma guerra insana que não alcançou nenhum de seus objetivos declarados ou mesmo os escondidos que depois vieram a público.

Instigados pelos norte-americanos que lhes deram todo o tipo de apoio, incluindo, o militar, os soldados israelenses propositalmente bombardearam alvos civis que resultaram na morte de 1,2 mil libaneses e na destruição de milhares de casas, pontes, estradas, orfanatos, escolas, hospitais, emissoras de televisão e templos religiosos.

Sem falar das bombas de fragmentação, cujo uso contra civis é proibido, que foram lançadas nos últimos dias das agressões israelenses quando já se sabia que haveria um acordo para cessar o conflito.

A decisão irracional do governo de Ehud Olmert, sem similar na história do mundo, de fazer guerra para ter de volta os cadáveres de soldados mortos, custou também a vida de dezenas de militares do exército israelense que saiu desmoralizado após 33 dias de combates. Toda essa selvageria foi inútil.

Fracassaram as tentativas de enfraquecer o Hezbollah e de querer impor a partir do Líbano, a criação de um "Novo Oriente Médio", o plano norte-americano de transformar Israel na potência daquela região em detrimento dos árabes e dos iranianos.

Com a libertação desses prisioneiros e a devolução dos restos mortais dos combantentes que tombaram na luta contra a ocupação israelense, ao longo das últimas décadas, o Hezbollah se firma cada vez mais como um movimento de resistência que consegue libertar terras e prisioneiros. Por conta disso, ficará mais difícil o debate para desarmar o grupo como querem os Estados Unidos e Israel.

Praticamente resolvidas as questões da terra (com a exceção das Fazendas de Chebaa e das Colinas de Kfar Shouba) e a dos prisioneiros, a luta agora será pela água que Israel usurpa do terrirório libanês e para acabar com as violações diárias da aviação israelense do espaço aéreo do Líbano.

O Hezbollah já prometeu que não vai poupar esforços para colocar um fim a estas agressões. Quando o Hezbollah promete, cumpre. No caso dos prisioneiros, a promessa sincera de libertá-los foi cumprida.

HERÓIS E MÁRTIRES

Os últimos libaneses que ainda permaneciam detidos em cárceres israelenses, inclusive Samir Kuntar, foram libertados, nesta quarta-feira (16/07).

Eles já chegaram ao Líbano onde receberam uma calorosa recepção por parte da população, dos membros da Resistência, dos militares do exército e das autoridades libanesas.

A libertação dos combatentes libaneses é sem dúvida nenhuma uma grande vitória da Resistência Islâmica, comandada pelo Hezbollah, que não poupou esforços para colocar fim a um dos piores dramas causados pela ocupação isralense do território libanês: a questão dos prisioneiros em cárceres judaicos.

Por conta da invasão e da ocupação judaica, vários jovens, homens e mulheres, abriram mão de suas respectivas vidas para lutar em prol da liberdade e da dignidade de seu povo. Muitos deles, acabaram prisioneiros e os que se martirizam tiveram seus corpos retidos pelos israelenses.

Porém, este sacrifício todo só alimentou ainda mais o desejo de continuar com a resistência. Graças a esta luta, terras libanesas que foram ocupadas pelos terroristas judeus foram libertadas e os presos libaneses que estavam fadados a morrerem em cárceres judaicos foram soltos.

Além dos prisioneiros vivos, em trocas dos cadavéres de dois soldados, Israel teve que devolver os restos mortais de quase 200 combatentes árabes que se martirizaram em confrontos com os sionistas, muitos deles nas décadas de 1970 e 1980, quando o Hezbollah ainda nem existia.

Entre os corpos dos heróis que foram devolvidos, está o da combatente palestina Dalal Mughrabi que liderou um comando que matou mais de 30 militares israelenses em uma operação guerrilheira realizada em 1978.

O dia 16 de julho de 2008 é uma data histórica para toda a nação libanesa e árabe. Dia em que os libaneses conseguiram libertar todos os seus prisioneiros das mãos de seus inimigos israelenses. Dia em que o terror judaico foi derrotado pela determinação da resistência liderada pelo Hezbollah, que se reafirma cada vez mais como um grupo de libertação.


quarta-feira, 2 de julho de 2008

LIBERDADE PRÓXIMA

Outro drama que está próximo de acabar é o dos libaneses detidos em cárceres israelenses. Em uma entrevista coletiva bastante concorrida realizada, nesta quarta-feira (2), em Beirute, o secretário-geral do Hezbollah, Sayed Hassan Nasrallah, disse que a troca de prisioneiros com os israelenses pode ocorrer em duas semanas.

Ele não determinou a data exata porque esta ainda não foi definida sendo o único ponto que ainda falta ser acordado para a libertação dos prisioneiros.

O líder afirmou que a Resistência aceita e vai cumprir todos os pontos do acordo que pode "zerar" o número de libaneses presos em Israel, tornando o Líbano o primeiro país árabe em conflito com os israelenses que conseguiu fechar o assunto de seus presos em cárceres judaicos.

Pelo acordo, Israel se comprometeu a libertar todos os presos libaneses vivos, em um total de cinco, entre eles Samir Kuntar, que não é membro do Hezbollah, mas é uma das prioridades do grupo de resistência.

Além disso, Israel vai entregar os restos mortais de aproximadamente 200 mártires libaneses, palestinos e de outros países árabes, muitos deles mortos na década de 70 e 80, e cujos corpos ficaram retidos pelos isralenses que os enterraram em covas identificadas por números.

Com a devolução dos restos mortais, os mártires árabes poderão ter o enterro digno de quem se sacrificou em prol do seu povo.

Também, os israelenses terão que libertar em um segundo momento um número limitado de prisioneiros palestinos.

Em troca, o Hezbollah devolverá os dois soldados israelenses capturados, em julho de 2006.

Ainda com o parte da troca de prisioneiros, o Hezbollah entregará um relatório sobre o terrorista israelense Ron Arad, capturado há 22 anos, depois que o avião com o qual realizava agressões contra os libaneses foi abatido no Leste do Líbano.

Por sua vez, os sionistas entregarão informações sobre a situação de quatro diplomatas iranianos sequestrados no Líbano, em meados da década de 80, por uma mílicia pró-Israel, e que foram em seguida entregues aos israelenses.

O sucesso da troca de prisioneiros será sem dúvida mais uma vitória do Hezbollah, que comprova mais uma vez que o único caminho para os árabes libertarem seus entes queridos esquecidos nas prisões judaicas e terem suas terras de volta é por meio da resistência.