Começa neste sábado o jejum do mês do Ramadã, um dos pilares mais importantes da fé muçulmana. Neste período, os crentes se abstêm de ingerir qualquer tipo de alimento, bebida, de fumar e manter relações sexuais do nascer do sol (fajr) até o por-do-sol (maghreb) durante todo o mês de Ramadã, o qual por pertencer ao calendário islâmico lunar, pode ter 29 ou 30 dias.
Os fiéis devem se afastar também das reuniões ilícitas, das pessoas pérfidas, dos atos que podem causar danos para si e para a sociedade. Ao contrário, neste mês, os muçulmanos devem ampliar os atos de caridade, solidariedade, dar maior atenção as oração e as súplicas.
A abstenção de alimentos e bebidas, longe de ser uma forma de castigar o corpo, tem como objetivo principal apurar a alma e fortalecer o espírito, a fé, a auto-estima, a paciência, o auto-controle, o sentimento de comunidade, o fortalecimento dos laços de parentescos, a compaixão para com os pobres, piedade com os órfãos e caridade com os necessitados. O jejum tem uma função não só espiritual, mas também de melhorar o aspecto material, social e econômico do coletivo, sempre rumo ao progresso.
O jejum do mês do Ramadã é um período de penitência e perdão que Deus, Todo-Poderoso, estabeleceu como misericórdia para que seus servos possam se redimir dos erros e dos pecados. É uma época onde o ser-humano, que é tão ocupado de suas tarefas cotidianas e da correria pelas coisas mundanas, tem a oportunidade de refletir sobre sua vida e as pessoas ao seu redor, fortalecendo o indivíduo e a coletividade.
O ato de jejuar foi prescrito a vários povos do passado, como descrito no Alcorão Sagrado. Contudo, o jejum continua mais presente do que nunca na vida de centenas de milhares de pessoas no mundo inteiro nos tempos modernos. Ramadã Karim!
O Islã é uma religião racional. Todos os seus princípios e mandamentos estão baseados em uma profunda racionalidade.
O Islã demonstra que o homem é inocente ao nascer, que o bem e o mal se aprendem gradualmente. O Islã ensina que se devem alcançar as virtudes e evitar costumes que arrastam à perversão, uma vez que o bem e o mal estão no homem, de acordo com a educação que recebe e o meio-ambiente em que se desenvolve sua vida cotidiana.
O ser humano possui desejos naturais, que se referem ao alimento, à necessidade de sono e de sexo; também tem sentimentos naturais, por exemplo, felicidade, rancor, dor, amor, temor, fastio e avareza.
Esta última é originada pelo instinto de posse. Um instinto insatisfeito alimenta a inveja e, eventualmente, ambas suscitam o egoísmo.
O Islã, não obstante, não recomenda que se eliminem estes sete sentimentos, como o fazem outras religiões, senão que oferece um método para controlá-los, porque enquanto o homem viver, eles existirão. Eles são semelhantes ao motor de um veículo: o condutor é quem deve controlá-los e guiá-los a metas úteis. A educação islâmica é a guia do homem em direção ao bem.
A proibição de comer porco no Islã constitui um grande salto adiante na história da evolução humana. Considerando que o sangue é, virtualmente, nossa corrente vital e que tudo o que consumimos afeta, em última instância, nosso sistema sanguíneo, é necessário selecionar nossos alimentos. Resulta evidente que o homem de concepção revolucionária mais avançada é aquele que mais cuidadosamente seleciona seus alimentos.
Sabemos que no passado, alguns povos da África foram antropófagos. Alguns aborígenes do arquipélago malaio e certos povos de Borneu e Nova Guiné não sabem distinguir os alimentos: ingerem víboras, vermes, ratos e tudo o que esteja ao seu alcance.
Na atualidade, a evolução da natureza humana não se limita à abstenção da carne de porco, mas compreende, também, a carniça e a carne de caça, ainda que sejam de vacas, cordeiro ou galinhas. Isto está proibido pelo Islã.
Aparte o que foi exposto até aqui, os muçulmanos rechaçam a carne de animais predadores, como o leão, tigre, leopardo, víboras, gatos, cachorros, ratos, etc., considerados dentro das Leis Islâmicas como animais impuros.
Esta proibição está baseada no desejo de purificação da própria natureza, já que o alimento, uma vez ingerido, não entra apenas no intestino e se converte em excremento; é absorvido e metabolizado no sistema e circula por todas as partes do corpo humano, incluindo o cérebro e isto, de uma maneira não insignificante, por certo, afeta a natureza do homem. Disse o Imam Ali (a.s.): “O estômago é a porta de todos os males”.
O Islã permite aos muçulmanos ingerir carne pura e não proíbe nem estimula ninguém a converter-se em vegetariano. Alguns argumentam que se o porco é alimentado com nutrientes sãos, pode-se, então, consumir sua carne.
A resposta para esta controvérsia é a seguinte: pode-se alimentar um porco com uma lavagem saudável, mas não se pode mudar sua natureza, um porco é um porco, não pode sofrer variantes por meio de enxertos, como uma planta.
O porco é, por natureza, preguiçoso e indulgente no sexo. Desgosta-lhe a luz do sol e ele carece de energia para lutar. Come quase tudo o que encontra ao seu redor, sejam excrementos ou qualquer imundice.
De todas as carnes de animais, o porco constitui-se no principal receptor de germes daninhos e é o principal reservatório para a infecção humana. Ademais, a porcentagem de gordura no porco é muito maior que em qualquer outra carne: 91%, contra 56% no cordeiro e 35% na de gado vacum.
Pode-se fazer uma experiência em carnes: tomem-se três pedaços de carne de igual idade e tamanho, um de porco, outro de vaca e um terceiro de cordeiro; exponham-se todos ao sol. O de porco será o primeiro a apodrecer, vindo em seguida o de cordeiro e finalmente o de vaca.
Algumas vezes, a carne de vaca seca sem chegar a apodrecer. Mas, se colocamos os mesmos pedaços de carne em um recipiente e os colocamos para cozinhar, o de porco será o último a cozinhar e ninguém pode garantir que não existam germes daninhos na carne cozida.
De acordo com investigações médicas, requerem-se três horas para a digestão da carne de cordeiro e de vaca; por sua vez, necessitam-se cinco horas para a do porco.
Proliferam tantas plantas que são comestíveis: algumas podem curar enfermidades, outras são venenosas e causam a morte. De igual maneira, existem carnes daninhas para o homem, como a do porco, cujo efeito tóxico está latente e com o transcurso dos anos degenera em sérias enfermidades.
O Islã cresceu na Dinamarca. De acordo com dados publicados pelo Centro para as Religiões Contemporâneasda Universidade Aarhus, que fez um levantamento sobre as crenças existentes na sociedade dinamarquesa, os muçulmanos quadruplicaram , nos últimos anos, o número de suas comunidades, subindo de 14 para 57.
O sociólogo Lene Kühle, que participou da preparação do estudo, afirma que há uma explicação cultural para o crescimento do Islã, na Dinamarca.
É bom destacar que a Dinamarca foi palco de um dos episódios islamofóbicos mais deprimentes registrados ultimamente no mundo quando um jornal daquele país – Jyllands-Posten -, publicou 12 caricaturas ofensivas ao Islã e ao profeta de Deus, Muhammad.
Em uma das charges, uma representação do profeta é mostrada com um turbante em forma de bomba, dando a entender que o mensageiro de Deus é um terrorista.
O profeta Muhammad jamais praticou nenhum ato terrorista em sua vida, que foi marcada pela dignidade e a pacificação de vários povos da Península Arábica.
A acusação contra o profeta mostra a mentalidade doentia que atinge uma grande parte da sociedade dinamarquesa, em particular, e a da Europa, em geral, onde proliferam grupos extremistas e racistas ocidentais.
As charges provocaram a ira e a retalização por parte dos muçulmanos em todo o mundo. O episódio causou um grande desgaste econômico e na imagem da Dinamarca.
Embaixadas e representações dinamarquesas foram queimadas e produtos dinamarqueses foram retirados do mercado em vários países muçulmanos.
O autor das charges, que mostrou ser um grande imbecil raivoso e profissional depéssima qualidade, vive hoje escondido com medo de ser retaliado e morto. As charges que ele criou, diga-se de passagem de extremo mau gosto, não impediram o crescimento do Islã no mundo e na Dinamarca. Deus é maior do que a astúcia de seus inimigos. Viva o Islã!
Os leitores de língua portuguesa que desejam ampliar seus conhecimentos sobre um dos eventos mais importantes e apaixonantes do mundo - o martírio do Imam Hussein, neto do Profeta Muhammad (que a paz e as bençãos de Deus esteja com ele e sua purificada descendência), na cidade de Karbalá, no ano 61 da Hégira (683 d.C.) possuem agora uma nova obra a sua disposição.
Já está a venda o livro "Al Imam", de autoria do escritor Nader Ali Jezzini, que narra a saga e a epopéia de Karbalá, este grandioso evento que revolucionou o mundo islâmico e não islâmico, através do sacrifício do Imam Hussein e de membros de sua nobre família e honrados companheiros.
A Tragédia de Karbalá, outro termo usado para relembrar o episódio do martírio do Imam Hussein, teve influência não só sobre o mundo muçulmano, mas também sobre os não islâmicos.
Um exemplo, foi o líder pacifista Mahatma Garamchand Ghandi, que em mais de uma oportunidade afirmou que sua rebelião contra o domínio britânico, na Índia, se espelhou na Revolução do Imam Hussein.
O livro incluiu mapa da rota feita pelo Imam Hussein e seus aliados (inédito), mais a árvore genealógica de Qoraich (inédito) além dos nomes do mártires, fotos e nomes dos Imames da linhagem sagrada do Profeta Muhammad.
Mais informações podem ser obtidas no blog do autor (naderalijezzini.blogspot.com)
PERFIL
Nader Ali Jezzini é administrador, especialista em comércio exterior e relações internacionais, pós em diversas áreas humanas, sociais e internacionais, analista político. Escritor tendo escrito quatro obras: A GLOBALIZAÇÃO E SEUS IMPACTOS SOCIAIS,O NOVO MUNDO,AL IMAM e o GUIA.
Poliglota (Árabe,Inglês,Francês e Espanhol) e tradutor; é também pesquisador dos temas sociais, humanista tendo presidido diversas instituições sociais e filantrópricas além de ser membro do diálogo interreligioso.
E quando os anjos disseram: Ó Maria, é certo que Deus te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade!
Ó Maria, consagra-te ao Senhor! Inclina-te e prostra-te com os que se prostam!
Estes são alguns relatos do incognoscível, que te revelamos (ó Mensageiro). Tu não estavas presente com eles (os judeus) quando, com setas, tiravam a sorte para decidir quem se encarregaria de Maria; tampouco estavas presente quando rivalizavam entre si.
E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus.
Falará aos homens, ainda no berço, bem como na maturidade, e se contará entre os virtuosos.
Perguntou: Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, se mortal algum jamais me tocou? Disse-lhe o anjo: Assim será. Deus cria o que Lhe apraz, posto que quandou decreta algo, diz: Seja! e é.
Ele lhe ensinará o Livro, a sabedoria, a Torá e o Evangelho.
E ele será um Mensageiro para os israelitas, (e lhes dirá): Apresento-vos um sinal de vosso Senhor: plasmarei de barro a figura de um pássaro, à qual darei vida, e a figura será um pássaro, com beneplácito de Deus, curarei o cego de nascença e o leproso; ressuscitarei os mortos, com a anuência de Deus, e vos revelarei o que consumis o que entesourais em vossas casas. Nisso há um sinal para vós, se sois fiéis.
E confirmarei o que foi revelado na Torá, que vos chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me.
Sabei que Deus é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois. Essa é a senda reta."
*Com satisfação, divulgamos à Comunidade Islâmica no Brasil a mensagem para a festa de Eid al-Fitr do ano 1429 da Hégira (2008 AD), enviado pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, da Igreja Católica Apostólica Romana. O documento é assinado pelo Cardeal Jean-Louis Tauran (FOTO), presidente do órgão:
CRISTÃOS E MUÇULMANOS: JUNTOS PELA DIGNIDADE DA FAMÍLIA
Mensagem para o fim do Ramadan:
Caros amigos muçulmanos:
(1) Ao aproximar-se o fim do mês de Ramadan, sinto-me agradecido de vos endereçar – segundo uma tradição já bem arraigada – as cordiais saudações do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Durante este mês, cristãos próximos de vós partilham as vossas reflexões e as vossas celebrações familiares; o diálogo e a amizade reforçaram-se. Deus seja louvado!
(2) Mas, tal como no passado, este encontro amigável oferece-nos também a oportunidade de juntos refletir sobre algum tema de atualidade, que possa enriquecer nosso intercâmbio e ajudar a que nos conheçamos melhor, com nossos valores comuns e nossas diferenças. Para este ano, pensamos em vos propor o tema da família.
(3) Um dos documentos do Concílio Vaticano II Gaudium et spes, sobre a Igreja no mundo contemporâneo, afirma: “A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar. Por isto, juntamente com todos aqueles que têm em grande estima essa comunidade, os cristãos se alegram sinceramente com os vários meios pelos quais os homens progridem hoje na promoção dessa comunidade de amor e no cultivo da vida, auxiliando os cônjuges e pais na sua excelsa missão. Disto esperam ainda melhores resultados e se esforçam por alcançá-los” (n. 47).
(4) Estas palavras nos recordam oportunamente que o desenvolvimento da pessoa e da sociedade depende em grande parte da prosperidade da comunidade conjugal e familiar! Quantos são os que carregam, às vezes durante toda a sua vida, o peso das feridas de uma situação familiar difícil ou dramática? Quantos são aqueles e aquelas que sucumbem no abismo da droga ou da violência, tentando preencher, em vão, uma infância atribulada? Cristãos e muçulmanos podemos e devemos trabalhar conjuntamente na salvaguarda da dignidade da família, hoje e no futuro.
(5) Neste âmbito, tivemos muitas vezes a oportunidade de colaborar, quer em nível local, quer internacional, tanto mais que cristãos e muçulmanos têm grande estima pela família. A família – lugar onde o amor e a vida, o respeito pelo outro e a hospitalidade se encontram e se transmitem – é verdadeiramente a “célula fundamental da sociedade”.
(6) Cristãos e muçulmanos, não devemos hesitar em nos empenhar, não só para ajudar as famílias em dificuldade, mas também para colaborar com todos os que se esforçam por promover a estabilidade da instituição familiar e o exercício da responsabilidade paterna e materna, particularmente no campo da educação. Não é demais recordar aqui que a família é a primeira escola em que se aprende o respeito pelo outro, na sua identidade e na sua diferença. O diálogo inter-religioso e a cidadania só têm a ganhar com isto.
(7) Caros amigos, ao terminar o vosso jejum, purificados e renovados pelas práticas tão caras à vossa religião, fazemos votos de que todos vós possais ter com vossas famílias e todos os que vos são queridos, uma vida serena e próspera! Que o Altíssimo Deus vos cumule a todos da sua misericórdia e da sua paz!
As fotos acima mostram o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, reunido com rabinos (líderes religiosos judeus) membros de um grupo judaico antisionista, em Nova York, nos Estados Unidos, onde o iraniano esteve, essa semana, para participar da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas.
Não é a primeira vez que este tipo de encontro acontece. Reuniões entre o presidente iraniano, que é um duro adversário do terrorismo sionista, com rabinos contrários ao sionismo, já ocorreram em outras oportunidades tanto nos Estados Unidos como no Irã.
Na ocasião, Ahmadinejad afirmou que o Irã não tem nada contra os judeus, que gozam de liberdade de religião em seu país com direito a preservar seus templos, costumes e tradições, mas ressaltou que a política iraniana se posiciona firmemente contra o sionismo.
De acordo com Ahmadinejad, os próprios judeus são as principais vítimas do sionismo, ideologia racista responsável pelo genocídio de milhares de pessoas no Oriente Médio.
"Os seguidores das religiões divinas não mantêm discrepâncias entre si porque todos os profetas convidaram para a adorar a Deus e ao monoteísmo", disse o presidente iraniano. Ele salientou que a reunião com o grupo de judeus foi um encontro de irmãos.
Ahmedinejad já deu várias declarações pedindo a destruição do Estado de Israel e a libertação da Palestina. Essas declarações são geralmente condenadas por governos arrogantes de países ocidentais que são os mesmos que ficam calados diante do genocído, assassinatos e massacres que os judeus sionistas cometem em lugares com o Líbano e a Palestina.
Esses mesmos governos arrogantes não condenam as declarações dos líderes dos terroristas israelitas quando esses pregam a destruição, o bombardeio e o assassinato de iranianos.
O jejum do mês de Ramadã é um dos principais pilares do Islã. É obrigatório para todos os muçulmanos que alcançaram a maioridade.
Com o objetivo de obedecer a vontade de Deus, que ordenou aos muçulmanos que jejuassem nesse mês, os muçulmanos devem se abster de comer, beber, fumar, de ter relações sexuais e de praticar certas ações desde da alvorada (fajr) até o sol se pôr (maghreb).
O mês de Ramadã é um dos mais sagrados porque foi nele que o Livro Sagrado de Deus - o Alcorão -, foi revelado por completo em uma de suas noites que é conhecida como a Noite do Destino (Lailatul Kadr).
O jejum do mês de Ramadã proporciona vários benefícios para os muçulmanos em todos os campos da vida, sejam eles, o espiritual, social, na saúde e até material.
O jejum é obrigatório para todos os muçulmanos que alcançaram a maioridade que estejam em perfeito estado de saúde e mentalmente sãos, que não estejam em viagem, etc.
O jejum não é obrigatório para os viajantes, as crianças, os deficientes mentais, para as pessoas que tomam remédios pelo resto da vida, para as pessoas que ficarem doentes, para as mulheres menstruadas, os fracos, os idosos, para as mulheres grávidas, etc.
O JEJUM É PARA TODOS
Deus prescreveu o jejum para todos os povos desde o início da humanidade. O jejum não é algo exclusivo dos muçulmanos, também ele o foi prescrito para os judeus e para os cristãos.
No Alcorão, Deus nos faz lembrar que o jejum é um dos grandes sinais de que alguém acredite realmente na existência de Deus. Por isso Ele ordenou a todos os povos que jejuassem. Portanto o jejum não é algo de nossos tempos, é algo que já foi prescrito aos nos precederam.
O Alcorão nos diz: “Ó vos que credes, foi-vos prescrito o jejum como o foi aos que vos precederam. E possais tornar-vos piedosos!” - SURATA AL-BAQARA, V.183
Muçulmanos em todo o mundo marcam, hoje (19), uma das datas religiosas mais apaixonantes do planeta: o martírio do Imam Hussein, neto do profeta Muhammad.
Vestidos de preto para expressar luto e tristeza, os muçulmanos se reúnem para relembrar os significados de justiça e esperança que o sacríficio do Imam espalhou na luta contra a tirania e a opressão.
O episódio que resultou no martírio do Imam Hussein e de outras 72 pessoas, entre familiares e companheiros, na cidade de Karbalá, situada no atual Iraque, ocorreu no décimo dia do mês de Muharram, o primeiro do calendário islâmico, do ano 62 da Hégira. Daí o nome Ashura, termo que deriva da palavra a´shara (dez, em árabe), em referência a data da morte do Imam Hussein.
Nesta época, os muçulmanos se agrupam em assembléias para ouvir os relatos de como se desenvolveu toda a história da tragédia que vitimou o neto e outros parentes do profeta Muhammad.
O Imam Hussein foi martirizado porque não aceitou a tirania ao recusar dar o seu apoio aYazid, que tinha a ambição de dominar o mundo islâmico naquela época para desviar as pessoas do verdadeiro Islã.
Yazid queria que o Imam Hussein prestasse fidelidade a ele, o que foi prontamente rechaçada pelo Imam, pois este sabia que Yazid era um corrupto e um devasso e que jamais poderia governar a Nação Islâmica. Yazid revoltado com esta atitude, decidiu então eliminar o Imam.
Esta postura de Yazid me faz lembrar do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, quando disse "ou vocês estão conosco, ou com os terroristas". Yazid agiu da mesma forma. Ou as pessoas seguiam Yazid, ou elas iriam ser consideradas inimigas e pagariam com a vida.
Imam Hussein, detentor de uma fé grandiosa em Deus e na vida após a morte, escolheu o caminho da dignidade e da grandeza e optou por resistir ao invés de prestar fidelidade a um ditador mesquinho e cruel como Yazid.
No dia 10 de Muharram, o exército de Yazid composto de milhares de soldados avançou sobre o Imam Hussein, seus familiares e companheiros, que estavam em desvantagem numérica e em armas, resultando no martírio do neto do profeta Muhammad.
Quem não conhece este fato, jamais vai entender a importância deste episódio para os dias atuais, uma vez que mais de mil e trezentos e sessenta e seis anos depois, a postura do Imam Hussein de enfrentar a tirania influencia os povos oprimidos de hoje na luta contra seus opressores. Lições que são observadas até os dias de hoje por milhões de pessoas em diversas partes do mundo.
Portanto, lembrar a morte do Imam Al-Husseim significa lembrar as injustiças cometidas no mundo, chorar pelos oprimidos.
Na mídia dos países ocidentais, a Ashura é mostrada de formas diversas.
Enquanto alguns veículos de comunicação conseguem transmitir os seus significados, outros partem para as distorções ou se apegam a alguns costumes criados ao longo dos anos como o da auto-flagelação, que é praticado pela minoria dos fiéis.
Muitos líderes religiosos condenam a autoflagelação e, ao invés disso, estimulam as pessoas a doarem sangue aos hospitais, pois o martírio do Imam Hussein significa também o renascimento da esperança e uma mensagem de vida.