quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

BÁRBARIE SEM FIM


A bárbarie judaica não tem fim. Funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) encontraram quatro crianças à beira da morte por inanição juntamente com 12 corpos em uma casa na Faixa de Gaza. Entre os mortos encontrados na casa, estavam os das mães das crianças, afirmou o CICV.

A CICV acusa os terroristas israelenses de estarem impedindo o socorro aos feridos palestinos. Em 13 dias de agressões, os terroristas judeus já mataram 710 pessoas e feriram mais de 3 mil palestinos.

A CICV encontrou também outros três corpos e 15 sobreviventes em casas no bairro de Zeitoun, na Faixa de Gaza, incluindo vários que estavam feridos.

Hitler também matava devagarinho os judeus. Ainda tem judeu que fica com raiva quando comparam o que acontece com os palestinos com um holocausto.


O GUETO DE GAZA

Eu me lembro com intensa nitidez dos profundos olhos aveludados e escuros daqueles homens, daquelas moças. Passei a conhecê-los nos Fóruns Sociais Mundiais de Porto Alegre – costumava chegar quase na hora do começo da passeata de abertura, e quando meus amigos me perguntavam:


- Vamos todos juntos?

Eu não titubeava:

- A gente se encontra depois. Vou junto com quem tiver mais necessidade de apoio. Vou ver se encontro o pessoal do Iraque, ou da Palestina...



Sempre encontrava o da Palestina. Eram homens de profundos olhos inteligentes e sofridos; eram moças com olhos iguais, algumas vestidas como certas figuras bíblicas femininas que pintores do Renascimento pintaram, e sempre com tamanha fé na Justiça!


Vinham em poucas pessoas lá do seu mundo distante e garroteado, poderiam sumir no meio de multidões de 100.000 pessoas com as suas humildes "hattas"[1], mas eram eles os mais visíveis, porque as pessoas que se abalavam até os Fóruns Sociais Mundiais bem sabiam da realidade torturante daqueles irmãos.


Na primeira vez que desfilei com eles decerto pareci-lhes estranha – não falávamos uma palavra sequer um da língua do outro, mas já lá no final, chegando ao anfiteatro do Pôr-do-Sol (quanta saudade!), alguém serviu de intérprete e contou para um dos palestinos que eu perdera um emprego por defender a Palestina. O homem de profundos olhos de veludo deu uma risada contagiante, e respondeu algo que também me foi traduzido: ele também perdera o emprego por ser palestino! Nosso simpático contato sem palavras começou ali.


Em outras ocasiões em que nos encontramos eles já me recebiam calorosamente com seus olhos que tudo expressavam, e que tinham uma ternura aveludada que poderia adoçar o mundo.


Depois que os Fóruns Sociais Mundiais saíram de Porto Alegre e foram para outros países, passamos a ter uma palavra de contato: quando nos encontrávamos, sempre primeiro na passeata de abertura, apontávamos uns para os outros e dizíamos: "Porto Alegre!", palavra chave que, aliada aos olhos profundos e misteriosos deles, significava todo um caloroso discurso. E nos abraçávamos como irmãos que somos (ou eram? Estarão vivos?), e na passeata de Caracas/Venezuela, um dos homens mais velhos tirou da sua mochila uma belíssima bandeira da Palestina em seda verde, vermelha branca e preta, e me deu. Sorrimos um para o outro e dissemos a palavra mágica:


- Porto Alegre! - e eu guardo com imenso carinho aquela bandeira de seda assim como a recebi, talvez ainda trazendo entretecido nos seus fios finos esporos ou pólen de plantas ou de outras formas de vida daquela distante Palestina onde provavelmente não poderei ir no decorrer da minha vida, pois envelheço, e o gueto que é a Faixa de Gaza está cada vez mais inacessível, e a mágoa da minha desesperança me faz pensar muito na solução final[2] dada ao Gueto de Varsóvia...[3]


Vejo as notícias e as fotos na Internet, e sei de tantas coisas, faz tanto tempo! Sei como os meus irmãos da Palestina tem que suportar o cheiro nauseabundo do lixo em decomposição, pois o Estado de Israel não deixa sequer que de lá se retire o lixo... e sei das crianças palestinas que são feridas por obuses lançados por tanques enquanto brincam, e que morrem de hemorragia nos portões do seu gueto porque insensíveis membros do exército israelense dizem que só dali a tantas horas tal portão poderá ser aberto, para a criança chegar a um hospital... e sei de detalhes que me deixam com vergonha por ser chamada de humana, pois um exército a serviço de também ditos humanos judeus faz coisas que quase não são críveis, como derrubar um edifício inteirinho para matar um único homem a quem perseguem, e que sabem que está escondido no poço do elevador... ou esse mesmo exército lançar um míssel sobre uma inocente festa de casamento, ou sobre uma formatura de guardas de trânsito...


Mil páginas seriam poucas para enumerar todos os horrores que sei, que tenho lido, tenho sabido, tenho aprendido sobre o que o governo de Israel faz com o Gueto de Gaza sob os olhos de todo o mundo, como se ninguém se importasse.


O espaço, aqui, não permite entrar nas causas históricas dos acontecimentos, mas é bom aprender a respeito, para se entender que Israel não tem razão, que as barbaridades que vêm desde a década de 1940 são das mais abjetas da humanidade.


O que me horroriza ainda mais, neste momento, são as fotos que não param de chegar de Gaza, de crianças carregadas nos braços dos pais, sem os pés e parte das pernas, com tendões e nervos que sobraram retorcidos como se fossem molas de metal, ou das fileiras de meninos e meninas nos seus trajes de frio, mortinhos, prontos para o funeral, e das caras sem consolo dos pais que ali estão, ou daquele menininho morto e ensangüentado, que o pai carrega no colo embrulhado na bandeira, bandeira igual àquela que tenho, menininho que nunca terá nos olhos aquela força forte como aço e suave como veludo e que nunca entenderá a palavra "Porto Alegre" – de novo digo que mil páginas seriam poucas para contar sobre cada foto, cada fato, cada texto e cada análise que tenho lido – um último fio que me une à esperança é a existência daquela gente de Israel que se nega ao crime, daqueles soldados israelenses que preferem a prisão do que ir assassinar seus irmãos já quase mortos de fome, frio e sede no gueto vizinho – pois Gaza hoje tem 1.500.000 habitantes trancafiados sem recursos numa área de 350 quilômetros quadrados, o que é mais ou menos a metade do tamanho desta minha pequena cidade de Blumenau...


Não há como dizer "enfim", para um texto como este. A dor e a mágoa por se saber que tais injustiças continuam acontecendo diante do mundo é uma coisa que poderia me matar de angústia, e então tenho que reagir escrevendo, que é o meu jeito de ser – mas o que escrever, se todos os grandes escritores, todos os grandes pensadores deste mundo já escreveram tudo o que eu gostaria de escrever, pois não é só a mim que a indignação arrasa – e por todos os lados as populações estão saindo às ruas para protestar contra este massacre inumano?


Então achei que poderia escrever sobre os meus palestinos, aqueles que sabem a palavra "Porto Alegre", e que tem aqueles olhos profundamente cheios de significado, força e doçura. Então penso se estarão vivos, se aquelas lindas moças não serão hoje cadáveres só com meia cabeça, ou se os netinhos daqueles homens não estejam, talvez, com ferimentos como se fossem couve-flores de sangue nas suas barriguinhas de meninos mortos, ou se meus próprios amigos já não terão vidrados e frios os seus olhos que eram cheios de doçura e de força...


Ah! Palestina, ah! Palestina, como me dóis cá dentro do meu peito que parece estraçalhado... Ah! Palestina, ah! Palestina, que me resta fazer além de chorar angustiadamente, como estou a fazê-lo agora?



Blumenau, 06 de Janeiro de 2009.


Urda Alice Klueger

Escritora e historiadora



[1] Hatta: Lenço palestino, quadriculado de preto e branco, ou de vermelho e branco, que se tornou um símbolo de resistência. Era usado por Yasser Arafat.

[2] Solução final: expressão usada pelo nazismo que significava, a grosso modo, "matar todos".

[3] Gueto de Varsóvia: onde 380.000 judeus foram implacavelmente mortos pelos nazistas até a última pessoa. Procurar se informar melhor a respeito. Hoje é o Estado de Israel que repete a história, matando sem piedade os palestinos da Faixa de Gaza.


'VEJA' JUSTIFICA GENOCÍDIO EM GAZA


Por Altamiro Borges*

A Veja sempre defendeu abertamente o Estado terrorista de Israel e nunca escondeu o seu ódio à causa palestina. O fundador da Editora Abril, dona da publicação, Victor Civita, filho de judeus italianos, nasceu em Nova Iorque, em 1907. Mudou-se para o Brasil em 1949, trazendo na bagagem as tiras do Pato Donald, primeiro título da editora. Montou seu império de comunicação e virou uma das principais referências da influente comunidade judaica no país, que lhe conferiu vários títulos honoríficos.

Como representante do setor mais fundamentalista desta comunidade, a família Civita sempre usou os seus veículos para justificar os hediondos crimes sionistas.


A edição desta semana da Veja é mais uma peça publicitária desta campanha. Falta informação e sobram manipulações. Já na capa, com a manchete “A guerra total em Gaza” e a chamada “Israel ataca radicais em território palestino”, fica patente o propósito de confundir os incautos leitores.

Na prática, a revista reproduz a versão do exército invasor e do imperialismo ianque, sintetizada nas cínicas declarações da secretária de Estado ianque, Condoleezza Rice: “Os EUA condenam os repetidos ataques contra Israel e consideram o Hamas responsável pelo fim do cessar-fogo”.

Defesa marota da “lógica tribal”

A longa matéria difunde a imagem de que Israel é vítima do terror – e não um estado terrorista fortemente armado, agressivo e expansionista. Com base nesta falsa premissa, a revista justifica os bombardeios e a matança de crianças e idosos inocentes, reforçando argumentos primitivos e bárbaros:

“A lógica tribal tem regras simples: se você me ataca, eu ataco de volta. Se quiser me destruir, eu o destruo primeiro. Se eu puder, uso dez vezes mais violência. Ou cem. Ou mil”, inicia o texto belicoso. Numa visão simplista, a Veja aponta o Hamas como o único culpado pela atual carnificina em Gaza, relembrando os discursos hidrófobos de Bush da “guerra ao terror”.

Diante das críticas ao “uso desproporcional de força”, inclusive do governo Lula, o texto ainda insiste: “Na lógica tribal, a autodefesa é perfeitamente admissível e moralmente justificável, tanto que a maioria dos israelenses apoiou os ataques”. Vale lembrar que os alemães também apoiaram a ascensão do nazismo, os campos de concentração e o holocausto judeu. O artigo até critica os horrores da atual agressão, sempre procurando ofuscar as mentes.

“Os alvos visaram à estrutura de poder do Hamas – a central do aparato de segurança, o quartel de polícia, depósitos de armas”. Mas, infelizmente, “bombardear cidades só pode ter resultados terríveis”.

No final, para aparecer um pouco mais civilizada e menos belicosa, a Veja até defende a solução negociada para a guerra visando “romper a lógica tribal”. Mas ela propõe a paz dos cemitérios. A negociação seria totalmente inviável por causa do Hamas.

“A história e a natureza desse grupo são obstáculos tremendos [ao acordo de paz]... O Hamas descende das mesmas fontes que influenciaram a Al Qaeda de Osama Bin Laden”. A exemplo da mídia de Israel, militarmente controlada e censurada, e da mídia dos EUA, sob forte influência da comunidade judaica, a Veja é uma representante “honorífica” do sionismo assassino e da “limpeza étnica” na região.

O holocausto palestino

Enquanto isso, a crise humanitária na Faixa de Gaza ganha contornos dramáticos, que relembram o holocausto nazista e deveriam indignar todos os amantes da paz, inclusive judeus. Basta ler o balanço da ONU de um dia antes da invasão por terra das tropas israelenses. Até sábado passado, 436 palestinos já tinha sido mortos (agora são quase 600, incluindo mais de 100 crianças) e 2.300 estavam feridos. Segundo o relatório oficial, 1,5 milhão de pessoas que superlotam Gaza eram vítimas de um cenário apocalíptico:

- Um ataque aéreo israelense acontece a cada 20 minutos, em média. Os bombardeios se intensificam à noite;

- Os ataques israelenses já destruíram mais de 600 alvos, incluindo estradas, edifícios públicos, delegacias de polícia e parte da infra-estrutura;

- O sistema de saúde, já debilitado desde o início do bloqueio israelense há 18 meses, entrou em colapso;

- Cerca de 250.000 pessoas estão sem eletricidade. A única central elétrica da Faixa de Gaza foi fechada em 30 de dezembro pela sexta vez desde o início de novembro por falta de combustível;

- A água corrente é disponibilizada uma vez a cada cinco ou sete dias durante algumas horas;

- Quarenta milhões de litros de esgoto são lançados no Mar Mediterrâneo diariamente. Em alguns locais, o esgoto se acumula nas ruas depois que o sistema de saneamento foi danificado pelos bombardeios;

- O gás de cozinha e para calefação já não é encontrado no mercado;

- Cerca de 80% da população depende inteiramente da ajuda humanitária.

- Falta farinha, arroz, açúcar, laticínios e latas de conservas;

- Israel permite diariamente a entrada de 60 caminhões carregados com produtos de primeira necessidade. Este número ainda é inferior aos 475 veículos com ajuda humanitária que chegavam a Gaza antes de junho de 2007, quando o Hamas assumiu o controle do território;

- Os dutos do terminal de Nahal Oz pelos quais chegava todo o combustível importado estão fechados desde sábado passado;

- As escolas permanecem fechadas, mas muitas são utilizadas como abrigo por palestinos que fugiram de suas casas;


* Altamiro Borges é jornalista, Secretário de Comunicação do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro As encruzilhadas do sindicalismo (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição).



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

SIONISTAS MATARAM 218 CRIANÇAS EM GAZA

Atualizando os números da matança promovida pelos judeus na Faixa de Gaza. Em 12 dias de agressões, o terror judaico matou 680 palestinos, sendo 218 crianças e 98 mulheres. Mais de 3 mil pessoas ficaram feridas com os ataques israelenses. Os dados são de fontes médicas palestinas.


ONU DESMENTE TERROR JUDAICO


A ONU desmentiu, nesta quarta-feira, as alegações israelenses de que combatentes palestinos lançaram morteiros de uma escola atacada ontem pelos terroristas judeus.


Mais de 40 civis palestinos que buscavam proteção na escola administrada pela ONU foram mortos nos ataques israelitas.


"Depois de uma investigação preliminar, temos 99,9% de certeza que não existiam ativistas nem atividades militares na escola", disse Chris Gunness, porta-voz da Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos (UNRWA).


A UNRWA quer uma investigação independente sobre os ataques criminosos de Israel. "Se as leis da guerra foram violadas, os culpados terão que comparecer à justiça", acrescentou a porta-voz.


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

MANAUS CONDENA OS ATAQUES À GAZA

A avenida Eduardo Ribeiro, uma das principais do Centro de Manaus, foi palco, nesta terça-feira, de uma caminhada em protesto contra as agressões israelenses na Faixa da Gaza.

Além da comunidade árabe e muçulmana de Manaus, participaram do evento representantes de vários partidos políticos, de movimentos populares e entidades estudantis.

Os manifestantes carregavam bandeiras palestinas, faixas, cartazes, fotos de feridos e gritaram palavras de ordem contra o terrorismo israelense que já matou mais de 650 palestinos desde o último dia 27 de dezembro.

Representantes da comunidade palestina condenaram o silêncio da comunidade internacional e dos governos árabes diante da bárbarie perpetrada em Gaza.

Eles pediram para que o governo brasileiro atue como mediador do conflito. " Para nós palestinos, o presidente Lula é um símbolo da paz e o Brasil é o país que defende a convivência pacífica entre os povos", disse o comerciante Mamoun Imwas.

TERROR JUDAICO NÃO POUPA NEM A ONU

Os terroristas judeus mostraram, nesta terça-feira, que não há limites para praticarem os seus crimes.

Crianças, mulheres, idosos, hospitais, templos religiosos, universidades e agora escolas são atacados sem piedade pela máquina de bárbarie sionista.

Até quem dá cobertura ao terrorismo judaico é atacado. É o caso da ONU. Hoje, mais uma escola da ONU foi bombardeada matando mais de 40 palestinos que estavam no local em busca de proteção contra a selvageria judaica que desde o último dia 27 de dezembro, matou mais de 630 palestinos.

Em 1996, por ordem do então primeiro-ministro e atual presidente de Israel, o genocida Shimon Peres, os terroristas judeus bombardearam o Líbano por 16 dias seguidos.

Um dos ataques atingiu um quartel da ONU na cidade libanesa de Qana, agressão que deixou mais de 110 civis libaneses mortos.

Qualquer semelhança entre os ataques contra alvos da ONU em Gaza, em 2009, com os promovidos contra os alvos da ONU no Líbano, em 1996, não é mera coincidência.

O pior é que a imprensa vagabunda de vários países ocidentais dizem que os ataques que os terroristas israelenses promovem em Gaza são contra o Hamas.


AGRESSÃO CONTRA A HUMANIDADE

"A AGRESSÃO (ISRAELITA) CONTRA A FAIXA DE GAZA É UM PONTO NEGRO QUE SE REGISTRA NA HISTÓRIA DA HUMANIDADE."

A frase acima é do "decepcionado" primeiro-ministro turco, Rajab Taiyb Ordugan. A Turquia vinha desempenhando o papel de negociador entre os israelenses e os sírios.

Com o terrorismo judaico na Faixa de Gaza, as conversações entre os dois lados foram interrompidas jogando na lama todo os esforços que os turcos vinham fazendo para se chegar a um acordo de paz para o Oriente Médio.


VENEZUELA DÁ EXEMPLO DE DIGNIDADE

O Governo da Venezuela fez, nesta terça-feira, o que todo governo decente neste mundo deveria ter feito para denunciar a selvageria judaica contra as mulheres e crianças da Faixa de Gaza.


Os venezuelanos expulsaram o embaixador israelense e outros membros da embaixada israelita do país.


A expulsão foi em protesto pela matança que os terroristas judeus promovem contra a população civil palestina.

"A Venezuela condena mais uma vez o horror da morte de crianças e mulheres inocentes, produto da invasão da Faixa de Gaza por tropas israelenses, e do bombardeio inclemente que, do céu e da terra, o Estado de Israel descarga sistematicamente sobre território palestino", disse o governo venezuelano em comunicado oficial.

No documento, a Venezuela afirmou que o comportamento de Israel representa uma "flagrante violação do Direito Internacional" e uma "utilização planificada do terrorismo de Estado, com o qual este país se colocou à margem do concerto das Nações".

Esta é a segunda vez que a Venezuela expulsa o embaixador israelense em menos de três anos.

Em julho de 2006, a Venezuela expulsou o embaixador de Israel em protesto contra as agressões que os terroristas sionistas promoveram no Líbano, que mataram mais de 1,2 mil civis libaneses.


sábado, 3 de janeiro de 2009

CEMITÉRIO DE SIONISTAS

Em um comunicado lido por um porta-voz do grupo pela televisão, o Hamas prometeu que vai transformar a Faixa de Gaza em um cemitério de soldados israelenses.

De acordo com outro comunicado, pelo menos 20 terroristas judeus foram mortos e feridos em ataques da resistência palestina desde que as tropas israelitas invadiram por terra a Faixa de Gaza, na noite deste sábado.

A resistência está atacando os soldados israelenses em todos os pontos pelos quais os sionistas invadem a Faixa de Gaxa, uma área de 40 quilômetros de comprimento por 15 quilômetros de largura habitada por uma população de 1,5 milhão de habitantes.

Do lado palestino, chega a 30 o número de pessoas martirizadas pelo terror judaico, entre elas, há crianças.

Conforme testemunhas, a primeira pessoa a perder a vida por conta da invasão terrestre em Gaza foi um garoto de apenas 11 anos que foi atingido por um disparo de um tanque israelense.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

APOIO AO TERROR

Pesquisa publicada no jornal Maariv mostra que 95% dos israelenses apoiam as agressões e a matança de crianças na Faixa de Gaza. A mesma pesquisa mostra que 80% dos sionistas entrevistados apoiam as agressões sem nenhuma limitação.


Esses números são importantes pois revelam a mentalidade assassina dos judeus israelenses. E ainda tem gente que pressiona para que os árabes vivam lado a lado com essas bestas assassinas judaicas. Definitivamente, nunca haverá paz entre os árabes e os israelitas sionistas.


MATANÇA DE CRIANÇAS CONTINUA EM GAZA


Mais cinco crianças palestinas foram assassinadas, nesta sexta-feira, pelos terroristas judeus que bombardearam a Faxa de Gaza pelo sétimo dia consecutivo.


Em dois dias, os assassinos judeus mataram 13 crianças. Outras oito crianças foram martirizadas, ontem (01/01), depois que os terroristas judeus atacaram o local onde morava um importante líder militar do Hamas.


Em sete dias de agressões contra a Faixa de Gaza, mais de 420 pessoas foram martirizadas e mais de 2,2 mil palestinos ficaram feridos, quase 50% deles, civis.


A matança indiscriminada de crianças e mulheres revela as verdadeiras intenções do terrorismo judaico que até o momento não alcançou nenhuma vitória militar ou política. Foguetes palestinos continuam sendo lançados contra alvos israelitas.


A bárbarie sionista contra a população de Gaza viola as leis internacionais e é apoiada por um silêncio criminoso e por uma falta de ação da comunidade internacional e dos governos árabes e ocidentais, estes últimos apoiadores incondicionais do terrorismo judaico.


A matança de crianças e mulheres inocentes é um sinal do fracasso das agressões militares dos terroristas judeus.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PAREM O GENOCÍDIO PALESTINO!

Por Lejeune Mirhan*


Escrevo esse artigo no último dia do ano e sendo a última de 2008, era minha intenção apresentar um quadro geral do Oriente Médio (árabe), e tentar apresentar algumas perspectivas e mesmo previsões, opiniões pessoais sobre como será em 2009 nessa região. No entanto, um massacre em curso, um genocídio em andamento, fazem com que nos detenhamos no que vem acontecendo na Faixa de Gaza.


Como divulgado amplamente pela imprensa, havia uma trégua, uma espécie de cessar-fogo tácito entre o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza e Israel, que vigorava por intermediação do Egito, desde junho deste ano. Nem o Hamas lançava foguetes nas cidades fronteiriças à Faixa, nem Israel atacava alvos palestinos nessa região densamente povoada (a maior densidade geográfica do mundo, da ordem de quatro mil habitantes por quilômetro quadrado).

No dia 19 de agosto, após seis meses de trégua, o Hamas anunciou que suspenderia o cessar fogo. Para que a Trégua fosse bem sucedida, da parte de Israel as fronteiras de Gaza deveriam ficar abertas, para que o fluxo de comércio, de alimentos, de mercadorias, de remédios transitasse livremente, bem como na região da fronteira com o Egito, próximo da cidade de Haifa. Nada disso ocorreu nesses meses. Desde novembro do ano passado, quando o Hamas passou a controlar integralmente a região, expulsando inclusive os funcionários da ANP e membro do grupo Fatah, do presidente Mahmoud Abbas (Abu Mazen), a região vive um cerco econômico, muito parecido com o que estrangula Cuba desde 1962.

Os guerrilheiros da resistência palestina sejam eles do Hamas, da Jihad Islâmica, do Fatah, da Brigada dos Mártires e tantos outros, usam e sempre usaram, atacar cidades próximas de Gaza como forma de luta. Isso ocorre há décadas. Aliás, todas as cidades “judias” hoje, israelenses na fronteiras, antes de 1948, eram todas palestinas, eram aldeias onde milenarmente moravam os palestinos. Com a instalação do estado de Israel em maio de 1948, a região dessas cidades foi tomada pelas forças israelenses e Gaza ficou sob domínio egípcio.

O caso mais típico disso é a cidade fronteiriça que os judeus chamam de Ashkelon. Para os palestinos ela sempre foi Askalaan, onde moraram por séculos, talvez milhares de anos, como é características das cidades da região (aliás, Jericó, cidade citada na Bíblia, é a mais antiga do mundo de vida continuada e tem mais de sete mil anos de existência). A ironia disso tudo, como diz Robert Fisk (jornalista do The Independent) é que recentemente a imprensa mostrou a morte de cinco irmãs, vitimadas por mais um ataque assassino de Israel. A avó dessas crianças, todas irmãs e de uma mesma família, teve que fugir de sua aldeia, Askalaan, onde morava até 1948 e fugiu e passou a viver em condições precárias na região de Gaza, de onde hoje partem ataques com mísseis precários palestinos, pertencentes à resistência. Triste ironia.

Na madrugada do dia 27 de dezembro, sábado, iniciaram os ataques contra Gaza, onde moram 1,5 milhão de palestinos. No momento em que escrevo esta coluna (quarta, dia 31 de dezembro), quase 400 palestinos já foram mortos e os feridos, mutilados, arruinados já chegam a dois mil. Da parte israelense, vítimas de mísseis chamado Katyuchas (de antiga fabricação soviética, de pequeno alcance e sem precisão alguma de alvo, disparados aleatoriamente), vitimaram quatro cidadãos israelenses. Se formos ver, é uma clara guerra assimétrica. Para cada israelense morto, morrem cem palestinos!

Reflexões sobre a situação

Desde o início dos bombardeios, covardes bombardeios, tenho lido tudo que sai na grande imprensa, pesquisado em diversos sites internacionais (em vários idiomas) e lido, principalmente, artigos de autores diversos a mim enviados por e-mail e listas de discussão de que participo. Um volume grande de informações. Filtro boa parte desse volume de informações e faço uma análise das mesmas, com as quais compartilho com os leitores.

A região de Gaza teve duas grandes Intifadas (levante em árabe). A primeira em 1988, há 20 anos e dela resultou o primeiro acordo de paz negociado pela Noruega e assinado entre Israel e a OLP de Arafat em setembro de 1993, sob os auspícios da administração Clinton. A segunda Intifada, inicia-se em 2000, também em setembro, sob o governo de Ariel Sharon e dura três anos. Dela resultou a retirada unilateral, sem negociação, de todos os judeus residentes na Faixa. Tal decisão, sem anuência e negociação da liderança palestina, também foi tomada por Sharon, hoje vivendo com aparelhos, em estado vegetativo, comatoso. O líder do Hamas, Khaled Meshal, que vive exilado em Damasco, vem conclamando a uma terceira Intifada, para derrotar Israel.

Os ataques feitos por Israel são covardes. São feitos pelo ar, com mísseis teleguiados de alta precisão e por pilotos também covardes, pois nada sofrem, pois disparam seus mísseis a grandes altitudes e dos mais modernos aviões da aviação israelense, fornecidos, claro, pelos Estados Unidos o maior parceiro e apoiadora de Israel em toda a região.

O que se nota neste momento de imensa dor para os palestinos é o silêncio sepulcral e de cumplicidade dos governantes árabes. Com a exceção da Síria, de Bachar El Assad e da Líbia, de Muamar El Khadafi, que protestaram energicamente contra os ataques, o silêncio prevaleceu entre os governantes árabes. Uma ou outra declaração de reprimenda pelos ataques e pedidos tímidos de cessar fogo. Mas, mesmo nesses casos, eram seguidos a declarações que os culpados pelas mortes de palestinos inocentes e civis eram tão somente o próprio Hamas, ou seja, os próprios palestinos são culpados pelas suas próprias mortes! Não por menos, mas Jordânia, Arábia Saudita e Egito possuem inclusive acordos bilaterais, comerciais com os Estados Unidos e até reconhecem Israel, um estado judeu e que foi edificado em cima de terras que tinham um povo que La morava, que são os palestinos (falo no presente porque no que hoje se chama Israel, ainda vivem 1,6 milhão de palestinos).

Porque isso ocorre neste momento?

Aqui neste ponto há muitas interpretações possíveis. Os analistas não se entendem. O que moveria o governo israelense em fazer um ataque tão genocida como esse matando centenas de palestinos inocentes às vésperas da posse de um novo presidente americano? O que levaria o grupo Hamas e voltar a atacar cidades israelenses neste momento? Com as eleições legislativas para formar um novo governo em Israel em 10 de fevereiro – daqui portanto há 40 dias – quem poderia capitalizar esses ataques? A direita, de Netanyahu, do Likud ou o centrista Kadima de Livni ou ainda os Trabalhistas de Barak, o Ehud (ministro da Defesa, responsável pelos ataques)?

Os dois lados ganham com essa nova situação. Da parte do Hamas, que vinha com uma popularidade em baixa e em um isolamento internacional cada vez maior, vai tentar ressuscitar a figura mítica do guerrilheiro palestino, os mujahedins e os fedains (nome do Hino Nacional palestino), heróico, guerreiro, corajoso e destemido, que enfrenta tanques e fuzis de peito aberto e com pedras e fundas nas mãos. Do lado de Israel, o governo do Kadima tenta passar para a população israelense, que vive em constante insegurança, que tem condições de desmontar as bases do Hamas e até destruí-lo. Dar-lhes uma lição. Isso tudo, às vésperas de eleições decisivas.

Esse caminho, o de “dar lições”, já se mostrou completamente equivocado historicamente. Em nenhum dos episódios nos últimos 40 anos, quando Israel tentou destruir a resistência do povo palestino, estes sempre saíram mais fortalecidos e voltaram a lutar. Esse é seu destino. Não tem alternativa esse povo se não lutar pelas suas terras, pela sua identidade, pela sua história. Mas, a tentativa de “dar lição” mais recente que Israel se envolveu, resultou no maior e mais importante fracasso de guerra desse estado guerreiro, possuidor do quarto mais poderoso exército do planeta. Ocorreu em julho de 2006. Durou apenas 34 dias. Foi quando Israel invadiu o sul do Líbano e atacou as bases do Hezbolláh. Ataques maciços de todas as formas. Resultaram na morte de 1,2 mil libaneses e da parte de Israel 156 soldados. Ainda que uma proporção de dez árabes mortos para cada judeu em combate, Israel saiu completamente derrotado dessa batalha. Pelo simples fato que os dois objetivos que havia se fixado, não foram atingidos na batalha (libertar os soldados israelenses seqüestrados pela guerrilha libanesa e a destruição do Hezbolláh no Líbano).

Esse episódio deixou marcas profundas na sociedade israelense. Foi, digamos assim, a primeira “guerra” perdida por Israel. Seu orgulho de estado “invencível” foi ferido de morte com essa derrota. Uma derrota profunda para o dito invencível exército israelense. Mas o pior, do ponto de vista dos judeus: o Hezbolláh saiu muito mais fortalecido dessa batalha, ampliando sua influência, voltou ao governo libanês com mais ministros e suas bases no Líbano ampliaram.

Assim, de nossa parte, as coisas tem que ficar bem claras. Esses ataques contra o Hamas são contra os palestinos e não contra algum grupo em particular. Essas agressões, isso que vimos chamando de genocídio – a palavra massacre é leve para expressar o que vem ocorrendo – no entanto, acabam fortalecendo, na prática, exatamente o grupo que Israel tenciona destruir, que é o Hamas. E acaba por enfraquecer o grupo Fatah, que o governo israelense e americano teriam preferência para negociar um possível acordo de paz.

Nesse sentido, foi desastrosa a declaração do presidente da Autoridade Nacional Palestina – ANP, Mahmoud Abbas. Ao mesmo tempo em que ele condenou energicamente os ataques e as agressões israelenses contra as populações indefesas de Gaza, disse que o culpado por tudo isso são os membros do Hamas que se recusaram a manter a trégua e não querem negociar a paz. Isso pegou muito mal e Abbas deve sair enfraquecido nesse processo. Até mesmos e militantes e filiados do Fatah não gostaram dessas declarações. Tudo que um palestino não queria ouvir de sua liderança, especialmente dos moradores da Cisjordânia, distante de Gaza, era que os culpados eram os próprios palestinos pelo seu próprio massacre!

O que fará Obama?

Aqui reside a maior incógnita desse processo todo. Praticamente ninguém tem conseguido arrancar da boca de Obama qualquer frase, qualquer declaração de condenação aos ataques. Não só sobre essa situação, mas a sua postura é de que os Estados Unidos tem um presidente de cada vez e o atual é George Bush até 20 de janeiro de 2009. Tem certa razão nesse sentido, mas vive-se hoje um momento de transição de gabinete, equipes tem mantidos contatos para que a transição ocorra, há um escritório do presidente eleito que já nomeou todo o seu gabinete, que da declarações diárias sobre diversas questões. Nesse sentido, poderia sair da boca de Obama um apoio claro tanto para o cessar fogo imediato, como para sinalizar um caminho mais concreto para a paz. Mas, nada se ouviu até agora. Parece uma esfinge egípcia do deserto. Ninguém é capaz de decifrá-lo.

Mas, durante a campanha ele deu sinais, sempre dúbios, sobre a questão palestina. Chegou a dizer que se alguém atacasse as casas onde morassem as suas duas filhas ele se sentiria no dever de defendê-las e revidar ao ataque. Um mau exemplo e uma péssima declaração. O primeiro nome que ele indicou para a transição foi Rahm Emmanuel, de origem judaica, filho de judeus ortodoxos e membro de grupos terroristas que assassinaram palestinos na Palestina antes de 1947. Emmanuel fala hebraico fluentemente e, claro, influencia a cabeça de Obama.

Por outro lado, Obama indicou uma mulher, democrata, para ocupar a Secretaria de Estado (uma espécie de ministério das Relações Exteriores), que é a democrata Hilary Clinton. A senadora pelo progressista estado de Nova York (entendam bem; progressista para os padrões americanos), chegou a visitar a Cisjordânia e acampamentos palestinos e sempre se declarou a favor da solução de dois povos dois estados. Mas, também neste momento, de forma prudente, Hilary se recolheu em copas e aguarda a sua posse para entrar em cena.

O mais interessante e irônico nisso tudo é que o mesmo governo, dos Estados Unidos, que sustenta politicamente o Estado de Israel e mesmo economicamente – envia-lhe a fundo perdido todos os anos cinco bilhões de dólares – é o que determina o cerca e o boicote econômico á pequenina Cuba socialista, que tem o melhor sistema de ensino e de saúde de toda a América! Destrói economicamente a pequenina e pacífica Cuba, mas mantém a peso de ouro o Estado terrorista de Israel, que mata inocentes palestinos. Isso revolta e indigna a consciência de democratas e patriotas de todo o mundo, de todos os partidos e de todas as religiões. Isso tem que mudar. Será que Obama com seu slogan de campanha Change. We need (Mudanças. Nós precisamos) vai mudar alguma coisa? Com a volta da multipolaridade mundial – em meu ponto de vista uma situação irreversível – ainda valeria a pena para os americanos pagarem um preço tão caro como vem pagando em todo o mundo para sustentar um Estado insustentável? Creio que não. Por isso, apostamos em mudanças na política externa estadunidense sob o comando de Obama e Hilary.

E o mundo árabe?

Aqui um outra vergonha nacional. Haviam duas ou três exceções entre todos os 23 países árabes, que poderíamos dizer que contavam para a luta em apoio à causa dos palestinos, pela independência nacional, contra o sionismo como projeto colonial e imperialista estadunidense e de características neocoloniais. A Síria, que sempre jogou papel decisivo, o Iraque – agora destruído e com um governo pró-americano – e a Líbia, que chegou a ser taxada de terrorista, mas hoje com um governo muito mais moderado e com laços com Washington.

Todos os outros governos árabes, praticamente sem nenhuma exceção, são amigos dos Estados Unidos e não dão nenhum passo em desacordo com a Casa Branca. Particularmente a Jordânia, o Egito e a Arábia Saudita, os maiores, mais ricos e que mais contam na região, todos têm, sem exceção, governos pró-americanos, amigos dos americanos. Tais países mantém tratados de amizade, de cooperação com os EUA e reconhecem Israel inclusive (exceção à Arábia Saudita). São países e governantes subservientes, fantoches, ocidentalizados, que viraram as costas aos seus povos e aos árabes em geral e aos palestinos em particular. Pagarão caro um dia desses, ainda que talvez ainda não tenha chegado o momento, em função da ainda baixa mobilização de seus próprios povos nesses países. Mas isso não durará.

Afirmo isso, até porque as razões, no caso dos palestinos, que leva ao ódio e à uma resistência violenta na luta contra Israel, estão cada dia mais fortes. Listo pelo menos as seguintes: a fome compulsória; prisões em massa (no caso, por parte de Israel e no Egito); a continuidade do projeto colonial judaico-americano; a sistemática expulsão de palestino de suas terras e destruição de suas casas; os assassinatos de líderes da resistência; fechamento criminoso da fronteira egípcia na cidade de Haifa (e outras), impedindo que os palestino recebam, pelo lado árabe, suprimentos, alimentos, remédios e tudo o que mais precisem. Nem a sonhada ajuda humanitária que chega do mundo todo pode entrar em Gaza hoje porque o ditador e subserviente Hosni Mubarak, pró-americano, insiste em manter fechada a fronteira e mais do que isso: manda fuzilar todos os palestinos que tentam passar por ela. Incrível isso, mas é a pura realidade.

Por fim, o estrepitoso silêncio da comunidade internacional. Da parte dos Estados Unidos, claro, como era de se esperar, desde os primeiros ataques do dia 27, sábado, o apoio veio imediato e o dedo em riste apontou quem eram os culpados pelas mortes dos palestinos: os próprios palestinos. Isso Condoleezza Rice disse em alto e bom som, a mando de Bush. Mas, vários países europeus também foram nessa linha. Foi preciso 400 cadáveres, dos quais cem de crianças mulheres e idosos, depois de cinco dias ininterruptos de ataques covardes pelos ares, para que um cessar fogo fosse proposto pelo presidente francês (apelidado de Sarko, o novo queridinho da mídia, aliás em férias no Brasil).

Esse odioso silêncio de cumplicidade da comunidade internacional, parece que é o tempo exato que Israel sempre precisou nos primeiros dias, para realizar o seu “serviço” sujo. Cinco dias. 400 mortos, dois mil feridos e mutilados, centenas de casas e prédios destruídos, em uma região que já vive há seis meses sem água e luz, sem coleta de lixo. O pior lugar dos mundos para 1,5 milhão de palestinos. Quem se importa com isso?

Por isso, volto a dizer o que tenho reafirmado neste espaço há quase sete anos: não há a menor diferença entre a política externa americana e a de Israel. Seus objetivos são absolutamente parecidos para o Oriente Médio, para não dizer exatamente iguais. São como se fossem irmãos siameses. Um não vive sem o outro. O poderoso lobie judaico nos Estados Unidos sustenta muitos governos americanos, e doações aos partidos em épocas de eleições, fazem com que os eleitos sempre estejam comprometidos até a medula com a sustentação de Israel, qualquer que venha a ser o seu governante, seja do Likud, Kadima ou Trabalhista.

Perspectivas do conflito

É preciso que o Ocidente como um todo, sem medo de errar, condene com veemência e energia Israel por crimes contra a humanidade, que é o que ela vem cometendo neste momento. É preciso parar com a brincadeira de escolhermos com quem vamos negociar a paz. O Hamas, goste ou não das suas orientações, é absolutamente legítimo. Venceu as eleições de janeiro de 2006 com 56% dos votos. É preciso reconhecer o Hamas e com ele negociar.

Da parte da ANP, foi um erro não passar integralmente a direção de todos os órgãos, forças de segurança, para o novo governo de Ismael Haniyeh. Ele fez maioria no parlamento e adquiriu esse direito. Como também acho que foi um erro o Hamas expulsar os membros da Fatah e da ANP da Faixa de Gaza, abrindo um período de luta interna que em nada beneficia a luta nacional palestina.

Israel precisa parar de se fazer vítima, como se colhesse ainda os “louros”, do horrendo holocausto a que foi vítima até 1945, perpetrado pelos nazistas contra judeus. Nunca um estado dito democrático, governado por um povo que passou o que os judeus passaram – foram seis milhões de mortos – poderia tomar as atitudes de massacre, de holocausto e de genocídio que vem fazendo contra os palestinos.

O mundo, mesmo calado, sabe que o que Israel vem fazendo com os palestinos é um genocídio, uma limpeza étnica. O medo que os judeus tanto tiveram de “serem jogados no mar” (mediterrâneo), passam a fazer exatamente isso. Querem exterminar um povo inteiro, já que jogá-los no mar não poderão. Só na guerra de 1948, Israel deslocou um milhão de palestinos de suas terras.

O mundo precisa ter a coragem de enquadrar Israel na Convenção contra o Genocídio (Resolução nº 96 de 11 de dezembro de 1946. Por esse instrumento do direito internacional fica claro que o que esta ocorrendo na Palestina é um genocídio. Vejam o que diz o artigo II: “genocídio é qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso como tal: a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave ou à integridade física e mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhes a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo” (grifo os que, em meu modesto ponto de vista e com meus conhecimentos distantes da região, percebo que Israel incorre neles).

Com isso, sigo sendo absolutamente cético com relação a uma possibilidade de paz. Não haverá paz. Os homens não são, neste momento, de boa vontade. No futuro breve, veremos. Deixo aqui neste espaço a minha absoluta solidariedade para com os palestinos. Meu coração e minha mente neste momento estão com eles.

Aproveito para convocar os que estiverem em São Paulo nesta sexta-feira, dia 2 de janeiro, para comparecerem a um ato de solidariedade para com o povo palestino convocado por dezenas de entidades brasileiras, a partir das 15h, na Avenida Paulista, no vão livre do MASP. Venha com a sua família mostrara sua indignação e seu repúdio ao massacre que Israel esta cometendo contra os palestinos. Por isso apoio a palavra de ordem unificada do movimento: Israel: pare o massacre contra o povo palestino!


*Lejeune Mirhan, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Escritor, Arabista e Professor Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa, Membro da International Sociological