quinta-feira, 1 de maio de 2008

SBT MENTE SOBRE A PALESTINA

O programa “SBT Repórter”, que foi ao ar na noite da última quarta-feira (30/04), apresentou uma versão parcial, tendenciosa e falsa da história da Palestina.

Agindo desta maneira, os profissionais que produziram, divulgaram e apresentaram tal programa, bem como a empresa de comunicação que lhes serviu de veículo, atentaram não apenas contra as normas do bom jornalismo, que deve contemplar as várias versões dos fatos.

Prejudicaram a população brasileira, que foi, mais uma vez, aviltada em seu direito à informação isenta. Uma triste página da trajetória do Sistema Brasileiro de Televisão, cujo proprietário, Senor Abravanel – popularmente conhecido por “Sílvio Santos” – , por sua origem, parece ter um interesse particular em falsear a história da Palestina.

O programa “SBT Repórter” apresentou a versão sionista da ocupação da Palestina. A subseqüente proclamação da independência de “Israel” é mostrada como o resultado da ação “heróica”, abnegada, de David Ben-Gurion, Golda Meir e outros próceres do sionismo. Os árabes – e os palestinos em particular – aparecem como os eternos inimigos do “estado judeu”.

Sua participação no programa se reduz à citação de dois personagens, dois palestinos, que escolhem deixar a Palestina ante a independência de “Israel” e o apoio dado à “nova nação” pela comunidade internacional.

Pois bem, esta é uma versão dos fatos. Faltou a versão palestina. O programa “SBT Repórter” não citou, nem uma vez sequer, que o “estado de Israel” se assenta sobre a ação terrorista de grupos sionistas como a Gangue Stern, Palmach, Irgun, Lohamei Herut Israel e a Hagannah. Sim.

Os que apontam hoje, hipócrita e criticamente contra a ação dos “terroristas” palestinos, não mencionam esta página negra da história de “Israel”. Antes de 1948, aldeias palestinas inteiras foram massacradas a golpe de baioneta, granadas e metralhadoras dos terroristas sionistas.

Uma das ações terroristas judaicas mais célebres foi o massacre da aldeia de Deir Yassin, entre os dias 09 e 11 de abril de 1948 - uma das cerca de 120 aldeias árabes destruidas pelo terror judaico. Pela manhã, terroristas sionistas da Hagannah e Irgun invadiram o local e massacraram homens e mulheres, idosos e crianças. O objetivo era espalhar o terror entre a população árabe que vivia na Palestina desde tempos imemoriais, expulsando-a e abrindo espaço vital para a futura ocupação de imigrantes judeus de todo o mundo.

Os nazistas já haviam usado o termo lebensraum para se referir à criação desse "espaço vital" quando se lançaram à invasão e ocupação da Áustria, Polônia, Tchecoslováquia e, mais tarde, da Europa inteira, na II Guerra Mundial.

Outro atentado terrorista judaico célebre foi a explosão do Hotel King David, em Jerusalém, no dia 22 de julho de 1946. O edifício servia de sede para as tropas britânicas na Palestina, sobre a qual a Grã-Bretanha exercia mandato conferido pela Liga das Nações, logo após o fim da II Guerra Mundial. Pois bem, terroristas do Irgun, entre os quais figurava o futuro primeiro-ministro de “Israel”, Mieczyslaw Biegun – mais conhecido por Menachem Begin – plantaram uma bomba no prédio, que veio abaixo, soterrando não apenas os soldados britânicos, mas dezenas de civis que transitavam pelo local.

Estes, porém, são apenas duas das incontáveis ações terroristas judaicas que o programa “SBT Repórter”, cuja emissora é de propriedade do empresário e apresentador israelita Senor Abravanel, não contou ao público brasileiro.

A história da criação do “estado de Israel” é a história da tentativa de destruição de um povo – os palestinos – e sua memória, representada não penas pela terra arrasada em que se tornaram centenas de aldeias palestinas antes, durante e após a Nakba – Tragédia – de 1948, mas pelo desrespeito que o terrorismo sionista demonstra, historicamente, por tudo o que não é judaico na Palestina ocupada.

Bairros árabes, hoje, são ocupados por shopping centers e hotéis de luxo. Casas de palestinos, como a que abrigou a família do célebre intelectual palestino Edward Said, no bairro de Talbiya, servem, hoje, de abrigo a grupos fundamentalistas evangélicos que apóiam Israel incondicionalmente. Abaixo, um breve relato do que significou para importantes templos cristãos a “libertação” da Palestina pelos colonos e terroristas sionistas nos últimos 60 anos:

1. O hospício “Notre Dame de France”, grande parte do qual foi destruído como resultado da ocupação judaica.
2. O Convento das Irmãs Curadoras foi incendiado e quase que completamente destruído.
3. A torre e a igreja do Monastério dos Padres Beneditinos foi danificado como resultado de ter sido ocupado.
4. O Seminário de Sta. Anna foi atingido por duas bombas morteiros: a primeira no dia 17 de maio, 1948, e a segunda dia 19 de maio de 1948, destruindo paredes e ferindo os refugiados ali abrigados.
5. A Igreja de São Constantino e Helena, que é contígua à Igreja do Santo Sepulcro, foi atingida em 178 de maio de 1948 por uma bomba, cujos fragmentos danificaram também o domo do Santo Sepulcro.
6. O Patriarcado Armênio Ortodoxo foi atingido por cerca de cem bombas morteiros lançadas por sionistas desde o Monastério dos Padres Beneditinos no Monte Sion. As bombas danificaram o Convento de São Jacob, o Convento dos Arcanjos e suas duas igrejas, suas duas escolas primárias e seminários, e sua biblioteca. Oito dentre os refugiados foram mortos e 120, feridos.
7. A entrada da igreja de São Marco, pertencente aos Sírios Ortodoxos, foi atingida em 17 de maio de 1948, por um morteiro que matou o monge Peter Saymy, secretário do Bispo, e feriu mais duas pessoas.
8. O Convento de São Jorge, dos Gregos Ortodoxos, que é contíguo à Catedral católica Grega, foi atingido em 18 de maio de 1948 por um morteiro que quebrou as telhas e as janelas da catedral.
9. O Convento de São João, dos Gregos Ortodoxos, contíguo à Basílica do Santo Sepulcro, recebeu no seu telhado um morteiro, em 23 de maio de 1948. Nas proximidades, o Convento de São Abraão e o Convento de Spiridon foram atingidos.
10. O Convento do Arcanjo pertencente ao Patriarcado Copta, situado sobre o grotto da Sagrada Cruz, formando parte da Basílica do Santo Sepulcro, foi atingido por um morteiro que danificou o seu telhado em 23 de maio de 1948.
11. O patriarcado Grego Ortodoxo foi atingido por morteiros em 23 e 24 de maio de 1948, ferindo vários que estavam refugiados no seu interior.
12. O grande convento Franciscano (São Salvador) situado próximo ao Sto. Sepulcro, recebeu morteiros em 19, 23, 24 e 28 de maio, 1948, causando danos ao orfanato, secretariado geral, e atingindo casas nas proximidades, ferindo e matando crianças ali abrigadas.
13. Em 23, 26, 27 e 28 de maio, 1948, o Patriarcado Latino foi atingido por morteiros que danificaram o Palácio Patriarcal, principalmente a Catedral.
14. O Patriarcado Católico Grego foi atingido por bombas morteiros em 16 e 29 de maio, 1948, danificando o edifício e ferindo algumas pessoas.

Devemos citar o risco que correm, também, as mesquitas e locais sagrados dos muçulmanos na terra ocupada da Palestina. Hajam vistas as escavações realizadas por “arqueólogos” israelenses nas imediações da Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã, de onde o Profeta Muhammad (s.a.a.a.s.) ascendeu aos céus. O mundo inteiro deve vigiar diuturnamente o que é feito nas proximidades de Al-Aqsa.

O passado de Israel o condena. Um país que solenemente e de forma recorrente desobedece todas as Resoluções da ONU que exigem retirada incondicional das tropas de ocupação dos territórios árabes e o respeito ao direito de retorno dos 1,5 milhão de palestinos refugiados no mundo inteiro não é tão inocente ao ponto de prescindir da vigilância dos muçulmanos quanto à preservação dos seus lugares sagrados. Apenas a atenção constante e o espírito alerta podem garantir que Al-Aqsa, como centenas de templos cristãos e islâmicos na Palestina ocupada, não será destruída.

Contudo, a sanha destruidora de Israel não se deteve em 1948. Algo que o programa “SBT Repórter” também sonegou à opinião pública brasileira é que o assassinato de civis palestinos inocentes e a destruição de templos islâmicos e cristãos, casas, estabelecimentos comerciais e plantações, muitas vezes de aldeias palestinas inteiras, continua na Palestina ocupada. Alguns destes imóveis estão no caminho do famigerado muro que quer separar a Cisjordânia do restante da Palestina.

Um exemplo é o da aldeia de Daba’a. Em janeiro de 2003, as autoridades que levantam este novo Muro da Vergonha ordenaram que fossem removidos todos os “obstáculos” à sua construção, o que implicou na demolição de 42 casas palestinas, da escola e da mesquita da aldeia – que ficavam no caminho. E Daba’a é apenas um caso.

Em fevereiro também de 2003, três mil palestinos que viviam na vila de Tal Al-Maleh, em Naqab (ou Neguev), no Sul de Israel, não tiveram onde fazer as orações do ‘Id Al-Adha (Festa do Sacrifício), ao final da Peregrinação (Hajj). Motivo: a mesquita da aldeia havia sido destruída pelas autoridades israelenses, sob a desculpa de que havia sido construída “sem licença”.

No dia 16 de março de 2004, as forças de ocupação israelenses dinamitaram o campus da Universidade Al-Aqsa, em Gaza, levando de roldão dezenas de residências nos arredores – não nos esqueçamos que 2004 foi o ano da terrível destruição ocorrida em Rafah, no Sul da Faixa de Gaza, em que dezenas de civis – homens, mulheres, crianças e idosos – foram mortos e centenas casas, estabelecimentos comerciais e religiosos foram destruídos, primeiramente por artilharia e bombardeio aéreo israelense e, depois, por bulldozers.

Em 2005, foi a vez da destruição da aldeia palestina de Dar Al-Hanun, estabelecida em 1925, mas “não reconhecida” pelas autoridades israelenses.

Outro caso: no dia 1º de junho do mesmo ano, o ministro interino da Habitação de Israel, Ruhama Avraham, declarava ao jornal israelense Ha’aretz que “A demolição de casas na região de Silwan, na Jerusalém Oriental pode levar à prisão de alguns moradores, mas o governo não tem a intenção de capitular”.

Vale lembrar, que Silwan (ou Siloé) é uma área de população predominantemente árabe em Jerusalém. A destruição de casas palestinas naquele bairro tem por objetivo “limpar” o terreno para instalar colônias judaicas, uma prática comum, aliás, em muitos vilarejos árabes, destruídos para dar lugar a elegantes bairros onde são abrigados imigrantes vindos da Rússia, Ucrânia, Polônia, Alemanha, Estados Unidos... Tal procedimento é mais um claro desrespeito do Estado de Israel às convenções de guerra internacionais e às resoluções da ONU, que proíbem a colonização de áreas civis sob ocupação militar.

O programa “SBT Repórter” também não fez nenhuma menção ao cerco a que estão submetidos 1,4 milhão de palestinos que vivem na Faixa de Gaza, o maior campo de concentração do mundo. Os árabes que vivem ali, confinados, estão totalmente à mercê da “boa-vontade” das autoridades do “estado democrático de Israel”.

A conseqüência é a restrição imposta à entrada de alimentos, combustível, remédios e outros gêneros essenciais para a sobrevivência da população palestina, o que gera um problema de caráter humanitário poucas vezes visto na história da humanidade.

O programa “SBT Repórter” não contou à população brasileira, ainda, que a colonização judaica na Cisjordânia – uma afronta às normas do Direito Internacional, repetimos – continua, num claro atentado não só aos direitos dos povos – neste caso o palestino – mas às conversações de paz. De um lado, o governo israelense se diz interessado em manter o diálogo com o Sr. Mahmoud Abbas; de outro, estimula aceleradamente a colonização de terras árabes, para criar um fato consumado.

Muito mais poderia ser dito sobre os crimes, o terrorismo, a hipocrisia das autoridades do “estado de Israel”, nestes 60 anos de Nakba, de Tragédia, de vergonha na Palestina. Nós, do Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos, esperamos que estas poucas palavras aqui colocadas sirvam como um humilde contrapeso às meias-verdades contadas pelo apresentador César Filho neste lamentável programa “SBT Repórter”. E que a população brasileira esteja sempre alerta a estas tentativas recorrentes de manipulação da opinião pública.

FONTE: IBEI


O SANGUE QUE RENDE VOTOS

Em carta enviada ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, o governo iraniano protestou oficialmente contra as declarações em que a pré-candidata à presidência dos Estados Unidos, a senadora Hillary Clinton, prega a violência contra o Irã.

No dia 22 de abril, Hillary ameaçou "eliminar" o Irã, caso o país lançasse um ataque contra Israel.

"Quero que os iranianos saibam que, se eu for presidente, vamos atacar o Irã. Seríamos capazes de completamente aniquilá-los, nos próximos dez anos, caso eles sejam tolos o suficiente em lançar um ataque contra Israel."

O governo de Teerã afirmou que as declarações de Hillary são "provocativas e irresponsáveis".

Para alguns, as declarações de Hillary podem ser vistas como eleitoreiras, ditas com o intuito de conquistar o apoio e os votos dos judeus norte-americanos.

Porém, este tipo de visão perigosa e equivocada deve ser rechaçada.

Mais que eleitoreira, as afirmações de Hillary são criminosas e ofensivas, não somente ao governo, mas também ao povo iraniano, incluindo, centenas de milhares de norte-americanos de origem iraniana que vivem nos Estados Unidos.

Se Hillary quer conquistar os judeus com este tipo de declarações, o assunto é mais sério do que pensamos, porque dá a entender que os judeus norte-americanos são extremistas e agressivos ao ponto de precisarem ouvir um discurso criminoso e preconceituoso deste para serem agradados.

O tiro pode sair pela culatra, uma vez que outras parcelas do eleitorado norte-americano, como os árabes por exemplo, podem ver as declarações de Hillary como prova de que a senadora vai continuar com a política cega de apoiar o terrorismo judaico no Oriente Médio.

As declarações de Hillary foram precedidas de afirmações semelhantes de outros pré-candidatos à Casa Branca, entre eles, o republicano John McCain.

A única certeza nesta história é a de que estão enganados aqueles que pensam haver diferenças entre democratas e republicanos.

Pelo menos para o Oriente Médio, a atuação política dos dois partidos é igual, caracterizada pela falta de esperança de que algum tipo de mudança de postura será adotada para levar a paz àquela região conturbada do mundo.

Pelo jeito, pedir o derramamento do sangue das crianças iranianas tem se tornado sinônimo de ganho de votos nas eleições norte-americanas, principalmente junto à comunidade judaica dos Estados Unidos, país praticante do terrorismo e genocídio no mundo.


O VERDADEIRO HOLOCAUSTO

No dia em que os judeus param para lembrar o Holocausto, o mundo precisa lembrar que o Holocausto não terminou e continua a ser praticado todos os dias contra a população da Palestina e do Iraque, onde os terroristas sionistas e norte-americanos disputam para ver quem é o mais bárbaro na matança de inocentes civis.

Gira em torno de 10 mil o número de palestinos detidos nos campos de concentração sionistas e em 25 mil o número de iraquianos presos pelos Estados Unidos, no Iraque. Entre eles, mulheres e crianças inocentes.

Além disso, são constantes os massacres que os terroristas judeus e norte-americanos praticam na Palestina do Iraque.

Só no final de fevereiro e início de março, foram mais de 120 palestinos assassinados. Em abril, aproximadamente 1 mil iraquianos morreram no país, a maior parte civis que foram mortos em decorrência de ataques aéreos indiscriminados perpetrados pelos norte-americanos em bairros pobres nos subúrbios de Bagdá.

O Holocausto não pára por aí. A exemplo dos nazistas, judeus e norte-americanos praticam impunimente torturas, abusos sexuais, usurpam riquezas, mantêm campos de concetração, humilham, promovem o preconceito, propagam doenças, destróiem propriedades, plantações, contribuem para a pobreza dos povos que sofrem ocupação etc.

Tudo isso diante dos olhos de um mundo que acha que o nazismo morreu.

Abaixo algumas fotos do Holocausto palestino e iraquiano.





AS CRIANÇAS SÃO AS MAIORES VÍTIMAS DO TERRORISMO JUDAICO E NORTE-AMERICANO





TERRORISTAS JUDEUS SE DIVERTEM IGUAIS AOS NAZISTAS DIANTE DO CORPO DE UM PALESTINO


quarta-feira, 16 de abril de 2008

BUSH, BENTO 16 E O ISLÃ

Um papa conservador e anti-islâmico

Por Lejeune Mirhan*

Já comentamos nesta coluna aspectos da investidura no papado do então secretário de Estado do vaticano, à época João Paulo 2º, do Cardeal Joseph Ratzinger, um dos assessores mais conservadores e de direita de Karol Woytila. Não é sobre isso que iremos tratar hoje em nossa coluna.

O Islã, por certo, é das religiões mais sérias, combativas, tradicionais e respeitadas religiões em todo o mundo. Estatísticas confiáveis, divulgadas na semana passada pelo próprio Vaticano, dão conta de que os aderentes ao islamismo passaram os católicos em termos de número de seguidores em todo o planeta.

Coisa assim de 1,3 milhões de muçulmanos contra 1,2 milhões de católicos (se somarmos todos os que professam o cristianismo e suas diversas confissões, como os protestantes e evangélicos, estes chegam a dois bilhões de seguidores).

No entanto, desde o ataque às torres gêmeas dos Estados Unidos em Nova York em 11 de setembro de 2001, o Islã passa a ser um alvo mais direto dos ataques da direita estadunidense e dos chamados neoconservadores da turma de George W. Bush. Este presidente americano chegou a declarar à época que “chegava o momento de se formar uma grande cruzada contra o terrorismo”.

Ao usar o termo “cruzada, lembrou as grandes cruzadas dos séculos 10e 11 que foram formados pelos cristãos brancos europeus, sob o comando da Igreja e dos papas de então, para retomar, como se dizia, o santo sepulcro de Cristo das mãos dos infiéis, de mãos impuras, que eram os muçulmanos que dominaram Jerusalém por quase 1,3 mil anos, com um breve interregno do período mencionado, sob comando cristão.

De fato, Bush tem feito uma pregação raivosa contra os muçulmanos. Todos os que lutam na Palestina, Iraque e Afeganistão, países ocupados por forças estrangeiras (no caso da Palestina, pelos israelenses), sejam eles muçulmanos ou não, são chamados de terroristas.

Em várias partes do mundo, os muçulmanos são perseguidos e discriminados. A Europa vem se fechando cada vez mais aos imigrantes, especialmente os muçulmanos.

Agora mesmo, no último final de semana, venceu as eleições pela terceira vez e voltará a ser primeiro ministro, o direitista Sílvio Berlusconi, magnata das comunicações. Uma de suas primeiras declarações públicas após a vitória foi de que endurecerá cada vez mais o controle de fronteira, especialmente com muçulmanos.

A neta de Benito Mussolini, eleita novamente deputada na lista eleitoral da direita, Alessandra Mussolini, deu recente entrevista onde usa o termo “islã invasor”, em uma clara alusão ao endurecimento e fechamento de fronteiras.

Será neste contexto que o papa Bento 16 chega aos Estados Unidos. Vai enfrentar uma Igreja enfraquecida, que, aliás, nunca foi mesmo muito forte em um país fortemente protestante.

Mas vai encontrar uma Igreja envolta em crise de corrupção, denúncias de pedofilia, quebrada financeiramente por causa de pesadas indenizações pagas a pessoas molestadas pelos seus padres e bispos.

Mas, mais do que isso, o papa vai em missão política. Somará a sua voz ao da direita americana contra os muçulmanos. E não fará isso pela primeira vez. Já foram três os episódios mais recentes, em menos de três anos de pontificado, que Ratzinger terá provocado os muçulmanos.

Agora mesmo em maio, batizou de forma pública, ostensiva e provocadora, um ex-muçulmano, jornalista conceituado e muito lido na Europa, ao cristianismo, em uma clara provocação os muçulmanos.

Há dois anos, em um discurso na Alemanha deixou claro uma declaração de um imperador bizantino do século 15, onde este afirmava que a religião islâmica cresceu sempre na base da espada, dando a entender que o Islã é uma religião guerreira (como se a católica nunca tivesse usado a espada durante a história para a sua expansão).

A cruzada anti-islã, ao qual democratas e patriotas, lutadores do povo e sociais não devem se somar, vai ganhar reforço com essa visita do papa à George Bush, que fez questão de receber Bento 16 no aeroporto, em efusivas demonstrações de identidades. Dois direitas, eles sabem o que fazem e se entendem perfeitamente. Coisa boa não deve sair dessa reunião.

*Lejeune Mirhan, sociólogo da Fundação Unesp, arabista e professor. Presidente do Sindicato dos Sociólogos, membro da Academia de Altos Estudos Ibero-árabe de Lisboa e da International Sociological Association


11 DE SETEMBRO BENEFICIOU ISRAEL

Os ataques de 11 de setembro e a guerra ao Iraque foram benefícos para Israel. Esta afirmação é do líder do partido Likud, Benjamin Netanyahu, e foi divulgada hoje (16) pela mídia israelense.


"Nós estamos tirando proveito de uma coisa que é o ataque sobre as torres gêmeas e o Pentágono, e a luta dos Estados Unidos no Iraque", publicou o jornal Maariv citando Netanyahu.

Falando em uma conferência na Universidade Bar Ilan, Netanyahu foi além e disse que estes eventos contribuíram para trazer "a opinião pública norte-americana" para o lado de Israel.

As declarações de Netanyahu coincidiram com as do presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad que classificou, hoje, de "evento suspeito" a não divulgação da lista de mortos nos ataques contra as torres gêmeas em Nova York, em 11 de setembro de 2001.

Discursando para uma multidão em um evento na cidade sagrada de Qom, o líder iraniano disse que o 11 de setembro foi usado como pretexto para assassinar centenas de milhares de pessoas no Iraque e no Afeganistão.

Recentemente, Irã e Israel trocaram ameaças de que vão se destruir mutuamente caso um venha a atacar o outro.

A afirmação de Netanyahu me fez lembrar do ex-secretário de Estado norte-americano, Collin Powel, quando disse que a política externa dos Estados Unidos vai ser movida levando em consideração os interesses de Israel.

Nem toda a verdade sobre o 11 de setembro foi contada. E tão cedo a verdade não vai aparecer. A única verdade irrefutável até agora e admitida pelos próprios sionistas é a de que o 11 de setembro beneficiou Israel e também os Estados Unidos, país que ganhou licença para matar sem se preocupar em ser condenado ou punido.


quarta-feira, 9 de abril de 2008

GENOCÍDIO CULTURAL

O blog Leitura Franca publica na íntegra o artigo do embaixador cubano no Iraque na época da invasão deste país, Ernesto Gómes Abascal*, em que relata os crimes cometidos contra o patrimônio cultural iraquiano, após a queda de Bagdá, em 9 de abril de 2003.

Este artigo foi publicado no início deste mês pela revista cubana La Jiribilla, e foi extraído do site Portal Vermelho (www.vermelho.org.br).

GENOCÍDO CULTURAL

"Domingo, 13 de abril de 2003 tinham cessado os combates em Bagdá, ainda que de quando em vez se ouvissem explosões e tiros isolados, e na obscuridade da noite do terraço da nossa embaixada, ponto de observação escolhido a partir da ocupação da cidade pelas tropas estadunidenses, víamos os incêndios que contrastavam com a total falta de energia eléctrica.


Seriam cerca das 21 horas, quando no refúgio que tínhamos preparado com um metro de profundidade no pátio da embaixada em Bagdá, tocou o telefone via satélite com que mantínhamos contacto com Cuba e outros locais. Quando atendemos, uma voz respondeu-nos: "um momento, vai-lhe falar o Comandante".


Desde o início dos criminosos ataques estadunidenses estávamos a receber estas chamadas que, além de mostrarem preocupação pela nossa situação e nos perguntarem detalhes tão inesperados como o que tínhamos comido ao café da manhã nesse dia, nos crivavam de perguntas sobre a situação militar, o que observávamos nas nossas passagens pela bombardeada cidade, as nossas previsões sobre possíveis desenlaces, etc. Naturalmente, preparavamo-nos antecipadamente para tais interrogatórios, ainda que por muito que o fizéssemos, sempre nos perguntava qualquer coisa que não tínhamos previsto.


Esse dia 13 (e eu não acredito em superstições) foi um deles. Estava reunido em Havana com representantes do setor cultural e ao que parece como tinha já feito em anteriores ocasiões quando conseguia falar para nós, alargava a participação — através da amplificação do som — a todos os presentes na reunião. Com a sua grande sensibilidade, Fidel estava preocupado com as notícias que chegavam sobre a destruição e o saque de importantes centros culturais e históricos, e as suas perguntas eram dirigidas para esse tema, apesar de nós quase não termos informação sobre isso. Foi no dia seguinte, quando demos as nossas voltas pela cidade que pudemos comprovar, se bem que de forma limitada, a dimensão do desastre, ao ver incendiados os o moderno Teatro Nacional no centro da cidade, a Biblioteca Nacional, a Casa da Sabedoria, o Museu Nacional de Artes…


O inventário mais detalhado feito depois por especialistas especifica a verdadeira magnitude da tragédia e faz-nos refletir sobre as razões deste genocídio cultural:


• Foram queimados ou destruídos mais de um milhão de livros na Biblioteca Nacional, incluindo textos e originais de incalculável valor como as Mil e Uma Noites Árabes, Tratados Matemáticos de Omar Khayyan, Tratados filosóficos de Avicena e outras obras de sábios criadores como Avenroes, al Kindi e al Faribi. Documentos básicos da história da Civilização, a origem da cultura e do homem. Na Mesopotâmia, que significa "terra entre dois rios", está Kurna onde, de acordo com as lendas bíblicas, esteve o paraíso terrestre; de Ur, cidade da Caldéia, partiu Abraão, patriarca das religiões monoteístas; Em Mosul está a de Noé.


• Num piso superior do edifício da Biblioteca, ardeu o Arquivo Nacional e com ele boa parte da memória do país.


• Do Museu Arqueológico de Bagdá foram roubados mais de 15 mil objetos de valor, testemunhos únicos.


• A Biblioteca Corânica foi queimada, transformando em cinzas documentos de inestimável valor religioso.

Os bombardeios nos dias anteriores à ocupação já tinham destruído ou danificado locais de grande valor histórico que são patrimônio da humanidade, como as ruínas da Babilônia, o edifício da Universidade de Mustansiriya, etc. Esse foi, apenas, o início da tragédia.


Depois, a partir da entrada dos ocupantes em Bagdá, viria o pior. Sob o olhar complacente dos invasores e violando as disposições que os obrigavam a proteger o patrimônio cultural do país ocupado, iniciou-se o roubo, o saque e um incêndio generalizado, que provocou, talvez, a maior destruição cultural da história. Houlagou, o bisneto de Gengis Khan fez uma coisa parecida em 1258, quando destruiu Bagdá e lançou uma tal quantidade de livros nas águas do Tibre, que estas ficaram negras pela quantidade de tinta e, dizia-se, podia atravessar-se o rio caminhando sobre elas… O mongol teria sentido inveja ante o espetáculo dantesco de agora.


Mas não se ficou por aqui. Hoje, de acordo com estimativas dos organismos especializados das Nações Unidas, 84% das Instituições de Educação Superior foram destruídas ou saqueadas. Desde o início da guerra, 825 docentes universitários foram assassinados e o número cresce todos os meses. Centenas de profissionais tiveram de fugir para outros países e não é pequeno o número dos desaparecidos.


Só no passado mês de Janeiro, foram assassinados Munther Murjej Rahdi, decano da Faculdade de Odontologia da Universidade de Bagdá, Aziz Sulaiman e Jalil Ibrahim A. al-Naimi, professores da Universidade de Mosul. Esquadrões da Morte que obedecem aos EUA e Israel parecem estar por trás destes crimes.


Calcula-se que 10 mil estações arqueológicas foram saqueadas em todo o território iraquiano.


Até à primeira guerra do Golfo, o Iraque era o país com maior potencial técnico e econômico da região árabe e tinha alcançado assinalável desenvolvimento. O seu sistema educativo era o mais adiantado, o de nível mais elevado. Caracterizava-se pelo seu laicismo e pela ausência de fanatismo. As suas reservas de petróleo e gás colocavam-no em segundo lugar mundial.


Tudo isto o converteu no centro de interesse e da cobiça da pandilha neofascista e sionista que predomina no governo de Washington, que o viram como a maior e mais importante potencial ameaça para os seus interesses hegemonistas no Oriente Médio e como uma presa muito apetecível. A guerra foi concebida não apenas como meio de ocupação e dominação, mas também como uma acção premeditada para destruir a cultura nacional, apagar a sua identidade e o seu patriotismo, erradicar a memória histórica e liquidar as instituições que lhe serviam de suporte. Os fatos traduzem também uma importante quota de ódio aos valores islâmicos e, apagando a cultura também pretendem apagar o futuro dos iraquianos. Quiseram dar um castigo exemplar e, mesmo que não possam dominar o povo iraquiano, persistirão no objetivo de o dividir, de o destruir. Veremos se o conseguem."


*Diplomata, embaixador de Cuba em Bagdá durante a invasão e ocupação militar do Iraque pelas tropas dos EUA e Reino Unido em 2003.

quinta-feira, 20 de março de 2008

GUERRA AO IRAQUE: PESADELO SEM FIM

No dia do aniversário de 5 anos da invasão do Iraque, os Estados Unidos comemoraram a data com um novo massacre de inocentes.

Um bombardeio norte-americano matou seis civis nas proximidades da cidade de Samarra, no norte do Iraque, segundo a polícia iraquiana.

Os Estados Unidos afirmam que as mulheres e crianças mortas eram "terroristas", termo amplamente usado para justificar a matança de inocentes.

As vítimas se juntam as dezenas de milhares de pessoas que morreram em decorrência da violência causada pela ocupação do território iraquiano.

A Organização Mundial de Saúde fala em até 220 mil mortos. Outras entidades colocam em um milhão o número de iraquianos que perderam a vida devido a invasão norte-americana.

Os Estados Unidos e aqueles que apoiaram o terrorismo norte-americano são culpados por esta tragédia.

Pelas regras internacionais, a segurança de uma nação ocupada é responsabilidade do país invasor. Portanto, qualquer ato de violência recai sobre os Estados Unidos, independemente de quem pratica a violência.

A tão propagada democracia não chegou ao Iraque e as armas de destruição em massa nunca foram encontradas. Ambos os assuntos foram usados como pretexto para a invasão do Iraque.

Agora é tarde. As feridas foram abertas e o trauma da guerra vai perdurar por muitos anos afetando a paz mundial.

Que vitória é esta da qual falam o assassino do presidente norte-americano George W. Bush e os membros do grupo político-religioso que o apoia?

O povo iraquiano vive uma tragédia sem fim que faz com que muitos sintam saudades do antigo regime de Saddam Hussein.

Gastam mais de US$ 3 trilhões para levar o caos que hoje domina o país em todas áreas. Não há segurança, a economia continua debilitada, o sistema de saúde é precário, o desemprego é grande, a evasão escolar é alta e os casos de prostituição se tornam cada vez mais comuns nos lares dos iraquianos.

Os Estados Unidos também sofrem os efeitos de sua política satânica. A maior potência do mundo esta a beira de uma recessão, o número de desabrigados têm aumentado nas ruas, o poder aquisitivo diminuiu e o país vem perdendo respeito em todo o mundo. Isto sem contar que mais de 20% dos terroristas norte-americanos mobilizados já foram mortos ou feridos no Iraque.

Bush não ofende só os iraquianos quando canta vitória no Iraque. Considerar as barbáries e atrocidades cometidas em solo iraquiano como um sucesso é um insulto e uma afronta a dignidade de toda a humanidade.


quarta-feira, 12 de março de 2008

O TERROR ISRAELENSE E A COLÔMBIA

O Tribunal de Moscou autorizou a extradição para a Colômbia do ex-coronel israelense, o mercenário Yair Klein, condenado à revelia no país por terrorismo.

Klein tem pendente na Colômbia uma condenação de dez anos e oito meses de prisão, que lhe foi imposta em 2001 por "instrução, treinamento em táticas, técnicas e procedimentos militares terroristas", crimes que se agravaram por "terem sido cometidos com mercenários".

Klein treinou comandos paramilitares no início da década de 80, quando surgiram na região colombiana de Magdalena Medio os grupos camponeses conhecidos como "autodefesas", que tinham o objetivo de combater as guerrilhas esquerdistas.

Estes grupos armados se transformaram mais tarde nas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), acusadas de vários crimes de lesa-humanidade e que, após negociarem com o Governo entre 2003 e 2006, desmobilizaram mais de 31 mil de seus combatentes.

Segundo as investigações, Klein esteve a serviço dos extintos chefões do Cartel de Medellín, entre eles Gonzalo Rodríguez Gacha e Pablo Escobar.

O mercenário israelense foi preso em agosto do ano passado no aeroporto Domodédovo, em Moscou, quando pretendia viajar para Israel.

Sua prisão foi realizada por soldados do Departamento antiterrorista do Ministério do Interior da Rússia e por agentes da Interpol. Klein é procurado em mais de 180 países do mundo.

A participação de terroristas israelenses no conflito colombiano já havia sido denunciado pelo comando das Farc ( Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia ), em julho de 2005.

Nesta época, o jornal colombiano “Semana” publicou a notícia de que um grupo israelense, composto por ex-oficiais do exército de Israel, está colaborando na luta contra os insurgentes e os narctraficantes.

Segundo o jornal, o grupo é formado por três generais e um coronel israelensese reformados, todos especializados em inteligência e contra-espionagem.

Estes mercenários israelenses assassinaram camponeses na Colômbia e jogaram a culpa sobre as Farc.

A participação israelense no conflito colombiano não se limita apenas aos mercenários sionistas. Recentemente, o governo israelense vendeu aviões de guerra para as Forças Armadas da Colômbia combater as guerrilhas de esquerda.


HIPOCRISIA IANQUE

Esta é ótima. Em janeiro deste ano, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um giro a vários países do Oriente Médio no qual instigou os países árabes a fazerem guerra contra os iranianos.

Eis que a Casa Branca afirmou, hoje (12), que ninguém no governo norte-americano quer uma guerra com o Irã.

"Não há ninguém na administração que esteja sugerindo outra coisa que não seja uma abordagem diplomática com o Irã", salientou a porta-voz Dana Perino.

A declaração foi uma resposta sobre a renúncia do almirante William Fallon como chefe das operações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio e Ásia Central.

Fallon renunciou depois de ter sido acusado de ter opiniões diferentes à política de Bush em relação ao Irã.

Ou seja, se tiver que ter um guerra com os iranianos, quem terá que fazer o jogo sujo são os árabes, enquanto os norte-americanos e os israelenses, os maiores interessados nesta guerra, assistem de "camarote" os dois povos se degolando e se destruindo.

Não é para menos que os norte-americanos evitam uma guerra direta com os iranianos. Eles não estão dando conta nem do Iraque, onde nos últimos dias pelo menos oito invasores norte-americanos morreram, imaginem então do Irã que tem um povo unido e bem mais evoluído e preparado do que o iraquiano.


LISTA SEM CREDIBILIDADE

O governo sírio protestou hoje contra os Estados Unidos pelo relatório publicado ontem por Washington, no qual a Síria aparece na "lista negra" dos principais violadores de direitos humanos do mundo.

Damasco assegurou que a administração americana não tem autoridade moral para julgar a Síria, segundo informou hoje a agência estatal de notícias Sana.

"As acusações feitas por parte do governo americano se baseiam em motivos políticos, e não em dados objetivos", declarou uma fonte oficial do Ministério de Assuntos Exteriores citada pela agência Sana.

A mesma fonte destacou que se o relatório elaborado anualmente pelo Departamento de Estado americano sobre os direitos humanos fosse realmente objetivo, teria que incluir o próprio EUA entre os principais violadores destes direitos.

A prisão de Guantánamo (Cuba), a de Abu Ghraib (Iraque), os vôos secretos fretados pela CIA (serviço secreto de inteligência dos EUA) para transportar supostos terroristas e os campos de detenção ilegais, são alguns dos exemplos citados pelo o Ministério de Assuntos Exteriores para demonstrar a violação dos direitos humanos por parte do governo americano de George W. Bush.

"A última prova disso é o veto de Bush à proibição de alguns métodos de tortura em seu país", acrescentou. A fonte também criticou os EUA por sua indiferença perante a violação de direitos humanos básicos por parte de Israel na Faixa de Gaza e pelo assassinato de crianças pelas mãos do Exército israelense.

O Departamento de Estado americano elabora um extenso relatório anual sobre a situação dos direitos humanos em praticamente todos os países do mundo.

No relatório de 2007, publicado ontem, os EUA asseguram que há dez países cujos dirigentes "não prestam contas" entre eles a Síria, junto à Coréia do Norte, Mianmar, Irã, Cuba ou Belarus.

A Síria costuma aparecer nas "listas negras" dos EUA, entre os países rebeldes e pouco democráticos, que apóiam o terrorismo ou que não respeitam os direitos humanos.


TERRORISMO APLAUDIDO

O Parlamento australiano aprovou hoje uma moção comemorativa em que expressa apoio a Israel.

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, participou do evento e fez vários elogios a Israel, entidade que pratica o terrorismo e genocídio no Oriente Médio.

Ao apoiarem Israel, o parlamento e o primeiro-ministro australiano ignoraram os crimes que os israelenses praticaram nas últimas décadas, principalmente, contra os civis, e se posicionaram a favor do terrorismo sionista.

Por conta disso, as autoridades australianas não possuem o direito agora de reclamar quando alguém elogiar aqueles que cometem ataques contra os australianos.

A sorte é que nem todos na Austrália são insensatos. A moção foi criticada por alguns membros do Partido Trabalhista de Rudd e líderes sindicais.

Esses membros trabalhistas usaram amplos espaços publicitários nos jornais australianos para qualificar a moção de a "celebração do triunfo do racismo e da limpeza étnica dos palestinos".

Além disso, vários manifestantes se reuniram em frente ao prédio do Parlamento para condenar as incursões israelenses em território palestino.


segunda-feira, 3 de março de 2008

ESTADOS UNIDOS DESESTABILIZAM A AMÉRICA DO SUL E O ORIENTE MÉDIO

Não é só no Oriente Médio que a situação está tensa e pode descambar para uma guerra generalizada.

Na América do Sul, mais precisamente na Colômbia, o regime de Álvaro Uribe, aliado dos Estados Unidos, assim como Israel faz no OM, resolveu usar a violência e transgredir a soberania de outros países para impor seus objetivos.

A situação é bastante preocupante depois que a Colômibia violou o território equatoriano para matar um importante líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), neste sábado (01), e obrigou a Venezuela e o Equador a fecharem suas respectivas embaixadas em solo colombiano e ordenar o envio de tropas militares à fronteira com o país agressor.

O Equador foi mais longe. Considerou o ataque um ato de guerra, expulsou o embaixador colombiano de seu território e exigiu desculpas de Uribe que foi chamado de "mafioso" e "filhote dos Estados Unidos" pelo presidente venezuelano Hugo Chavez.

O envio de tropas venezuelanas para a fronteira com a Colômbia é uma medida preventiva por parte da Venezuela que entendeu muito bem a mensagem enviada com o assassinato do líder das Farc, Raul Reyes.

As tensões na América Latina se assemelham com as do Oriente Médio no fato de que em ambos os casos há a ingerência dos Estados Unidos.

Os norte-americanos, com a ajuda de seus aliados, instigam a violência sob o pretexto de combater grupos guerrilheiros que se opõem a rezar a cartilha do Tio Sam.

Os colombianos devem resolver seus problemas sem a interferência externa. Porém, com a existência de um governo submisso como o de Uribe fica difícil acreditar que a paz chegue em breve.

Os norte-americanos não têm o interesse de colocar um fim do conflito colombiano, pois precisam de uma justificativa para manter sua presença militar na região ameaçando inclusive o Brasil e suas riquezas naturais.

O mesmo vale para o OM, onde os Estados Unidos sempre procuram manter acesa a chama das guerras e da discórdia como ocorre, por exemplo, no Líbano para onde mandaram o destróier USS Cole e outros dois navios de guerra com o intuito de intimidar os libaneses e evitar uma solução para a crise política que atinge o país.

É um erro permitir a interferência norte-americana no conflito da Colômbia, assim como tem sido uma tremenda besteira deixar os Estados Unidos agirem no OM, uma região que tem testemunhado várias guerras e vive sem esperança de vê-las acabarem tão cedo.


domingo, 2 de março de 2008

POR QUAIS CRIMES ELAS FORAM MORTAS?





Mãe palestina segura corpo da filha de 21 meses morta em um dos massacres de Israel. Acima crianças mortas nos ataques judaicos

A propaganda oficial dos terroristas israelenses diz que as agressões contra a Faixa de Gaza têm como alvo os militantes do Hamas.

Porém, o elevado número de civis mortos desmentem esta propaganda que não deixa nada a desejar a máquina de mentiras do regime nazista.

Informações dão conta de que Israel enviou vários especialistas em propaganda para suas embaixadas e outras representações diplomáticas em vários países para auxiliar na divulgação de notícias que ajudam a justificar os massacres perante a opinião pública mundial.

De acordo com a palestina Imán Asaleya, 42, que precisou abandonar a casa em que mora com o marido e os quatro filhos no leste do campo de refugiados de Jabalya, os israelenses atacam deliberadamente os civis.

"Quando vi como os disparos dos tanques atingiam as casas de nosso bairro, matando a mulheres e crianças, decidi pegar meus filhos e sair dali para salvar suas vidas. Se tivéssemos ficado, eu os teria perdido" declarou Imán.

Segundo ela, "Israel não está lutando contra o Hamas e não está realizando estas operações para impedir o lançamento de foguetes contra seu território, mas sim provocando uma guerra contra todo o povo palestino. Israel mata as pessoas sem distinção".

As emissoras de TV de Gaza mostravam imagens de casas destruídas, ambulâncias e médicos atendendo feridos e cobrindo corpos, inclusive crianças e bebês.

"Estão atacando por todas as partes. Não diferenciam crianças, mulheres, idosos. Dizem que os foguetes são a razão dos ataques, mas morreram mais de vinte crianças e mais de quinze mulheres. Por acaso pode um bebê de seis meses lançar foguetes?", questionou o membro do Fatah ouvido pela Efe.

Segundo números do Ministério da Saúde local, ao menos cem pessoas morreram e mais de trezentas ficaram feridas desde quarta-feira.

Os hospitais e os serviços de ambulância de Gaza entraram em colapso, o que levou o Egito a abrir a passagem fronteiriça de Rafah para permitir a passagem dos feridos e o atendimento em seus hospitais.

"Não temos ajuda médica suficiente, pois parte das equipes médicas não funcionam e temos uma grave escassez de combustível para as ambulâncias", disse à Efe Moaweya Hassanein, chefe dos serviços de emergência em Gaza.

Em diversas localidades aconteciam neste domingo os funerais de dezenas de palestinos, cujos corpos eram envolvidos em bandeiras e carregados em direção aos cemitérios por homens que bradavam frases pedindo revanche contra Israel.

Hazem Abu Shanab, membro do Fatah em Gaza, acusou Israel de "cometer crimes contra a humanidade nesta guerra" e disse à Efe que os israelenses "deverão pagar por isso".

Diversos grupos armados que atuam no local afirmaram que a ofensiva israelense não impedirá que continuem atacando as regiões limítrofes à faixa. É o caso do Comitê de Resistência Popular, cujo porta-voz assegurou à imprensa que "os duros ataques israelenses tornarão os milicianos mais fortes". Com agências.


MASSACRES CONSTRAGEM MAHMOUD ABBAS

As agressões e os massacres israelenses obrigaram o presidente palestino Mahmoud Abbas a suspender as negociações com o governo de Ehud Olmert.

A atitude de Mahmoud Abbas, o homem que tem a missão de vender a falsa imagem de que é possível a paz com os criminosos sionistas, foi o minímo que se esperava de um político que cada vez mais perde credibilidade e legitimidade junto a população palestina.

Mahmoud Abbas sabe que qualquer contato com os israelenses neste momento seria mal visto pelo povo palestino que está sendo degolado diante dos olhos do mundo sem que ninguém faça nada.


NOVOS NAZISTAS


Para quem tinha dúvida da mentalidade assassina que move os membros do governo isralense, a declaração feita, na sexta-feira passada (29), pelo vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, ameaçando os palestinos com um "Holocausto", é a maior prova da pervesidade e crueldade dos líderes sionistas.

A afirmação de Vilnai não foi sequer condenada no Conselho de Segurança das Nações Unidas que tem por costume se reunir e condenar em tempo recorde qualquer declaração que seja considerada anti-israel.

Em cinco dias de agressões militares mais de 105 palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia já foram assassinados por Israel, incluindo várias mulheres e 39 crianças, e outras 200 pessoas ficaram feridas.

Os nazistas israelitas se enganam ao achar que a política de massacres vai acabar com a determinação do povo palestino de reaver os territórios usurpados e viver livre em suas terras.

Os massacres sionistas só reforçam a idéia de que a resistência é o melhor caminho para acabar com a ocupação e que conversar com os israelenses é inútil, pois as negociações não levam a lugar nenhum.

Afinal de contas, como é que se constrói a paz com nazistas como Vilnai, Ehud Olmert, Shimon Peres ou Ehud Barak, entre outros criminosos mais? Simplesmente, não tem como, principalmente, quando estes assassinos sabem que vão ficar impunes a cada crime cometido contra inocentes civis.


LÍDER PEDE UNIÃO PARA DETER TERRORISMO DE ISRAEL NA PALESTINA

O grão-aitolá Ali Khamenei pediu a união dos muçulmanos e seus líderes contra as agressões israelenses na Faixa de Gaza, que já mataram mais de cem palestinos.

Khamenei também responsabilizou os Estados Unidos pelos "crimes militares" em Gaza e disse que "as mãos do governo norte-americano estão manchadas do sangue dos inocentes da nação palestina."

"É com o apoio daquele governo opressor (dos EUA) que os sionistas (Israel) estão cometendo pecados com impunidade", disse Khamenei em declaração lida na televisão estatal.

"O povo islâmico deve se erguer e os líderes islâmicos devem bater na cara do regime de ocupação (de Israel) com a fúria de suas nações," dizia a declaração.

"A nação dos EUA sabe que seus líderes estão sacrificando a honra humana aos pés dos sionistas desta maneira?", indagou.


IRAQUE É PIOR DO QUE O VIETNÃ

A ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright considera a guerra no Iraque "muito pior" do que a no Vietnã e diz que é a "maior catástrofe" da política externa de seu país, segundo publica a revista "Focus" em sua edição de segunda-feira.

A publicação adiantou hoje que, para Albright, de 70 anos, a guerra deteriorou o prestígio internacional e a democracia dos Estados Unidos, da qual fez parte no Governo de Bill Clinton, entre 1997 e 2001.

A ex-secretária de Estado conta que antes, ao escutarem o nome de seu país, "as pessoas pensavam na libertação da Europa dos nazistas ou no Plano Marshall", mas agora pensam "na baía de Guantánamo e em Abu Ghraib".

Albright, que já se mostrou contrária às políticas do atual presidente americano, George W. Bush, em várias ocasiões, destaca a importância de que seu país participe do cenário internacional, mas adverte que não deve "dizer aos demais o que têm que fazer".


Segundo a ex-secretária de Estado, os americanos devem compreender que a liberdade e a segurança dos EUA "dependem de como vêem o mundo e de como o mundo os vê".


O texto acima é da agência de notícia espanhola EFE e foi publicado em vários sites hoje (02).
Está certo que Madeleine Albright faz parte dos círculos do Partido Democrata e atuou no governo Bill Clinton e alguém pode até dizer que ela deu estas declarações pensando nas eleições nos Estados Unidos.

Mas, suas afirmações não deixam de ser interessantes uma vez que comandou a política externa norte-americana por vários anos e compreende bem como o país mais rico do mundo se torna a cada dia mais odiado e, por tabela, mais vunerável a ataques.

A política norte-amerciana de "dizer aos demais o que têm que fazer", conforme expressão usada por Madeleine Albright, tem desestabilizado vários países e dificultado também a solução de diversos conflitos no mundo.


VISITA HISTÓRICA


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chegou hoje (02) ao Iraque onde realiza uma visita histórica de dois dias e, até pouco tempo atrás inimaginável, para fortalecer as relações políticas, econômicas e de segurança com o país vizinho com o qual travou uma guerra feroz na década de 80.

Ahmedinajed recebeu uma calorosa recepção dos mais altos dirigentes do governo iraquiano com os quais manteve conversações.

O presidente iraniano não escondeu a alegria de visitar Bagdá sem a presença do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein, mas por outro lado mostrou sua insatisfação com a ocupação norte-americana que tem debilitado o Iraque e favorecido o terrorismo em todo o Oriente Médio. "Um Iraque unido, forte e avançado beneficia a todos os povos da região", afirmou.

Por sua vez, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, agradeceu a ajuda que o Irã deu ao povo iraquiano durante a ditadura do regime comandado por Saddam.

Em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro iraquiano, Nuri Al-Maliki, Ahmedinejad disse que sua visita abre um novo capítulo nas relações bilaterais entre o Irã e o Iraque.

Entre os assuntos debatidos estão questões como petróleo, energia, indústria, comércio, cultura e a segurança.

Na ocasião, pediu a união entre o Irã, o Iraque e a Turquia para combater os separatistas curdos que recebem armamento e apoio de Israel e dos Estados Unidos para promover ataques terroristas contra estes três países.

Ahmadinejad, afirmou também que a invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003 favoreu o aparecimento de "terroristas" no Oriente Médio.

"Há seis anos, não havia terroristas em nossa região. Desde que os estrangeiros puseram os pés, eles apareceram", declarou o presidente iraniano durante entrevista à imprensa junto com Abdel Aziz Hakim, o líder do poderoso partido Conselho supremo islâmico do Iraque (CSII).

Quanto as constantes acusações dos Estados Unidos que apoiam grupos insurgentes, Ahmadinejad rechaçou estas alegações e disse que o comportamento do presidente George W. Bush de acusar sempre os outros sem prova, só "aumenta os problemas". "O povo iraquiano não gosta dos Estados Unidos", disse.