sábado, 17 de maio de 2008

REDE GLOBO DISTORCE HISTÓRIA DA PALESTINA

Mais uma mostra lamentável do jornalismo tendencioso e parcial promovido pela grande imprensa brasileira. Na noite desta sexta-feira (15/05) a Rede Globo de Televisão levou ao ar um Globo Repórter sobre “Israel”, dando mais uma mostra clara de que é um instrumento a serviço da manipulação vergonhosa da opinião pública brasileira. O telespectador desavisado, que assistiu ao programa sem ter qualquer referência – ou dotado apenas de conhecimento parcial – sobre a história da ocupação da Palestina e expulsão violenta dos árabes que habitavam o local hoje denominado “Israel” teve uma imagem distorcida da realidade.

O Globo Repórter desta sexta-feira fez um relato tendencioso da história, mostrando apenas um dos lados do fato. Os palestinos, oprimidos por um regime que não lhes dá os plenos direitos de cidadania conferidos a um imigrante judeu, não foram ouvidos. Muito menos aqueles que, há 60 anos, tiveram de fugir de suas casas para não serem vítimas do terrorismo judaico patrocinado por organizações como a Hagannah, Palmach, Irgun, Gangue Stern e o Lohamei Herut Israel, que estão na base da fundação do estado judeu. Os ataques a bomba e metralha dos terroristas destas organizações foram responsáveis pelo massacre de centenas de aldeias palestinas antes mesmo de 1948, pela morte de milhares de mulheres e crianças que, à força, tiveram de dar lugar à instalação de um “lar nacional judaico” onde antes viviam.

O Globo Repórter privilegiou as fontes judaicas, ouvindo apenas imigrantes judeus. Os palestinos aparecem como uma referência distante, como um “outro” que, ou está assimilado à sociedade do estado judeu – o que é uma mentira – ou é um inimigo violento a ser combatido, entre outras medidas, por um novo muro da vergonha. O repórter Alberto Gaspar esqueceu-se (?) de dizer que esse muro corta aldeias e propriedades palestinas, destrói casas, mesquitas, escolas e torna a vida dos palestinos – que vivem na região há milênios – um verdadeiro transtorno.

O Globo Repórter também não mencionou, em nenhum momento, as constantes violações aos direitos humanos perpetrados pelo estado judeu contra a população árabe da Palestina. Prisões, deportações, destruição de casas, assassinato de crianças e mulheres em bombardeios punitivos que não escolhem alvo não foram citados na reportagem, que cria uma imagem idealizada, parcial e, voltamos a assinalar, tendenciosa da realidade. Uma lição de mau jornalismo e de manipulação da opinião pública.

O Globo Repórter e seu repórter, Alberto Gaspar, tampouco mencionou a colonização criminosa que o estado judeu promove nos territórios ocupados mililitarmente da Cisjordânia, numa violação clara às resoluções da Organização das Nações Unidas e da Convenção de Genebra. Enquanto o governo mentiroso de Tel Aviv - essa sim a capital de "Israel" e não Jerusalém, como teimam em insistir os repórteres da Rede Globo - fala em promover a paz com os palestinos, prossegue e amplia a colonização de território árabe.

É preciso que a opinião pública brasileira se manifeste, pois está sendo enganada por uma rede de televisão que usa uma concessão pública para distorcer os fatos. O endereço para correspondência é http://globoreporter.globo.com

FONTE: IBEI


SUTILEZA GLOBAL

O Globo Repórter sobre "Israel", desta sexta-feira (16), usou e abusou de velhos expedientes deploráveis para difamar os muçulmanos e os árabes e embelezar os crimes dos judeus, os verdadeiros usurpadores de terras, mas que foram apresentados como "coitadinhos" inocentes.

No exato momento em que citou a palavra "terrorista" em um determinado trecho do programa, o Globo Repórter colocou a imagem de mulheres de hijab (véu), associando a imagem da mulher muçulmana ao terrorismo.

Em outra passagem, ao citar a palavra "sagrado", o programa mostrou a cruz e, em seguida, ao citar a palavra "profano", veiculou escritas em árabe em uma parede.

Toda vez que mostrava alguém rezando em uma mesquita, o programa colocava ao fundo uma música comercial que não tem nada haver com a religião, só para evitar que as pessoas escutem canções islâmicas ou ouçam trechos do Alcorão Sagrado.

O mesmo não aconteceu quando mostrava os judeus em suas sinagogas, sempre acompanhados de cânticos religiosos judaicos.

Em outra cena, ao entrevistar um beduíno, veiculou a frase de que as pessoas não visitavam uma determinada região da Palestina porque tinham "medo dos árabes".

O progama do Globo Repórter foi tendecioso, sem dúvida nenhuma. Mais do que isso, extrapolou o trabalho jornalístico para se tornar um instrumento propagandístico em favor do terrorismo israelita.

Inclusive, para estimular jovens brasileiros judeus a emigrarem e ingressarem no exército israelense. Isso ficou muito claro quando o repórter Alberto Gaspar entrevistou algumas judias européias que largaram seus países de origem para ingressar na vida militar de Israel e, futuramente, participar da matança de árabes, como se esta prática fosse algo bonito.

O Globo Repórter sobre "Israel' foi um verdadeiro presente dado pela família Marinho e a Rede Globo pelos 60 anos de terrorismo judaico na terra da Palestina.


RELAÇÕES PÚBLICAS

Em relação a esses programas veiculados em algumas emissoras de televisão e reportagens especiais publicadas em alguns sites sobre os 60 anos de Israel, podemos dizer que toda esta propaganda gratuita de distorção do que ocorre na Palestina não passa de um bem orquestrado trabalho de relações públicas realizado pelo governo terrorista israelense em cumplicidade com algumas empresas de comunicação do Brasil.

Estes veículos de comunicação são amplamente dominados por judeus sionistas ou por pessoas favoráveis aos crimes de Israel. É só olhar as redações, os conselhos editoriais, os sócios etc. Veremos que estas empresas não são imparciais quando o assunto é o conflito árabe-israelense.

Particularmente, aceitaria este comportamento se estas empresas se assumissem como imparciais. Ou seja, deixassem claro para a opinião pública que adotaram um lado do conflito. Porém, estes veículos de comunicação tentam iludibriar a população ao querer passar a falsa imagem de que cobrem de forma isenta os eventos no Oriente Médio.

Esta movimentação na mídia foi acompanhada de outras similares realizadas pelas diversas comunidades judaicas espalhadas pelo território brasileiro em que ficaram incubidas de realizarem atividades pró-Israel.

Todas estas atividades têm o objetivo de atrair a simpatia das pessoas para o terror israelense em um momento em que Israel vive um dos momentos mais difíceis de sua história em que os sionistas vêem os seus "inimigos" se fortalecerem dia após dia.

A importância que foi dada para que o aniversário de "60 anos de Israel" seja usado como forma de ganhar a opinião pública e atrair apoio ao Estado Sionista revela o inferno psicológico que os judeus vivem depois das derrotas militares impostas ao exército israelense pela resistência dos libaneses e dos palestinos.


sexta-feira, 16 de maio de 2008

LUZ NO FIM DO TÚNEL

A oposição libanesa suspendeu a desobediência civil que vinha fazendo contra o governo ilegítimo do primeiro-ministro Fouad Siniora, que é patrocinado pelos Estados Unidos, Arábia Saudita e Israel.

A desobediência civil foi o mecanismo adotado pela oposição para forçar uma solução para a crise política que assola o país depois que os oposicionistas conseguiram por meio de ações militares obrigar o gabinete de Siniora a retroceder e anular duas decisões que sabotavam a resistência contra o Estado terrorista de Israel.

Um acordo foi alcançado sob o patrocínio da Liga Árabe para colocar um fim no conflito e estimular a retomada do diálogo entre a oposição e os grupos situacionistas.

O chefe da delegação árabe, o ministro de Relações Exteriores do Catar, Hamad bin Jassim bin Jabr Al-Thani, disse que o diálogo será retomado em Doha, capital do Catar.

Segundo Al-Thani, as partes se comprometeram a voltar ao diálogo e discutir a eleição do novo presidente do país, novas leis eleitorais para 2009 e a formação de um novo governo de unidade nacional. As armas da Resistência estão foram das negociações. Estas eram as principais demandas da oposição.

As estradas que haviam sido bloqueadas, incluindo aquelas que levam até o aeroporto, foram desobstruídas. Aviões partiram e aterrisaram hoje no aeroporto de Beirute.

É o Líbano voltando a normalidade depois de uma turbulência necessária para quebrar o impasse e forçar uma solução adequada para a crise.

Quem apostou na guerra civil ou sectária, perdeu. Não que o problema ainda esteja 100% resolvido. Mas agora que a oposição baixou a crista dos situacionistas que se revelaram fracos, apesar do apoio do Governo do genocida George W. Bush e da ditadura monárquica saudita, parece a solução que ficou mais fácil de ser alcançada.


terça-feira, 13 de maio de 2008

A CRISE POLÍTICA DO LÍBANO

A crise libanesa é política e não sectária. Ela está relacionada a divisão de poder que hoje se encontra nas mãos de poucos grupos políticos, alguns deles, sem nenhuma representatividade junto ao povo libanês.

Há quase dois anos, os grupos de oposição tentam forçar a renúncia do primeiro-ministro ilegítimo do Líbano, Fouad Siniora, como forma de abrir caminho para a composição de um novo governo de união nacional onde todas as forças políticas estejam representadas.

Siniora ocupa o cargo de primeiro-ministro de forma ilegítima desde novembro de 2006 quando todos os ministros representantes da comunidade dos muçulmanos xiitas deixaram o governo em protesto pelo modo como o chefe do gabinete governava o país.

Porém, ao invés de renunciar, e pressionado pelos seus patrocinadores norte-americanos, sauditas e israelenses, Siniora permaneceu no governo e até hoje se recusa a deixar a cadeira em uma atitude que lembra as demais ditaduras árabes apoiadas pelas "democracias" ocidentais.

O ridículo nessa história é que o presidente dos Estados Unidos, o genocida e assassino George W. Bush, diz que Siniora representa a democracia no Líbano. Como? Na democracia se supõe que quem governa é o povo. Não é o que acontece com a administração de Siniora onde uma grande parte da população não tem representantes.

As tentantivas de mostrar que a crise libanesa é sectária revela o desespero e o grau do fracasso que foi acometido o projeto dos Estados Unidos, da Arábia Saudita e de Israel de acabar com a resistência e dominar o Líbano.

Dizer que o "governo sunita" está sendo atacado por parte da "oposição xiita" é criminoso e uma distorsão sem fim.

Primeiro que não existe "governo sunita" no Líbano e nem pode ter porque a constituição do país não permite. O máximo permitido é que o primeiro-ministro escolhido seja desta comunidade (herança da divisão de poder que a França laica deixou de presente para os libaneses). Mas, nunca o governo pode ser todo sunita, xiita, maronita, druso ou ortodoxo. O gabinete ministerial precisa representar todas as comunidades, o que não acontece atualmente.

Segundo, a oposição não é composta só dos muçulmanos xiitas do Hezbollah e do Amal. Há também muçulmanos sunitas (Salim Hoss, Omar Karame, Fatah Iaken, Murabitun), cristãos maronitas (Michel Aoun, líder do Movimento Patriótico Livre, e Suleiman Frangieh) e drusos (Talal Arslan e Weam Wahab), além de alguns partidos da minoria armênia.

Outra menitra "safadinha" propagada pelo terror norte-americano-saudita-judaico por meio dos veículos de comunicação que controlam é quando dizem que "militantes estrangeiros xiitas ocuparam a Beirute sunita". Beirute não pertence aos sunitas. Beirute é uma capital cosmopolita, multicultural, multi-étnica, abrigo das mais diversas comunidades religiosas que compõe o Líbano.

Todos os bairros da capital libanesa possuem uma composição religiosa mista, incluindo, a área de Tariq Jedid, base da Corrente Mustaqbal, liderada pelo títere saudita, Saad Hariri.

Insistir no discurso sectário é uma forma de desviar a atenção das verdadeiras causas que resultaram na crise que assola hoje o Líbano. É um modo também de tentar minimizar a humilhação que os grupos de oposição impuseram aos governistas nos últimos confrontos. Uma forma de recuperar o prestígio perdido.

Só vai haver guerra sectária se Saad Hariri quiser. Pelo discurso que ele fez nesta terça-feira (13) e pelas declarações que seus patrocinadores sauditas, israelenses e norte-americanos deram sobre a crise libanesa, parece que a decisão de enveredar no caminho obscuro do sectarismo já foi adotada.

Resta saber agora se Saad Hariri e o grupo que ele representa vão ter condições de prosseguir nesta conspiração por muito tempo? Se depender dos últimos acontecimentos militares em Beirute, podemos dizer que não há muito o que se preocupar, pois a vitória da oposição é certa.


domingo, 11 de maio de 2008

DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Depois de uma vitória militar esmagadora da oposição sobre suas milícias, os membros do governo ilegítimo do Líbano retrocederam e aceitaram voltar atrás na decisão de sabotar a rede de telecomunicações da Resistência e de afastar o chefe de segurança do aeroporto.

Porém, esta atitude não põe um fim na crise política que tem afetado o Líbano nos últimos tempos. É preciso resolver outras pendengas como a formação de um novo governo de união nacional e a aprovação de uma nova legislação eleitoral.

A estratégia agora é fazer um movimento de desobediência civil até a renúncia formal do atual governo.

A oposição abriu mão temporiaramente da opção militar. A decisão de entregar o controle da capital libanesa para o exército mostra a boa vontade da oposição e derruba a mentira propagada pelos governistas de que a intenção dos últimos acontecimentos era a realização de um golpe.

Se a oposição tivesse de fato esta intenção, ela teria levado a cabo este plano. A coisa mais fácil do mundo para os oposicionistas é tirar pela força o governo ilegítimo de Fouad Siniora do Palácio do Governo.

No pronunciamento que fez ontem, Siniora deu declarações que colocaram mais combustível na fogueira da crise libanesa. Deu a entender que vai continuar a desafiar os clamores do povo pela sua renúnia.

A confiança de Siniora reside no fato de que ele já recebeu o apoio de seus patrões: os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Desrespeitar o desejo do povo não é um ato sábio. Quando o povo se enfurece, não tem apoio de países bandidos que dê jeito. A história que o diga.


sexta-feira, 9 de maio de 2008

GUERRA NECESSÁRIA

Na vida, tudo tem um limite. As pessoas podem aguentar serem injustiçadas por um tempo, mas não por todo o tempo. Um dia esta paciência estoura e uma atitude mais enérgica é tomada. Quando o opressor não se toca de que está na hora de parar por conta própria, o jeito é fazer ele mudar pela força.

É exatamente isso o que está acontecendo no Líbano, onde os grupos da oposição libanesa praticamente derrotaram as milícias pró-Israel e Estados Unidos integradas por membros de facções que estão controlando ilegalmente o Governo libanês.

Informações dão conta de que a oposição libanesa já domina quase toda a parte ocidental da capital Beirute, onde foram registrados ontem violentos confrontos.

Ainda há conflitos em algumas áreas, informou uma fonte libanesa ao blog Leitura Franca.

Membros das milícias pró-Israel e Estados Unidos se entregaram em massa tanto para a oposição quanto para o exército libanês e fugiram, deixando para trás várias bases que mantinham na capital libanesa.

Há informações também, não negadas até agora, de que o embaixador da Arábia Saudita no Líbano aconselhou o primeiro-ministro ilegítimo do Líbano, Fouad Siniora, a renunciar.

A renúncia de Siniora, que é apoiado por Israel, Estados Unidos e Arábia Saúdita, e a formação de um novo governo de união nacional, é a principal demanda dos grupos da oposição para botar fim a crise política que assola este pequeno país em tamanho, mas grande em seus problemas.

Apesar da violência, a guerra para colocar um fim nas injustiças praticados pelos bandidos e traidores que controlam ilegalmente o governo libanês foi necessária.

Para alguns analistas, a atitude da oposição foi preventiva e vai evitar uma guerra civil futuramente. Isto porque com a vitória militar, a oposição mostrou que é mais forte e que os partidários da situação não possuem condições de travar uma guerra maior.

O minímo que se espera agora é a que a oposição faça o trabalho completo e não deixe de lutar até a renúncia total e o julgamento daqueles que nos últimos dois anos venderam o Líbano para os inimigos dos libaneses: os Estados Unidos e Israel.

A decisão de guerrear contra os traidores foi correta e foi adotada depois de uma série de medidas tomadas ilegalmente para sabotar o maior orgulho do mundo árabe, e não só dos libaneses, que é a resistência comandada pelo Hezbollah contra Israel.

Mexer com a rede de telecomunicações usada pela resistência e que foi determinante nas vitórias dos libaneses sobre os terroristas judeus é um ato de traição.

Para quem não entende, esta rede telecomunicações é um sistema de telefones interligados entre si por cabos que foi montado para facilitar a comunicação entre os líderes da resistência e evitar espionagem por parte do inimigo israelense.

Porém, na última terça-feira, os membros do governo ilegítimo do Líbano, pressionados pelos seus patrocinadores norte-americanos, tomaram uma decisão de que vão desmantelar esta rede de telecomunicações.

Ao tomarem esta decisão, os traidores sabiam muito bem o que estavam fazendo e o tipo de reação que este ato de agressão iria gerar.

Primeiro porque a luta contra Israel não terminou e o Líbano ainda está em estado de guerra contra o terror judaico. Segundo, não tinham respaldo constitucional para tomar este tipo de decisão, uma vez que o atual governo perdeu legitimidade desde o final de 2006, quando renunciaram todos os ministros representantes dos muçulmanos xiitas, maior e mais importante comunidade religiosa do Líbano.

Pelas regras acordadas em Taef, que colocaram fim a guerra civil libanesa (1975-1990), quando uma comunidade inteira está fora do governo, este último perde a legitimidade.

É o que acontece atualmente no Líbano. Os muçulmanos xiitas não possuem representantes no Governo. Portanto, nenhuma decisão deste governo tem valor.

A solução é a renúncia do gabinete de ministros e a formação de um novo governo que represente de fatos todos os libaneses e não os interesses dos terroristas judeus e norte-americanos, inimigos declarados do Líbano.


quinta-feira, 1 de maio de 2008

SBT MENTE SOBRE A PALESTINA

O programa “SBT Repórter”, que foi ao ar na noite da última quarta-feira (30/04), apresentou uma versão parcial, tendenciosa e falsa da história da Palestina.

Agindo desta maneira, os profissionais que produziram, divulgaram e apresentaram tal programa, bem como a empresa de comunicação que lhes serviu de veículo, atentaram não apenas contra as normas do bom jornalismo, que deve contemplar as várias versões dos fatos.

Prejudicaram a população brasileira, que foi, mais uma vez, aviltada em seu direito à informação isenta. Uma triste página da trajetória do Sistema Brasileiro de Televisão, cujo proprietário, Senor Abravanel – popularmente conhecido por “Sílvio Santos” – , por sua origem, parece ter um interesse particular em falsear a história da Palestina.

O programa “SBT Repórter” apresentou a versão sionista da ocupação da Palestina. A subseqüente proclamação da independência de “Israel” é mostrada como o resultado da ação “heróica”, abnegada, de David Ben-Gurion, Golda Meir e outros próceres do sionismo. Os árabes – e os palestinos em particular – aparecem como os eternos inimigos do “estado judeu”.

Sua participação no programa se reduz à citação de dois personagens, dois palestinos, que escolhem deixar a Palestina ante a independência de “Israel” e o apoio dado à “nova nação” pela comunidade internacional.

Pois bem, esta é uma versão dos fatos. Faltou a versão palestina. O programa “SBT Repórter” não citou, nem uma vez sequer, que o “estado de Israel” se assenta sobre a ação terrorista de grupos sionistas como a Gangue Stern, Palmach, Irgun, Lohamei Herut Israel e a Hagannah. Sim.

Os que apontam hoje, hipócrita e criticamente contra a ação dos “terroristas” palestinos, não mencionam esta página negra da história de “Israel”. Antes de 1948, aldeias palestinas inteiras foram massacradas a golpe de baioneta, granadas e metralhadoras dos terroristas sionistas.

Uma das ações terroristas judaicas mais célebres foi o massacre da aldeia de Deir Yassin, entre os dias 09 e 11 de abril de 1948 - uma das cerca de 120 aldeias árabes destruidas pelo terror judaico. Pela manhã, terroristas sionistas da Hagannah e Irgun invadiram o local e massacraram homens e mulheres, idosos e crianças. O objetivo era espalhar o terror entre a população árabe que vivia na Palestina desde tempos imemoriais, expulsando-a e abrindo espaço vital para a futura ocupação de imigrantes judeus de todo o mundo.

Os nazistas já haviam usado o termo lebensraum para se referir à criação desse "espaço vital" quando se lançaram à invasão e ocupação da Áustria, Polônia, Tchecoslováquia e, mais tarde, da Europa inteira, na II Guerra Mundial.

Outro atentado terrorista judaico célebre foi a explosão do Hotel King David, em Jerusalém, no dia 22 de julho de 1946. O edifício servia de sede para as tropas britânicas na Palestina, sobre a qual a Grã-Bretanha exercia mandato conferido pela Liga das Nações, logo após o fim da II Guerra Mundial. Pois bem, terroristas do Irgun, entre os quais figurava o futuro primeiro-ministro de “Israel”, Mieczyslaw Biegun – mais conhecido por Menachem Begin – plantaram uma bomba no prédio, que veio abaixo, soterrando não apenas os soldados britânicos, mas dezenas de civis que transitavam pelo local.

Estes, porém, são apenas duas das incontáveis ações terroristas judaicas que o programa “SBT Repórter”, cuja emissora é de propriedade do empresário e apresentador israelita Senor Abravanel, não contou ao público brasileiro.

A história da criação do “estado de Israel” é a história da tentativa de destruição de um povo – os palestinos – e sua memória, representada não penas pela terra arrasada em que se tornaram centenas de aldeias palestinas antes, durante e após a Nakba – Tragédia – de 1948, mas pelo desrespeito que o terrorismo sionista demonstra, historicamente, por tudo o que não é judaico na Palestina ocupada.

Bairros árabes, hoje, são ocupados por shopping centers e hotéis de luxo. Casas de palestinos, como a que abrigou a família do célebre intelectual palestino Edward Said, no bairro de Talbiya, servem, hoje, de abrigo a grupos fundamentalistas evangélicos que apóiam Israel incondicionalmente. Abaixo, um breve relato do que significou para importantes templos cristãos a “libertação” da Palestina pelos colonos e terroristas sionistas nos últimos 60 anos:

1. O hospício “Notre Dame de France”, grande parte do qual foi destruído como resultado da ocupação judaica.
2. O Convento das Irmãs Curadoras foi incendiado e quase que completamente destruído.
3. A torre e a igreja do Monastério dos Padres Beneditinos foi danificado como resultado de ter sido ocupado.
4. O Seminário de Sta. Anna foi atingido por duas bombas morteiros: a primeira no dia 17 de maio, 1948, e a segunda dia 19 de maio de 1948, destruindo paredes e ferindo os refugiados ali abrigados.
5. A Igreja de São Constantino e Helena, que é contígua à Igreja do Santo Sepulcro, foi atingida em 178 de maio de 1948 por uma bomba, cujos fragmentos danificaram também o domo do Santo Sepulcro.
6. O Patriarcado Armênio Ortodoxo foi atingido por cerca de cem bombas morteiros lançadas por sionistas desde o Monastério dos Padres Beneditinos no Monte Sion. As bombas danificaram o Convento de São Jacob, o Convento dos Arcanjos e suas duas igrejas, suas duas escolas primárias e seminários, e sua biblioteca. Oito dentre os refugiados foram mortos e 120, feridos.
7. A entrada da igreja de São Marco, pertencente aos Sírios Ortodoxos, foi atingida em 17 de maio de 1948, por um morteiro que matou o monge Peter Saymy, secretário do Bispo, e feriu mais duas pessoas.
8. O Convento de São Jorge, dos Gregos Ortodoxos, que é contíguo à Catedral católica Grega, foi atingido em 18 de maio de 1948 por um morteiro que quebrou as telhas e as janelas da catedral.
9. O Convento de São João, dos Gregos Ortodoxos, contíguo à Basílica do Santo Sepulcro, recebeu no seu telhado um morteiro, em 23 de maio de 1948. Nas proximidades, o Convento de São Abraão e o Convento de Spiridon foram atingidos.
10. O Convento do Arcanjo pertencente ao Patriarcado Copta, situado sobre o grotto da Sagrada Cruz, formando parte da Basílica do Santo Sepulcro, foi atingido por um morteiro que danificou o seu telhado em 23 de maio de 1948.
11. O patriarcado Grego Ortodoxo foi atingido por morteiros em 23 e 24 de maio de 1948, ferindo vários que estavam refugiados no seu interior.
12. O grande convento Franciscano (São Salvador) situado próximo ao Sto. Sepulcro, recebeu morteiros em 19, 23, 24 e 28 de maio, 1948, causando danos ao orfanato, secretariado geral, e atingindo casas nas proximidades, ferindo e matando crianças ali abrigadas.
13. Em 23, 26, 27 e 28 de maio, 1948, o Patriarcado Latino foi atingido por morteiros que danificaram o Palácio Patriarcal, principalmente a Catedral.
14. O Patriarcado Católico Grego foi atingido por bombas morteiros em 16 e 29 de maio, 1948, danificando o edifício e ferindo algumas pessoas.

Devemos citar o risco que correm, também, as mesquitas e locais sagrados dos muçulmanos na terra ocupada da Palestina. Hajam vistas as escavações realizadas por “arqueólogos” israelenses nas imediações da Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, de onde o Profeta Muhammad (s.a.a.a.s.) ascendeu aos céus. O mundo inteiro deve vigiar diuturnamente o que é feito nas proximidades de Al-Aqsa.

O passado de Israel o condena. Um país que solenemente e de forma recorrente desobedece todas as Resoluções da ONU que exigem retirada incondicional das tropas de ocupação dos territórios árabes e o respeito ao direito de retorno dos 1,5 milhão de palestinos refugiados no mundo inteiro não é tão inocente ao ponto de prescindir da vigilância dos muçulmanos quanto à preservação dos seus lugares sagrados. Apenas a atenção constante e o espírito alerta podem garantir que Al-Aqsa, como centenas de templos cristãos e islâmicos na Palestina ocupada, não será destruída.

Contudo, a sanha destruidora de Israel não se deteve em 1948. Algo que o programa “SBT Repórter” também sonegou à opinião pública brasileira é que o assassinato de civis palestinos inocentes e a destruição de templos islâmicos e cristãos, casas, estabelecimentos comerciais e plantações, muitas vezes de aldeias palestinas inteiras, continua na Palestina ocupada. Alguns destes imóveis estão no caminho do famigerado muro que quer separar a Cisjordânia do restante da Palestina.

Um exemplo é o da aldeia de Daba’a. Em janeiro de 2003, as autoridades que levantam este novo Muro da Vergonha ordenaram que fossem removidos todos os “obstáculos” à sua construção, o que implicou na demolição de 42 casas palestinas, da escola e da mesquita da aldeia – que ficavam no caminho. E Daba’a é apenas um caso.

Em fevereiro também de 2003, três mil palestinos que viviam na vila de Tal Al-Maleh, em Naqab (ou Neguev), no Sul de Israel, não tiveram onde fazer as orações do ‘Id Al-Adha (Festa do Sacrifício), ao final da Peregrinação (Hajj). Motivo: a mesquita da aldeia havia sido destruída pelas autoridades israelenses, sob a desculpa de que havia sido construída “sem licença”.

No dia 16 de março de 2004, as forças de ocupação israelenses dinamitaram o campus da Universidade Al-Aqsa, em Gaza, levando de roldão dezenas de residências nos arredores – não nos esqueçamos que 2004 foi o ano da terrível destruição ocorrida em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, em que dezenas de civis – homens, mulheres, crianças e idosos – foram mortos e centenas casas, estabelecimentos comerciais e religiosos foram destruídos, primeiramente por artilharia e bombardeio aéreo israelense e, depois, por bulldozers.

Em 2005, foi a vez da destruição da aldeia palestina de Dar Al-Hanun, estabelecida em 1925, mas “não reconhecida” pelas autoridades israelenses.

Outro caso: no dia 1º de junho do mesmo ano, o ministro interino da Habitação de Israel, Ruhama Avraham, declarava ao jornal israelense Ha’aretz que “A demolição de casas na região de Silwan, na Jerusalém Oriental pode levar à prisão de alguns moradores, mas o governo não tem a intenção de capitular”.

Vale lembrar, que Silwan (ou Siloé) é uma área de população predominantemente árabe em Jerusalém. A destruição de casas palestinas naquele bairro tem por objetivo “limpar” o terreno para instalar colônias judaicas, uma prática comum, aliás, em muitos vilarejos árabes, destruídos para dar lugar a elegantes bairros onde são abrigados imigrantes vindos da Rússia, Ucrânia, Polônia, Alemanha, Estados Unidos... Tal procedimento é mais um claro desrespeito do Estado de Israel às convenções de guerra internacionais e às resoluções da ONU, que proíbem a colonização de áreas civis sob ocupação militar.

O programa “SBT Repórter” também não fez nenhuma menção ao cerco a que estão submetidos 1,4 milhão de palestinos que vivem na Faixa de Gaza, o maior campo de concentração do mundo. Os árabes que vivem ali, confinados, estão totalmente à mercê da “boa-vontade” das autoridades do “estado democrático de Israel”.

A conseqüência é a restrição imposta à entrada de alimentos, combustível, remédios e outros gêneros essenciais para a sobrevivência da população palestina, o que gera um problema de caráter humanitário poucas vezes visto na história da humanidade.

O programa “SBT Repórter” não contou à população brasileira, ainda, que a colonização judaica na Cisjordânia – uma afronta às normas do Direito Internacional, repetimos – continua, num claro atentado não só aos direitos dos povos – neste caso o palestino – mas às conversações de paz. De um lado, o governo israelense se diz interessado em manter o diálogo com o Sr. Mahmoud Abbas; de outro, estimula aceleradamente a colonização de terras árabes, para criar um fato consumado.

Muito mais poderia ser dito sobre os crimes, o terrorismo, a hipocrisia das autoridades do “estado de Israel”, nestes 60 anos de Nakba, de Tragédia, de vergonha na Palestina. Nós, do Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos, esperamos que estas poucas palavras aqui colocadas sirvam como um humilde contrapeso às meias-verdades contadas pelo apresentador César Filho neste lamentável programa “SBT Repórter”. E que a população brasileira esteja sempre alerta a estas tentativas recorrentes de manipulação da opinião pública.

FONTE: IBEI


O SANGUE QUE RENDE VOTOS

Em carta enviada ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o governo iraniano protestou oficialmente contra as declarações em que a pré-candidata à presidência dos Estados Unidos, a senadora Hillary Clinton, prega a violência contra o Irã.

No dia 22 de abril, Hillary ameaçou "eliminar" o Irã, caso o país lançasse um ataque contra Israel.

"Quero que os iranianos saibam que, se eu for presidente, vamos atacar o Irã. Seríamos capazes de completamente aniquilá-los, nos próximos dez anos, caso eles sejam tolos o suficiente em lançar um ataque contra Israel."

O governo de Teerã afirmou que as declarações de Hillary são "provocativas e irresponsáveis".

Para alguns, as declarações de Hillary podem ser vistas como eleitoreiras, ditas com o intuito de conquistar o apoio e os votos dos judeus norte-americanos.

Porém, este tipo de visão perigosa e equivocada deve ser rechaçada.

Mais que eleitoreira, as afirmações de Hillary são criminosas e ofensivas, não somente ao governo, mas também ao povo iraniano, incluindo, centenas de milhares de norte-americanos de origem iraniana que vivem nos Estados Unidos.

Se Hillary quer conquistar os judeus com este tipo de declarações, o assunto é mais sério do que pensamos, porque dá a entender que os judeus norte-americanos são extremistas e agressivos ao ponto de precisarem ouvir um discurso criminoso e preconceituoso deste para serem agradados.

O tiro pode sair pela culatra, uma vez que outras parcelas do eleitorado norte-americano, como os árabes por exemplo, podem ver as declarações de Hillary como prova de que a senadora vai continuar com a política cega de apoiar o terrorismo judaico no Oriente Médio.

As declarações de Hillary foram precedidas de afirmações semelhantes de outros pré-candidatos à Casa Branca, entre eles, o republicano John McCain.

A única certeza nesta história é a de que estão enganados aqueles que pensam haver diferenças entre democratas e republicanos.

Pelo menos para o Oriente Médio, a atuação política dos dois partidos é igual, caracterizada pela falta de esperança de que algum tipo de mudança de postura será adotada para levar a paz àquela região conturbada do mundo.

Pelo jeito, pedir o derramamento do sangue das crianças iranianas tem se tornado sinônimo de ganho de votos nas eleições norte-americanas, principalmente junto à comunidade judaica dos Estados Unidos, país praticante do terrorismo e genocídio no mundo.


O VERDADEIRO HOLOCAUSTO

No dia em que os judeus param para lembrar o Holocausto, o mundo precisa lembrar que o Holocausto não terminou e continua a ser praticado todos os dias contra a população da Palestina e do Iraque, onde os terroristas sionistas e norte-americanos disputam para ver quem é o mais bárbaro na matança de inocentes civis.

Gira em torno de 10 mil o número de palestinos detidos nos campos de concentração sionistas e em 25 mil o número de iraquianos presos pelos Estados Unidos, no Iraque. Entre eles, mulheres e crianças inocentes.

Além disso, são constantes os massacres que os terroristas judeus e norte-americanos praticam na Palestina do Iraque.

Só no final de fevereiro e início de março, foram mais de 120 palestinos assassinados. Em abril, aproximadamente 1 mil iraquianos morreram no país, a maior parte civis que foram mortos em decorrência de ataques aéreos indiscriminados perpetrados pelos norte-americanos em bairros pobres nos subúrbios de Bagdá.

O Holocausto não pára por aí. A exemplo dos nazistas, judeus e norte-americanos praticam impunimente torturas, abusos sexuais, usurpam riquezas, mantêm campos de concetração, humilham, promovem o preconceito, propagam doenças, destróiem propriedades, plantações, contribuem para a pobreza dos povos que sofrem ocupação etc.

Tudo isso diante dos olhos de um mundo que acha que o nazismo morreu.

Abaixo algumas fotos do Holocausto palestino e iraquiano.





AS CRIANÇAS SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DO TERRORISMO JUDAICO E NORTE-AMERICANO





TERRORISTAS JUDEUS SE DIVERTEM IGUAIS AOS NAZISTAS DIANTE DO CORPO DE UM PALESTINO


quarta-feira, 16 de abril de 2008

BUSH, BENTO 16 E O ISLÃ

Um papa conservador e anti-islâmico

Por Lejeune Mirhan*

Já comentamos nesta coluna aspectos da investidura no papado do então secretário de Estado do vaticano, à época João Paulo 2º, do Cardeal Joseph Ratzinger, um dos assessores mais conservadores e de direita de Karol Woytila. Não é sobre isso que iremos tratar hoje em nossa coluna.

O Islã, por certo, é das religiões mais sérias, combativas, tradicionais e respeitadas religiões em todo o mundo. Estatísticas confiáveis, divulgadas na semana passada pelo próprio Vaticano, dão conta de que os aderentes ao islamismo passaram os católicos em termos de número de seguidores em todo o planeta.

Coisa assim de 1,3 milhões de muçulmanos contra 1,2 milhões de católicos (se somarmos todos os que professam o cristianismo e suas diversas confissões, como os protestantes e evangélicos, estes chegam a dois bilhões de seguidores).

No entanto, desde o ataque às torres gêmeas dos Estados Unidos em Nova York em 11 de setembro de 2001, o Islã passa a ser um alvo mais direto dos ataques da direita estadunidense e dos chamados neoconservadores da turma de George W. Bush. Este presidente americano chegou a declarar à época que “chegava o momento de se formar uma grande cruzada contra o terrorismo”.

Ao usar o termo “cruzada, lembrou as grandes cruzadas dos séculos 10e 11 que foram formados pelos cristãos brancos europeus, sob o comando da Igreja e dos papas de então, para retomar, como se dizia, o santo sepulcro de Cristo das mãos dos infiéis, de mãos impuras, que eram os muçulmanos que dominaram Jerusalém por quase 1,3 mil anos, com um breve interregno do período mencionado, sob comando cristão.

De fato, Bush tem feito uma pregação raivosa contra os muçulmanos. Todos os que lutam na Palestina, Iraque e Afeganistão, países ocupados por forças estrangeiras (no caso da Palestina, pelos israelenses), sejam eles muçulmanos ou não, são chamados de terroristas.

Em várias partes do mundo, os muçulmanos são perseguidos e discriminados. A Europa vem se fechando cada vez mais aos imigrantes, especialmente os muçulmanos.

Agora mesmo, no último final de semana, venceu as eleições pela terceira vez e voltará a ser primeiro ministro, o direitista Sílvio Berlusconi, magnata das comunicações. Uma de suas primeiras declarações públicas após a vitória foi de que endurecerá cada vez mais o controle de fronteira, especialmente com muçulmanos.

A neta de Benito Mussolini, eleita novamente deputada na lista eleitoral da direita, Alessandra Mussolini, deu recente entrevista onde usa o termo “islã invasor”, em uma clara alusão ao endurecimento e fechamento de fronteiras.

Será neste contexto que o papa Bento 16 chega aos Estados Unidos. Vai enfrentar uma Igreja enfraquecida, que, aliás, nunca foi mesmo muito forte em um país fortemente protestante.

Mas vai encontrar uma Igreja envolta em crise de corrupção, denúncias de pedofilia, quebrada financeiramente por causa de pesadas indenizações pagas a pessoas molestadas pelos seus padres e bispos.

Mas, mais do que isso, o papa vai em missão política. Somará a sua voz ao da direita americana contra os muçulmanos. E não fará isso pela primeira vez. Já foram três os episódios mais recentes, em menos de três anos de pontificado, que Ratzinger terá provocado os muçulmanos.

Agora mesmo em maio, batizou de forma pública, ostensiva e provocadora, um ex-muçulmano, jornalista conceituado e muito lido na Europa, ao cristianismo, em uma clara provocação os muçulmanos.

Há dois anos, em um discurso na Alemanha deixou claro uma declaração de um imperador bizantino do século 15, onde este afirmava que a religião islâmica cresceu sempre na base da espada, dando a entender que o Islã é uma religião guerreira (como se a católica nunca tivesse usado a espada durante a história para a sua expansão).

A cruzada anti-islã, ao qual democratas e patriotas, lutadores do povo e sociais não devem se somar, vai ganhar reforço com essa visita do papa à George Bush, que fez questão de receber Bento 16 no aeroporto, em efusivas demonstrações de identidades. Dois direitas, eles sabem o que fazem e se entendem perfeitamente. Coisa boa não deve sair dessa reunião.

*Lejeune Mirhan, sociólogo da Fundação Unesp, arabista e professor. Presidente do Sindicato dos Sociólogos, membro da Academia de Altos Estudos Ibero-árabe de Lisboa e da International Sociological Association


11 DE SETEMBRO BENEFICIOU ISRAEL

Os ataques de 11 de setembro e a guerra ao Iraque foram benefícos para Israel. Esta afirmação é do líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, e foi divulgada hoje (16) pela mídia israelense.


"Nós estamos tirando proveito de uma coisa que é o ataque sobre as torres gêmeas e o Pentágono, e a luta dos Estados Unidos no Iraque", publicou o jornal Maariv citando Netanyahu.

Falando em uma conferência na Universidade Bar Ilan, Netanyahu foi além e disse que estes eventos contribuíram para trazer "a opinião pública norte-americana" para o lado de Israel.

As declarações de Netanyahu coincidiram com as do presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad que classificou, hoje, de "evento suspeito" a não divulgação da lista de mortos nos ataques contra as torres gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Discursando para uma multidão em um evento na cidade sagrada de Qom, o líder iraniano disse que o 11 de setembro foi usado como pretexto para assassinar centenas de milhares de pessoas no Iraque e no Afeganistão.

Recentemente, Irã e Israel trocaram ameaças de que vão se destruir mutuamente caso um venha a atacar o outro.

A afirmação de Netanyahu me fez lembrar do ex-secretário de Estado norte-americano, Collin Powel, quando disse que a política externa dos Estados Unidos vai ser movida levando em consideração os interesses de Israel.

Nem toda a verdade sobre o 11 de setembro foi contada. E tão cedo a verdade não vai aparecer. A única verdade irrefutável até agora e admitida pelos próprios sionistas é a de que o 11 de setembro beneficiou Israel e também os Estados Unidos, país que ganhou licença para matar sem se preocupar em ser condenado ou punido.


quarta-feira, 9 de abril de 2008

GENOCÍDIO CULTURAL

O blog Leitura Franca publica na íntegra o artigo do embaixador cubano no Iraque na época da invasão deste país, Ernesto Gómes Abascal*, em que relata os crimes cometidos contra o patrimônio cultural iraquiano, após a queda de Bagdá, em 9 de abril de 2003.

Este artigo foi publicado no início deste mês pela revista cubana La Jiribilla, e foi extraído do site Portal Vermelho (www.vermelho.org.br).

GENOCÍDO CULTURAL

"Domingo, 13 de abril de 2003 tinham cessado os combates em Bagdá, ainda que de quando em vez se ouvissem explosões e tiros isolados, e na obscuridade da noite do terraço da nossa embaixada, ponto de observação escolhido a partir da ocupação da cidade pelas tropas estadunidenses, víamos os incêndios que contrastavam com a total falta de energia eléctrica.


Seriam cerca das 21 horas, quando no refúgio que tínhamos preparado com um metro de profundidade no pátio da embaixada em Bagdá, tocou o telefone via satélite com que mantínhamos contacto com Cuba e outros locais. Quando atendemos, uma voz respondeu-nos: "um momento, vai-lhe falar o Comandante".


Desde o início dos criminosos ataques estadunidenses estávamos a receber estas chamadas que, além de mostrarem preocupação pela nossa situação e nos perguntarem detalhes tão inesperados como o que tínhamos comido ao café da manhã nesse dia, nos crivavam de perguntas sobre a situação militar, o que observávamos nas nossas passagens pela bombardeada cidade, as nossas previsões sobre possíveis desenlaces, etc. Naturalmente, preparavamo-nos antecipadamente para tais interrogatórios, ainda que por muito que o fizéssemos, sempre nos perguntava qualquer coisa que não tínhamos previsto.


Esse dia 13 (e eu não acredito em superstições) foi um deles. Estava reunido em Havana com representantes do setor cultural e ao que parece como tinha já feito em anteriores ocasiões quando conseguia falar para nós, alargava a participação — através da amplificação do som — a todos os presentes na reunião. Com a sua grande sensibilidade, Fidel estava preocupado com as notícias que chegavam sobre a destruição e o saque de importantes centros culturais e históricos, e as suas perguntas eram dirigidas para esse tema, apesar de nós quase não termos informação sobre isso. Foi no dia seguinte, quando demos as nossas voltas pela cidade que pudemos comprovar, se bem que de forma limitada, a dimensão do desastre, ao ver incendiados os o moderno Teatro Nacional no centro da cidade, a Biblioteca Nacional, a Casa da Sabedoria, o Museu Nacional de Artes…


O inventário mais detalhado feito depois por especialistas especifica a verdadeira magnitude da tragédia e faz-nos refletir sobre as razões deste genocídio cultural:


• Foram queimados ou destruídos mais de um milhão de livros na Biblioteca Nacional, incluindo textos e originais de incalculável valor como as Mil e Uma Noites Árabes, Tratados Matemáticos de Omar Khayyan, Tratados filosóficos de Avicena e outras obras de sábios criadores como Avenroes, al Kindi e al Faribi. Documentos básicos da história da Civilização, a origem da cultura e do homem. Na Mesopotâmia, que significa "terra entre dois rios", está Kurna onde, de acordo com as lendas bíblicas, esteve o paraíso terrestre; de Ur, cidade da Caldéia, partiu Abraão, patriarca das religiões monoteístas; Em Mosul está a de Noé.


• Num piso superior do edifício da Biblioteca, ardeu o Arquivo Nacional e com ele boa parte da memória do país.


• Do Museu Arqueológico de Bagdá foram roubados mais de 15 mil objetos de valor, testemunhos únicos.


• A Biblioteca Corânica foi queimada, transformando em cinzas documentos de inestimável valor religioso.

Os bombardeios nos dias anteriores à ocupação já tinham destruído ou danificado locais de grande valor histórico que são patrimônio da humanidade, como as ruínas da Babilônia, o edifício da Universidade de Mustansiriya, etc. Esse foi, apenas, o início da tragédia.


Depois, a partir da entrada dos ocupantes em Bagdá, viria o pior. Sob o olhar complacente dos invasores e violando as disposições que os obrigavam a proteger o patrimônio cultural do país ocupado, iniciou-se o roubo, o saque e um incêndio generalizado, que provocou, talvez, a maior destruição cultural da história. Houlagou, o bisneto de Gengis Khan fez uma coisa parecida em 1258, quando destruiu Bagdá e lançou uma tal quantidade de livros nas águas do Tibre, que estas ficaram negras pela quantidade de tinta e, dizia-se, podia atravessar-se o rio caminhando sobre elas… O mongol teria sentido inveja ante o espetáculo dantesco de agora.


Mas não se ficou por aqui. Hoje, de acordo com estimativas dos organismos especializados das Nações Unidas, 84% das Instituições de Educação Superior foram destruídas ou saqueadas. Desde o início da guerra, 825 docentes universitários foram assassinados e o número cresce todos os meses. Centenas de profissionais tiveram de fugir para outros países e não é pequeno o número dos desaparecidos.


Só no passado mês de Janeiro, foram assassinados Munther Murjej Rahdi, decano da Faculdade de Odontologia da Universidade de Bagdá, Aziz Sulaiman e Jalil Ibrahim A. al-Naimi, professores da Universidade de Mosul. Esquadrões da Morte que obedecem aos EUA e Israel parecem estar por trás destes crimes.


Calcula-se que 10 mil estações arqueológicas foram saqueadas em todo o território iraquiano.


Até à primeira guerra do Golfo, o Iraque era o país com maior potencial técnico e econômico da região árabe e tinha alcançado assinalável desenvolvimento. O seu sistema educativo era o mais adiantado, o de nível mais elevado. Caracterizava-se pelo seu laicismo e pela ausência de fanatismo. As suas reservas de petróleo e gás colocavam-no em segundo lugar mundial.


Tudo isto o converteu no centro de interesse e da cobiça da pandilha neofascista e sionista que predomina no governo de Washington, que o viram como a maior e mais importante potencial ameaça para os seus interesses hegemonistas no Oriente Médio e como uma presa muito apetecível. A guerra foi concebida não apenas como meio de ocupação e dominação, mas também como uma acção premeditada para destruir a cultura nacional, apagar a sua identidade e o seu patriotismo, erradicar a memória histórica e liquidar as instituições que lhe serviam de suporte. Os fatos traduzem também uma importante quota de ódio aos valores islâmicos e, apagando a cultura também pretendem apagar o futuro dos iraquianos. Quiseram dar um castigo exemplar e, mesmo que não possam dominar o povo iraquiano, persistirão no objetivo de o dividir, de o destruir. Veremos se o conseguem."


*Diplomata, embaixador de Cuba em Bagdá durante a invasão e ocupação militar do Iraque pelas tropas dos EUA e Reino Unido em 2003.