quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

PAREM O GENOCÍDIO PALESTINO!

Por Lejeune Mirhan*


Escrevo esse artigo no último dia do ano e sendo a última de 2008, era minha intenção apresentar um quadro geral do Oriente Médio (árabe), e tentar apresentar algumas perspectivas e mesmo previsões, opiniões pessoais sobre como será em 2009 nessa região. No entanto, um massacre em curso, um genocídio em andamento, fazem com que nos detenhamos no que vem acontecendo na Faixa de Gaza.


Como divulgado amplamente pela imprensa, havia uma trégua, uma espécie de cessar-fogo tácito entre o grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza e Israel, que vigorava por intermediação do Egito, desde junho deste ano. Nem o Hamas lançava foguetes nas cidades fronteiriças à Faixa, nem Israel atacava alvos palestinos nessa região densamente povoada (a maior densidade geográfica do mundo, da ordem de quatro mil habitantes por quilômetro quadrado).

No dia 19 de agosto, após seis meses de trégua, o Hamas anunciou que suspenderia o cessar fogo. Para que a Trégua fosse bem sucedida, da parte de Israel as fronteiras de Gaza deveriam ficar abertas, para que o fluxo de comércio, de alimentos, de mercadorias, de remédios transitasse livremente, bem como na região da fronteira com o Egito, próximo da cidade de Haifa. Nada disso ocorreu nesses meses. Desde novembro do ano passado, quando o Hamas passou a controlar integralmente a região, expulsando inclusive os funcionários da ANP e membro do grupo Fatah, do presidente Mahmoud Abbas (Abu Mazen), a região vive um cerco econômico, muito parecido com o que estrangula Cuba desde 1962.

Os guerrilheiros da resistência palestina sejam eles do Hamas, da Jihad Islâmica, do Fatah, da Brigada dos Mártires e tantos outros, usam e sempre usaram, atacar cidades próximas de Gaza como forma de luta. Isso ocorre há décadas. Aliás, todas as cidades “judias” hoje, israelenses na fronteiras, antes de 1948, eram todas palestinas, eram aldeias onde milenarmente moravam os palestinos. Com a instalação do estado de Israel em maio de 1948, a região dessas cidades foi tomada pelas forças israelenses e Gaza ficou sob domínio egípcio.

O caso mais típico disso é a cidade fronteiriça que os judeus chamam de Ashkelon. Para os palestinos ela sempre foi Askalaan, onde moraram por séculos, talvez milhares de anos, como é características das cidades da região (aliás, Jericó, cidade citada na Bíblia, é a mais antiga do mundo de vida continuada e tem mais de sete mil anos de existência). A ironia disso tudo, como diz Robert Fisk (jornalista do The Independent) é que recentemente a imprensa mostrou a morte de cinco irmãs, vitimadas por mais um ataque assassino de Israel. A avó dessas crianças, todas irmãs e de uma mesma família, teve que fugir de sua aldeia, Askalaan, onde morava até 1948 e fugiu e passou a viver em condições precárias na região de Gaza, de onde hoje partem ataques com mísseis precários palestinos, pertencentes à resistência. Triste ironia.

Na madrugada do dia 27 de dezembro, sábado, iniciaram os ataques contra Gaza, onde moram 1,5 milhão de palestinos. No momento em que escrevo esta coluna (quarta, dia 31 de dezembro), quase 400 palestinos já foram mortos e os feridos, mutilados, arruinados já chegam a dois mil. Da parte israelense, vítimas de mísseis chamado Katyuchas (de antiga fabricação soviética, de pequeno alcance e sem precisão alguma de alvo, disparados aleatoriamente), vitimaram quatro cidadãos israelenses. Se formos ver, é uma clara guerra assimétrica. Para cada israelense morto, morrem cem palestinos!

Reflexões sobre a situação

Desde o início dos bombardeios, covardes bombardeios, tenho lido tudo que sai na grande imprensa, pesquisado em diversos sites internacionais (em vários idiomas) e lido, principalmente, artigos de autores diversos a mim enviados por e-mail e listas de discussão de que participo. Um volume grande de informações. Filtro boa parte desse volume de informações e faço uma análise das mesmas, com as quais compartilho com os leitores.

A região de Gaza teve duas grandes Intifadas (levante em árabe). A primeira em 1988, há 20 anos e dela resultou o primeiro acordo de paz negociado pela Noruega e assinado entre Israel e a OLP de Arafat em setembro de 1993, sob os auspícios da administração Clinton. A segunda Intifada, inicia-se em 2000, também em setembro, sob o governo de Ariel Sharon e dura três anos. Dela resultou a retirada unilateral, sem negociação, de todos os judeus residentes na Faixa. Tal decisão, sem anuência e negociação da liderança palestina, também foi tomada por Sharon, hoje vivendo com aparelhos, em estado vegetativo, comatoso. O líder do Hamas, Khaled Meshal, que vive exilado em Damasco, vem conclamando a uma terceira Intifada, para derrotar Israel.

Os ataques feitos por Israel são covardes. São feitos pelo ar, com mísseis teleguiados de alta precisão e por pilotos também covardes, pois nada sofrem, pois disparam seus mísseis a grandes altitudes e dos mais modernos aviões da aviação israelense, fornecidos, claro, pelos Estados Unidos o maior parceiro e apoiadora de Israel em toda a região.

O que se nota neste momento de imensa dor para os palestinos é o silêncio sepulcral e de cumplicidade dos governantes árabes. Com a exceção da Síria, de Bachar El Assad e da Líbia, de Muamar El Khadafi, que protestaram energicamente contra os ataques, o silêncio prevaleceu entre os governantes árabes. Uma ou outra declaração de reprimenda pelos ataques e pedidos tímidos de cessar fogo. Mas, mesmo nesses casos, eram seguidos a declarações que os culpados pelas mortes de palestinos inocentes e civis eram tão somente o próprio Hamas, ou seja, os próprios palestinos são culpados pelas suas próprias mortes! Não por menos, mas Jordânia, Arábia Saudita e Egito possuem inclusive acordos bilaterais, comerciais com os Estados Unidos e até reconhecem Israel, um estado judeu e que foi edificado em cima de terras que tinham um povo que La morava, que são os palestinos (falo no presente porque no que hoje se chama Israel, ainda vivem 1,6 milhão de palestinos).

Porque isso ocorre neste momento?

Aqui neste ponto há muitas interpretações possíveis. Os analistas não se entendem. O que moveria o governo israelense em fazer um ataque tão genocida como esse matando centenas de palestinos inocentes às vésperas da posse de um novo presidente americano? O que levaria o grupo Hamas e voltar a atacar cidades israelenses neste momento? Com as eleições legislativas para formar um novo governo em Israel em 10 de fevereiro – daqui portanto há 40 dias – quem poderia capitalizar esses ataques? A direita, de Netanyahu, do Likud ou o centrista Kadima de Livni ou ainda os Trabalhistas de Barak, o Ehud (ministro da Defesa, responsável pelos ataques)?

Os dois lados ganham com essa nova situação. Da parte do Hamas, que vinha com uma popularidade em baixa e em um isolamento internacional cada vez maior, vai tentar ressuscitar a figura mítica do guerrilheiro palestino, os mujahedins e os fedains (nome do Hino Nacional palestino), heróico, guerreiro, corajoso e destemido, que enfrenta tanques e fuzis de peito aberto e com pedras e fundas nas mãos. Do lado de Israel, o governo do Kadima tenta passar para a população israelense, que vive em constante insegurança, que tem condições de desmontar as bases do Hamas e até destruí-lo. Dar-lhes uma lição. Isso tudo, às vésperas de eleições decisivas.

Esse caminho, o de “dar lições”, já se mostrou completamente equivocado historicamente. Em nenhum dos episódios nos últimos 40 anos, quando Israel tentou destruir a resistência do povo palestino, estes sempre saíram mais fortalecidos e voltaram a lutar. Esse é seu destino. Não tem alternativa esse povo se não lutar pelas suas terras, pela sua identidade, pela sua história. Mas, a tentativa de “dar lição” mais recente que Israel se envolveu, resultou no maior e mais importante fracasso de guerra desse estado guerreiro, possuidor do quarto mais poderoso exército do planeta. Ocorreu em julho de 2006. Durou apenas 34 dias. Foi quando Israel invadiu o sul do Líbano e atacou as bases do Hezbolláh. Ataques maciços de todas as formas. Resultaram na morte de 1,2 mil libaneses e da parte de Israel 156 soldados. Ainda que uma proporção de dez árabes mortos para cada judeu em combate, Israel saiu completamente derrotado dessa batalha. Pelo simples fato que os dois objetivos que havia se fixado, não foram atingidos na batalha (libertar os soldados israelenses seqüestrados pela guerrilha libanesa e a destruição do Hezbolláh no Líbano).

Esse episódio deixou marcas profundas na sociedade israelense. Foi, digamos assim, a primeira “guerra” perdida por Israel. Seu orgulho de estado “invencível” foi ferido de morte com essa derrota. Uma derrota profunda para o dito invencível exército israelense. Mas o pior, do ponto de vista dos judeus: o Hezbolláh saiu muito mais fortalecido dessa batalha, ampliando sua influência, voltou ao governo libanês com mais ministros e suas bases no Líbano ampliaram.

Assim, de nossa parte, as coisas tem que ficar bem claras. Esses ataques contra o Hamas são contra os palestinos e não contra algum grupo em particular. Essas agressões, isso que vimos chamando de genocídio – a palavra massacre é leve para expressar o que vem ocorrendo – no entanto, acabam fortalecendo, na prática, exatamente o grupo que Israel tenciona destruir, que é o Hamas. E acaba por enfraquecer o grupo Fatah, que o governo israelense e americano teriam preferência para negociar um possível acordo de paz.

Nesse sentido, foi desastrosa a declaração do presidente da Autoridade Nacional Palestina – ANP, Mahmoud Abbas. Ao mesmo tempo em que ele condenou energicamente os ataques e as agressões israelenses contra as populações indefesas de Gaza, disse que o culpado por tudo isso são os membros do Hamas que se recusaram a manter a trégua e não querem negociar a paz. Isso pegou muito mal e Abbas deve sair enfraquecido nesse processo. Até mesmos e militantes e filiados do Fatah não gostaram dessas declarações. Tudo que um palestino não queria ouvir de sua liderança, especialmente dos moradores da Cisjordânia, distante de Gaza, era que os culpados eram os próprios palestinos pelo seu próprio massacre!

O que fará Obama?

Aqui reside a maior incógnita desse processo todo. Praticamente ninguém tem conseguido arrancar da boca de Obama qualquer frase, qualquer declaração de condenação aos ataques. Não só sobre essa situação, mas a sua postura é de que os Estados Unidos tem um presidente de cada vez e o atual é George Bush até 20 de janeiro de 2009. Tem certa razão nesse sentido, mas vive-se hoje um momento de transição de gabinete, equipes tem mantidos contatos para que a transição ocorra, há um escritório do presidente eleito que já nomeou todo o seu gabinete, que da declarações diárias sobre diversas questões. Nesse sentido, poderia sair da boca de Obama um apoio claro tanto para o cessar fogo imediato, como para sinalizar um caminho mais concreto para a paz. Mas, nada se ouviu até agora. Parece uma esfinge egípcia do deserto. Ninguém é capaz de decifrá-lo.

Mas, durante a campanha ele deu sinais, sempre dúbios, sobre a questão palestina. Chegou a dizer que se alguém atacasse as casas onde morassem as suas duas filhas ele se sentiria no dever de defendê-las e revidar ao ataque. Um mau exemplo e uma péssima declaração. O primeiro nome que ele indicou para a transição foi Rahm Emmanuel, de origem judaica, filho de judeus ortodoxos e membro de grupos terroristas que assassinaram palestinos na Palestina antes de 1947. Emmanuel fala hebraico fluentemente e, claro, influencia a cabeça de Obama.

Por outro lado, Obama indicou uma mulher, democrata, para ocupar a Secretaria de Estado (uma espécie de ministério das Relações Exteriores), que é a democrata Hilary Clinton. A senadora pelo progressista estado de Nova York (entendam bem; progressista para os padrões americanos), chegou a visitar a Cisjordânia e acampamentos palestinos e sempre se declarou a favor da solução de dois povos dois estados. Mas, também neste momento, de forma prudente, Hilary se recolheu em copas e aguarda a sua posse para entrar em cena.

O mais interessante e irônico nisso tudo é que o mesmo governo, dos Estados Unidos, que sustenta politicamente o Estado de Israel e mesmo economicamente – envia-lhe a fundo perdido todos os anos cinco bilhões de dólares – é o que determina o cerca e o boicote econômico á pequenina Cuba socialista, que tem o melhor sistema de ensino e de saúde de toda a América! Destrói economicamente a pequenina e pacífica Cuba, mas mantém a peso de ouro o Estado terrorista de Israel, que mata inocentes palestinos. Isso revolta e indigna a consciência de democratas e patriotas de todo o mundo, de todos os partidos e de todas as religiões. Isso tem que mudar. Será que Obama com seu slogan de campanha Change. We need (Mudanças. Nós precisamos) vai mudar alguma coisa? Com a volta da multipolaridade mundial – em meu ponto de vista uma situação irreversível – ainda valeria a pena para os americanos pagarem um preço tão caro como vem pagando em todo o mundo para sustentar um Estado insustentável? Creio que não. Por isso, apostamos em mudanças na política externa estadunidense sob o comando de Obama e Hilary.

E o mundo árabe?

Aqui um outra vergonha nacional. Haviam duas ou três exceções entre todos os 23 países árabes, que poderíamos dizer que contavam para a luta em apoio à causa dos palestinos, pela independência nacional, contra o sionismo como projeto colonial e imperialista estadunidense e de características neocoloniais. A Síria, que sempre jogou papel decisivo, o Iraque – agora destruído e com um governo pró-americano – e a Líbia, que chegou a ser taxada de terrorista, mas hoje com um governo muito mais moderado e com laços com Washington.

Todos os outros governos árabes, praticamente sem nenhuma exceção, são amigos dos Estados Unidos e não dão nenhum passo em desacordo com a Casa Branca. Particularmente a Jordânia, o Egito e a Arábia Saudita, os maiores, mais ricos e que mais contam na região, todos têm, sem exceção, governos pró-americanos, amigos dos americanos. Tais países mantém tratados de amizade, de cooperação com os EUA e reconhecem Israel inclusive (exceção à Arábia Saudita). São países e governantes subservientes, fantoches, ocidentalizados, que viraram as costas aos seus povos e aos árabes em geral e aos palestinos em particular. Pagarão caro um dia desses, ainda que talvez ainda não tenha chegado o momento, em função da ainda baixa mobilização de seus próprios povos nesses países. Mas isso não durará.

Afirmo isso, até porque as razões, no caso dos palestinos, que leva ao ódio e à uma resistência violenta na luta contra Israel, estão cada dia mais fortes. Listo pelo menos as seguintes: a fome compulsória; prisões em massa (no caso, por parte de Israel e no Egito); a continuidade do projeto colonial judaico-americano; a sistemática expulsão de palestino de suas terras e destruição de suas casas; os assassinatos de líderes da resistência; fechamento criminoso da fronteira egípcia na cidade de Haifa (e outras), impedindo que os palestino recebam, pelo lado árabe, suprimentos, alimentos, remédios e tudo o que mais precisem. Nem a sonhada ajuda humanitária que chega do mundo todo pode entrar em Gaza hoje porque o ditador e subserviente Hosni Mubarak, pró-americano, insiste em manter fechada a fronteira e mais do que isso: manda fuzilar todos os palestinos que tentam passar por ela. Incrível isso, mas é a pura realidade.

Por fim, o estrepitoso silêncio da comunidade internacional. Da parte dos Estados Unidos, claro, como era de se esperar, desde os primeiros ataques do dia 27, sábado, o apoio veio imediato e o dedo em riste apontou quem eram os culpados pelas mortes dos palestinos: os próprios palestinos. Isso Condoleezza Rice disse em alto e bom som, a mando de Bush. Mas, vários países europeus também foram nessa linha. Foi preciso 400 cadáveres, dos quais cem de crianças mulheres e idosos, depois de cinco dias ininterruptos de ataques covardes pelos ares, para que um cessar fogo fosse proposto pelo presidente francês (apelidado de Sarko, o novo queridinho da mídia, aliás em férias no Brasil).

Esse odioso silêncio de cumplicidade da comunidade internacional, parece que é o tempo exato que Israel sempre precisou nos primeiros dias, para realizar o seu “serviço” sujo. Cinco dias. 400 mortos, dois mil feridos e mutilados, centenas de casas e prédios destruídos, em uma região que já vive há seis meses sem água e luz, sem coleta de lixo. O pior lugar dos mundos para 1,5 milhão de palestinos. Quem se importa com isso?

Por isso, volto a dizer o que tenho reafirmado neste espaço há quase sete anos: não há a menor diferença entre a política externa americana e a de Israel. Seus objetivos são absolutamente parecidos para o Oriente Médio, para não dizer exatamente iguais. São como se fossem irmãos siameses. Um não vive sem o outro. O poderoso lobie judaico nos Estados Unidos sustenta muitos governos americanos, e doações aos partidos em épocas de eleições, fazem com que os eleitos sempre estejam comprometidos até a medula com a sustentação de Israel, qualquer que venha a ser o seu governante, seja do Likud, Kadima ou Trabalhista.

Perspectivas do conflito

É preciso que o Ocidente como um todo, sem medo de errar, condene com veemência e energia Israel por crimes contra a humanidade, que é o que ela vem cometendo neste momento. É preciso parar com a brincadeira de escolhermos com quem vamos negociar a paz. O Hamas, goste ou não das suas orientações, é absolutamente legítimo. Venceu as eleições de janeiro de 2006 com 56% dos votos. É preciso reconhecer o Hamas e com ele negociar.

Da parte da ANP, foi um erro não passar integralmente a direção de todos os órgãos, forças de segurança, para o novo governo de Ismael Haniyeh. Ele fez maioria no parlamento e adquiriu esse direito. Como também acho que foi um erro o Hamas expulsar os membros da Fatah e da ANP da Faixa de Gaza, abrindo um período de luta interna que em nada beneficia a luta nacional palestina.

Israel precisa parar de se fazer vítima, como se colhesse ainda os “louros”, do horrendo holocausto a que foi vítima até 1945, perpetrado pelos nazistas contra judeus. Nunca um estado dito democrático, governado por um povo que passou o que os judeus passaram – foram seis milhões de mortos – poderia tomar as atitudes de massacre, de holocausto e de genocídio que vem fazendo contra os palestinos.

O mundo, mesmo calado, sabe que o que Israel vem fazendo com os palestinos é um genocídio, uma limpeza étnica. O medo que os judeus tanto tiveram de “serem jogados no mar” (mediterrâneo), passam a fazer exatamente isso. Querem exterminar um povo inteiro, já que jogá-los no mar não poderão. Só na guerra de 1948, Israel deslocou um milhão de palestinos de suas terras.

O mundo precisa ter a coragem de enquadrar Israel na Convenção contra o Genocídio (Resolução nº 96 de 11 de dezembro de 1946. Por esse instrumento do direito internacional fica claro que o que esta ocorrendo na Palestina é um genocídio. Vejam o que diz o artigo II: “genocídio é qualquer um dos seguintes atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso como tal: a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave ou à integridade física e mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condições de existência capazes de ocasionar-lhes a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio do grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo” (grifo os que, em meu modesto ponto de vista e com meus conhecimentos distantes da região, percebo que Israel incorre neles).

Com isso, sigo sendo absolutamente cético com relação a uma possibilidade de paz. Não haverá paz. Os homens não são, neste momento, de boa vontade. No futuro breve, veremos. Deixo aqui neste espaço a minha absoluta solidariedade para com os palestinos. Meu coração e minha mente neste momento estão com eles.

Aproveito para convocar os que estiverem em São Paulo nesta sexta-feira, dia 2 de janeiro, para comparecerem a um ato de solidariedade para com o povo palestino convocado por dezenas de entidades brasileiras, a partir das 15h, na Avenida Paulista, no vão livre do MASP. Venha com a sua família mostrara sua indignação e seu repúdio ao massacre que Israel esta cometendo contra os palestinos. Por isso apoio a palavra de ordem unificada do movimento: Israel: pare o massacre contra o povo palestino!


*Lejeune Mirhan, Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Escritor, Arabista e Professor Membro da Academia de Altos Estudos Ibero-Árabe de Lisboa, Membro da International Sociological


quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

SINAIS DE FRACASSO

Os terroristas judeus não conseguiram até agora alcançar nenhum de seus objetivos em cinco dias de agressões contra a Faixa de Gaza.

Apesar da truculência dos ataques que deixaram, desde o último dia 27, em torno de 2,5 mil pessoas mortas e feridas, entre elas, crianças e mulheres, os genocidas israelitas não conseguiram conquistar nenhuma vitória política ou militar.

A destruição de prédios governamentais e a matança de militantes, incluindo, algumas lideranças da Resistência, não enfraqueceram o Hamas em Gaza.

Ao contrário, o grupo continua intacto e tem aumentado o seu poder de lançamento de foguetes que tem atigindo alvos a 40 quilômetros de distância de Gaza.

O lançamento desses foguetes a um alvo tão distante, por si só, é um sinal de fracasso dos israelenses.


A guerra de fato não começou. Começará quando os israelenses invadirem por terra a Faixa de Gaza, uma opção cada vez mais real, uma vez que só os bombardeios aéreos não serão suficientes para enfraquecer ou tirar o Hamas do poder na região.

Israel, que havia inicialmente planejado atacar 230 alvos, já atacou mais de 270, reduzindo assim suas opções de ataques, aumentando a possibilidade de uma invasão por terra como forma de ocupar algumas áreas de Gaza e poder dizer, dessa forma, que conseguiu algum tipo vitória contra o Hamas.

A invasão terrestre será combatida por uma resistência feroz homem a homem, casa por casa, rua a rua, e causará grandes baixas no lado israelense. As próximas 48 horas serão decisivas para saber que rumo o conflito tomará.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

CRIANÇAS INOCENTES


Já chega a 40 o número de crianças mortas pelo terrorismo judaico na Faixa de Gaza. De acordo com as fontes médicas locais, as agressões israelitas deixaram até agora 370 pessoas mortas, sendo 178 civis.

As últimas vítimas foram duas irmãs de 11 anos e a outra de 4 anos. Os terroristas judeus bombardeiam propositadamente locais onde há civis como casas, carros, escolas e mesquitas, em uma evidente violação das leis internacionais e uma clara demonstração da face genocida e criminosa dos judeus.

Mais de 1,7 mil palestinos ficaram feridos em quatro dias das agressões sionistas.

VERDADEIRA HISTÓRIA NÃO É CONTADA POR ISRAEL

*Por Johann Hari


Esta manhã (29), amanhã de manhã e todas as manhãs, até que termine essa matança de palestinos, o ódio a Israel só aumentará, cada dia haverá mais ódio e mais os palestinos lutarão, com pedras, com coletes explosivos, com foguetes, com palavras.


Os líderes israelenses crêem que quanto mais massacrem os palestinos, mais os amansarão. Já se foram esses tempos de medo, entre os palestinos. O ódio a Israel, hoje, lá, é duro, impenetrável.


E os sentimentos mais primitivos, mais basais, de quem só aprendeu que viver é sobreviver em guerra, lá estarão esperando sempre, à beira da história, brutais.


Para entender o quanto é terrível ser palestino na manhã de hoje, é preciso ter estado lá, numa estreita faixa de terra à beira do Mediterrâneo, e ter experimentado na pele aquela claustrofobia quase insuportável.


A Faixa de Gaza é menor que a ilha Wight. Mas lá vivem 1,5 milhão de pessoas que jamais podem sair de lá. Vivem amontoados uns sobre os outros, sem trabalho e com fome, em imensos prédios de quartos muito pequenos.


Da laje superior dos prédios, vêem-se todos os limites daquele mundo: o Mediterrâneo e a cerca de arame farpado dos israelenses. Quando começam os bombardeios – como hoje, mais violentos do que nunca, desde 1967 –, não há onde se abrigar.


Começa agora outra guerra, em que se disputa o significado desses ataques de Israel, em 2008. O governo israelense diz: "Nos retiramos de Gaza em 2005 e, em troca, ganhamos o Hamás e os foguetes Qassam que destroem nossas cidades. 16 civis israelenses morreram. Quantos mais serão sacrificados?" É uma narrativa plausível, com vestígios de verdade. Mas com muitos buracos. Para entender o que realmente está acontecendo e conseguir que os foguetes parem, é preciso voltar um pouco, alguns anos, e analisar melhor os prolegômenos da guerra de hoje.


É verdade que Israel retirou-se da Faixa de Gaza em 2005 – para intensificar o controle sobre a Cisjordânia. O principal conselheiro de Ariel Sharon, Dov Weisglass, disse claramente: "A retirada [de Gaza] é o anestésico. Anestesiará a situação, o suficiente para que não haja processo político ou discussão política com os palestinos. Apagamos da agenda, por longo tempo, toda e qualquer discussão sobre o pacote chamado "Estado da Palestina."


Os palestinenses comuns ficaram horrorizados. Mais horrorizados ainda, pela fétida corrupção dos líderes de sua própria Fatah. E então votaram no Hamás. Eu não votaria no Hamás – jamais votaria em partido político com fundamento religioso –, mas... não sejamos hipócritas.


As eleições foram democráticas, livres e perfeitas e não implicaram rejeição à Solução dos Dois Estados. A melhor pesquisa que se conhece, sobre tendências de opinião entre os palestinenses, feita pela University of Maryland, constatou que 72% dos palestinenses são favoráveis à Solução dos Dois Estados, conforme às fronteiras de 1967; e apenas 20% votariam pelo fim de Israel.


Então, parcialmente por efeito dessa pressão popular, o Hamás ofereceu a Israel um longo cessar-fogo e aceitou, na prática, a Solução dos Dois Estados. Bastaria que Israel cumprisse o seu dever legal de manter-se dentro de suas fronteiras legais.


Em vez de colher essa oportunidade e de testar as reais intenções do Hamás, o governo de Israel reagiu brutalmente – e puniu, com genocídio, toda a população civil de Gaza. Anunciou o bloqueio da Faixa de Gaza, para "pressionar" os palestinos a revogar o resultado das urnas.


Sitiaram os palestinenses dentro da Faixa de Gaza. Vedaram completamente qualquer possibilidade de contato com o mundo exterior. Racionaram comida, combustível, remédios – para impedir que sobrevivessem. Nas palavras de Weisglass, os palestinenses de Gaza estavam sendo postos "em dieta".


A Oxfam denunciou que só foram autorizados a entrar em Gaza 137 caminhões com alimentos, em dezembro. Para alimentar 1,5 milhão de pessoas. A ONU e já declarou repetidas vezes, que a miséria em Gaza já alcançou "níveis sem precedentes".


Na última vez que estive em Gaza, já sob sítio dos israelenses, vi hospitais mandando doentes de volta para casa, porque não havia nem remédios nem aparelhos para atendê-los. Vi crianças revirando o lixo, pelas ruas, à procura de comida.


Nesse contexto – sob sentença de morte coletiva, sob ataque genocida, urdido para gerar efeitos de golpe de Estado e derrubar um governo democraticamente eleito –, então, alguns grupos dentro de Gaza adotaram solução imoral: puseram-se a bombardear, com foguetes Qassam, de quintal, indiscriminadamente, cidades israelenses.


Nesses ataques, mataram 16 cidadãos israelenses. É crime. Matar sempre é crime. Mas é hipocrisia que, hoje, o governo israelense fale de defender a segurança de seus cidadãos, depois de ter passado anos assassinando civis. Depois de ter feito, do assassinato, a única política de Estado, em Israel.


Os governos dos EUA e alguns governos europeus têm fingido que não sabem disso. Dizem que não se pode exigir que Israel negocie com o Hamás, enquanto o Hamás não suspender os ataques com foguetes Qassam. Mas exigem que a Palestina negocie, apesar do sítio, apesar do bloqueio, apesar da brutal ocupação militar na Cisjordânia.


Antes de que tudo se apague no abismo dos esquecimentos construídos, lembremos que, semana passada, o Hamás propôs um cessar-fogo, em troca de alguns compromissos básicos e aceitáveis para Israel. Não precisam acreditar só em mim.


A imprensa em Israel noticiou que Yuval Diskin, atual chefe do Shin Bet, serviço interno de segurança de Israel, "informou ao governo israelense [dia 23/12] que o Hamás está interessado em manter a trégua, com apenas pequenas modificações nos termos do acordo."


Diskin explicou que o Hamás desejava duas coisas: o fim do bloqueio de Gaza e que Israel parasse com os ataques na Cisjordânia. O gabinete – acometido de febre eleitoral e interessado em mostrar-se 'durão' aos eleitores – rejeitou tudo.


O núcleo duro da situação foi bem claramente exposto por Ephraim Halevy, ex-chefe do Mossad. Diz que, embora os militantes do Hamás – como boa parte da direita israelense – sonhem com varrer do mundo os adversários políticos, "eles já perceberam que esse objetivo ideológico não é viável e não será viável no futuro próximo."


Então, "estão prontos a aceitar um Estado da Palestina, nos limites das fronteiras de 1967." Os militantes do Hamás sabem que isso significa "que terão de adotar um caminho que provavelmente os afastará de seus objetivos iniciais" – e levará a uma paz estável, sob acordo difícil de romper por qualquer dos dois lados.


Os 'do contra", dos dois lados – de Máhmude Ahmadinejad do Iran, a Bibi Netanyahu, de Israel – ficariam marginalizados. É a única via possível que ainda pode levar a paz. E é a única via que não interessa ao atual governo de Israel. Halevy explica bem: "Por razões que só interessam ao atual governo de Israel, não interessaria a Israel aceitar o cessar-fogo e convertê-lo em início de um processo de negociação diplomática com o Hamás."


Por quê? O governo de Israel quer a paz, mas só se for a paz imposta por Israel, nas condições que Israel determine e que sempre implicarão que os palestinos sejam definidos como derrotados.


Assim, Israel poderá manter, do "seu" lado do muro, os cadeados que fecham a Cisjordânia. Assim, Israel poderá controlar as maiores colônias e o suprimento de água. Assim, a Palestina será dividida (e caberá ao Egito a responsabilidade sobre Gaza) e a Cisjordânia, com a espinha dorsal partida, ficará isolada. Qualquer tipo de negociação cria riscos para o sucesso desse 'plano': Israel sempre terá de ceder mais do que deseja ceder.


Ao mesmo tempo, qualquer paz imposta deixará de ser confiável: e continuarão a chover sobre Israel os foguetes da fome que gera ódio.


Se quer obter real segurança para os israelenses, o governo de Israel, mais dia menos dia, será obrigado a negociar com os palestinos que hoje Israel está matando; terá de obter deles alguma solidariedade e alguma compreensão. E Israel dependerá disso, para continuar existindo.


O som dos incêndios de Gaza pode ser silenciado pelas palavras de um escritor israelense, Larry Derfner. Diz ele: "A guerra entre Israel e Gaza é guerra inventada por Israel. A decisão de pôr fim à guerra não cabe ao Hamás. Cabe a nós. Cabe a Israel."


*Jornalista britânico


PORQUE ISRAEL É UM ESTADO NAZISTA

Por Paulo Silva

No ataque mais sangrento nos territórios palestinos nesse ano, 296 pessoas, entre elas muitas mulheres e oito crianças, morreram, quando bombas do exército israelense atingiram residências na Faixa de Gaza.

Mais de mais de 500 pessoas ficaram feridas, algumas delas gravemente. Muitos bombardeios destroçaram um complexo de casas onde viviam integrantes de uma só família, a Al-Assamna. Segundo testemunhas, a família estava dormindo na hora da primeira explosão, às 5h15.

Em pânico, os moradores tentavam fugir, quando mais bombas atingiram as mesmas casas. "Vimos pernas, cabeças e mãos espalhadas pela rua", contou o vizinho Attaf Hamad, de 22 anos."

Mais adiante, os jornais informam que os militantes do Hamas mais próximos estavam a 450 metros de distância, acabando com a balela sionista de que civis são atingidos porque guerrilheiros se misturam a eles.

Os jornais informam ainda que o uso de bombas em operações desse tipo é condenado por especialistas, por causa da imprecisão dessas armas. Ou seja, o Estado de Israel usa bombas mesmo sabendo que o risco de matar civis é altíssimo. É praticamente homicídio premeditado.

Ou genocídio premeditado. Isto demonstra que o Estado de Israel não tem a menor consideração e o menor respeito por vidas palestinas, caracterizando-se claramente como um estado criminoso, assassino em massa.


Isso nos traz ao tema deste artigo: Israel é um Estado nazista. Nazista, em primeiro lugar, porque considera que a vida de um judeu vale mais dos que as vidas de centenas de palestinos, assim com os nazistas germânicos achavam que a vida de um alemão valia mais do que as vidas de centenas de judeus, ou russos ou ciganos, etc.

A pretexto de resgatar um soldado seqüestrado pelo Hamas em Gaza, o Estado de Israel se acha no direito de sair matando civis palestinos, inclusive mulheres e crianças. Depois, dizem que foi um "erro técnico" e fica tudo por isso mesmo, com as bênçãos dos Estados Unidos, sem os quais Israel já teria deixado de existir há muito tempo. Os israelenses vivem de uma esmolinha de três bilhões de dólares por ano, esmolinha dada pelos americanos.


Nazista, em segundo lugar, porque é um estado constituído sobre uma base racial. Israel é, oficialmente, um estado judeu. Quando os judeus são criticados, gritam: "Racismo!". Isto é, os judeus se consideram uma raça.

Aliás, organizações judaicas em todo o mundo, inclusive no Brasil e na Paraíba, têm promovido testes de DNA para determinar quem tem o direito de se proclamar judeu. Se os judeus são uma raça, como eles próprios se consideram (já que etnia não se mede por teste de DNA), Israel é um estado racial. Se é um estado racial, é um estado racista. Se é um estado racista, é um estado nazista. Os judeus deixaram de ser vítimas há muito tempo. Hoje são algozes, matadores cruéis de civis inocentes. Comportam-se como nazistas.

Até mesmo em sua exploração sistemática do Holocausto, os judeus se mostram racistas. Atuam para ter o monopólio da grife Holocausto. Vivem repetindo que os nazistas germânicos mataram seis milhões de judeus, o que é verdade (não sou, de modo algum, um negacionista do Holocausto), mas apagam dos registros o genocídio dos ciganos, dos quais cerca de seiscentos mil foram dizimados pelos mesmos nazistas germânicos, muitas vezes nos mesmos campos de concentração. Proporcionalmente, o número de ciganos mortos foi tão alto quanto o de judeus.

E ainda houve, como vítimas do Holocausto, os comunistas, os homossexuais, as testemunhas de Jeová, os deficientes físicos, os deficientes mentais e outros grupos (até mesmo os esperantistas, adeptos da língua internacional e neutra Esperanto foram perseguidos e muitas vezes mortos). Tudo isso é apagado; tudo isso é esquecido.

No livro Holocausto - O massacre de seis milhões, o escritor judeu Ben Abraham apaga os ciganos com um truque sórdido: diluindo-os nas “nacionalidades”. Ou seja, um judeu polonês morto é um judeu; um cigano romeno morto não é um cigano, mas um romeno.

Assim, eles ficam com o monopólio do Holocausto e o transformam numa grife judaica que justifica tudo, inclusive o massacre, brutal e covarde, hediondo, de mulheres e crianças palestinas. Até como vítimas os sionistas são racistas. Até como vítimas os sionistas são nazistas. Como algozes, então, nem se fala.

Outro conceito nazista fundamental para o Estado de Israel é o de “espaço vital”. Hitler dizia que os alemães precisavam de "espaço vital", quer dizer, as terras dos vizinhos. Os sionistas dizem e fazem a mesma coisa. As famigeradas colônias construídas sobre terras palestinas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental e sobre terras sírias nas Colinas de Golã são nada menos que a aplicação do conceito nazista de "espaço vital".

Por que só Hitler deveria ser condenado por isso? Por que os sionistas e o Estado de Israel não deveriam ser condenados? Dois pesos e duas medidas! Nazismo é nazismo, não importa se germânico ou judeu.

O próprio conceito de "povo eleito" é puro racismo. Os nazistas germânicos se consideravam o povo eleito pela genética. Os judeus se consideram o povo eleito por Deus e, conseqüentemente, também pela genética. Não há diferença. O judaísmo é, essencialmente, uma religião racista. E todo racismo tem que ser condenado, tenha ou não fundo religioso.

Em nome de sua suposta escolha por Deus, os hebreus cometeram muitos massacres, massacres horríveis: "Não deixareis vivo nada que respire; pelo contrário: passareis no fio da espada homens, mulheres, crianças e animais". Está na Bíblia dos hebreus. Precisa dizer mais? Antes passavam no fio da espada; hoje matam com mísseis e balas de canhão. Sempre foram nazistas; continuam nazistas.

Por fim, uma palavra sobre o judaísmo messiânico. Os judeus tradicionais - a grande maioria que inclui ortodoxos, conservadores, liberais e reformistas - consideram Jesus Cristo um falso messias, portanto um farsante, um impostor (enquanto os muçulmanos consideram Jesus um profeta, um dos nove profetas do Islamismo).

Os judeus messiânicos consideram Jesus o verdadeiro messias, mas acham que ele veio somente para os judeus. Ou seja, Jesus não morreu pela humanidade, mas somente por eles, os hebreus. Quanta pretensão! Quanto racismo! Quanto nazismo! Basta de hipocrisia! Denunciemos o sionismo pelo que ele é: uma forma de racismo e de nazismo.

Denunciemos o Estado de Israel pelo que ele é: um Estado racial, racista, nazista. Podem espernear à vontade, mas esta é a verdade. A verdade, meus caros, a verdade.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

NAZISTA ALEMÃ APOIA NAZISMO JUDAICO

A chanceler alemã, Angela Merkel, em conversa telefônica com o terrorista e genocida judeu, Ehud Olmert, responsabilizou o Hamas e os foguetes palestinos pela violência na Faixa de Gaza.


Merkel deu apoiou aos ataques israelenses que, desde sábado passado, já mataram mais de 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças. Merkel considerou as agressões judaicas como legítimas.


Merkel ignorou os crimes israelenses cometidos contra os palestinos, entre eles, o cerco à Gaza, uma região habitada por mais de 1,5 milhões de pessoas.


O posicionamento de Merkel, que não necessariamente reflete o pensamento do povo alemão, é no minímo criminoso e transforma a chanceler alemão em cúmplice dos terroristas judeus.


Como boa nazista que é, Merkel deve ter aprendido que a mentira quando repetida várias vezes se torna verdade. De fato, o nazismo não morreu. Está mais vivo do que nunca em Israel e na Alemanha, principalmente, no governo alemão.


domingo, 28 de dezembro de 2008

EM DEFESA DA PALESTINA

O Líder Supremo da Revolução Islâmica, Ayatollah Sayyed Ali Hosseini Khamenei, numa mensagem histórica neste domingo, condenou energicamente as atrocidades desumanas do regime sionista na Faixa de Gaza.

Em sua mensagem, o Líder Supremo disse que o silêncio e indiferença das organizações internacionais e de certos países árabes prepararam o terreno para tais crimes pelo regime sionista, com o apoio da administração Bush.

O Líder Supremo também declarou a segunda-feira, dia 29 de dezembro, como dia de luto e conclamou todos os palestinos, os lutadores da liberdade, as nações islâmicas, os 'Ulamá (sábios), intelectuais e a mídia de todo o mundo a cumprir o grave compromisso de confrontar os crimes dos “vampiros sionistas”.

“Os crimes horríveis e atrocidades do regime sionista em Gaza e o massacre de centenas de homens, mulheres e crianças inocentes mais uma vez revela a natureza sedenta de sangue dos sionistas”, declarou Sua Eminência.

O Líder Supremo disse que esta é uma tragédia dolorosa para todos os muçulmanos e todos os seres humanos ao longo do planeta, mas que a maior tragédia de todas é o silêncio de certos governos e sua atitude, que tem encorajado os líderes do regime sionista a continuar seus crimes.

“É muito doloroso que certos estados muçulmanos, ao invés de apoiar o povo indefeso de Gaza em sua luta contra os sionistas infiéis e usurpadores, adotaram uma postura que encoraja os sionistas a criar tal catástrofe humana”, declarou o Ayatollah Khamenei em sua mensgem.

“Qual será a resposta destes chefes-de-estado diante do Profeta Muhammad (s.a.a.a.s.)? Qual será a resposta a suas nações desoladas?”, questionou o Líder Supremo.

O Ayatollah Khamenei adicionou que não há dúvidas de que nos corações do povo do Egito, Jordânia e de outros países islâmicos há dor como resultado de tal carnificina, que acontece depois de um longo bloqueio evitar que alimentos e medicamentos chegassem à região.

"A administração criminosa de Bush, ao instigar estes crimes nos dias finais de seu governo, adicionou um capítulo negro no seu registro de atividades criminosas", disse o Ayatollah Khamenei. O Líder Supremo também criticou os governos europeus por sua indiferença e cumplicidade nesta catástrofe, provando mais uma vez sua inimizade em relação ao Islã e a falsidade de seus clamores de apoio aos direitos humanos.

“É tempo de questionar os ‘Ulamá e clérigos dos países árabes, assim como o Grande Mufti de Al-Azhar (Universidade situada no Cairo) se não é um momento crítico de sentir o perigo imposto ao Islã e aos muçulmanos”, indagou o Líder Supremo. “Até que ponto os intelectuais e a mídia dos países árabes permanecerão indiferentes em relação a suas obrigações?”, perguntou.

“É possível aos auto-proclamados defensores dos direitos humanos e ao Conselho de Segurança da ONU estarem numa situação tão humilhante quanto esta?”, indagou.

“Todos os crentes sinceros no Mundo Islâmico e os lutadores palestinos estão comprometidos com a proteção das mulheres e crianças indefesas na Faixa de Gaza e aqueles que derem suas vidas ao assumir uma tarefa tão divina serão ‘mártires’”, afirmou o Líder Supremo.

O Ayatollah Khamenei também convocou a Organização da Conferência Islâmica a cumprir sua responsabilidade histórica neste momento sensível e a permanecer unida contra o regime sionista. “O regime sionista deve ser punido e trazido à justiça pelos estados islâmicos”, sublinhou o Líder Supremo.

A firmeza das nações islâmicas pode materializar este objetivo e o papel dos políticos muçulmanos, dos ‘Ulamá e dos intelectuais é muito maior agora do que sempre foi”, disse o Ayatollah Khamenei. “Eu declaro segunda-feira, dia 29 de dezembro, dia de luto para destacar a catástrofe em Gaza e conclamo o público a assumir suas graves responsabilidades ao lidar com incidentes tão trágicos”. (IRNA)

FONTE: IBEI


1.000 MORTOS E FERIDOS



Já ultrapassou de mil o número de mortos e feridos da nova agressão judaica contra o povo palestino.

Pelo menos 280 palestinos foram martirizados e outros 750 ficaram feridos depois que terroristas israelitas promoveram ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. A expectativa é que o número de mártires chegue a 350.

Os terroristas judeus prometeram, hoje, ampliar suas agressões e se mobilizam para promoverem ataques terrestres. A tendência é o conflito se prolongar e até mesmo se espalhar pela região.

sábado, 27 de dezembro de 2008

SELVAGERIA JUDAICA DE NOVO

O terror judaico cometeu, na manhã deste sábado, mais um genocídio e um crime contra a humanidade depois que aviões e helicópteros bombardearam a Faixa de Gaza e mataram mais de 200 palestinos, entre eles, muitas mulheres e crianças. Pelo menos 250 pessoas ficaram feridas, muita delas em estado grave.


A barbárie judaica ocorre no momento em que um cerco criminoso é imposto à Gaza, uma região habitada por aproximadamente 1,5 milhões de pessoas.


Como sempre os terroristas judeus procuram transferir a culpa dos massacres para as suas vítimas.


Os israelenses dizem que as agressões são uma resposta aos foguetes palestinos, uma alegação que é uma provocação para quem acompanha os eventos no Oriente Médio.


Os foguetes palestinos só voltaram a ser lançados contra Israel, depois que os israelenses mataram militantes palestinos.


Portanto, foi Israel quem provocou o lançamento dos foguetes e não quis renovar a tregua que durou seis meses entre os dois lados.


O terror judaico foi amplamente condenado nas ruas árabes e, amplamente, apoiado, pelos Estados Unidos, país que patrocina o terrorismo judaico no mundo.


Não é difícil prevê que judeus serão assassinados em retaliação a esta nova bárbarie que não vai resultar em nada a não ser em mais ódio. Não é difícil prevê que os grupos de resistência sairão fortalecidos, ainda mais, porque o terror judaico conta com o apoio também de governos ditadores árabes, incluindo, aliados de Mahmoud Abbas, que quer se perpetuar no Poder na Palestina.


Esta é a grande realidade, os judeus não sabem viver sem usurpar terras árabes, derramar sangue árabe e levar o terror para impedir que os árabes vivam em paz em suas casas e propriedades.


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

JESUS, FILHO DE MARIA

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

E quando os anjos disseram: Ó Maria, é certo que Deus te elegeu e te purificou, e te preferiu a todas as mulheres da humanidade!

Ó Maria, consagra-te ao Senhor! Inclina-te e prostra-te com os que se prostam!

Estes são alguns relatos do incognoscível, que te revelamos (ó Mensageiro). Tu não estavas presente com eles (os judeus) quando, com setas, tiravam a sorte para decidir quem se encarregaria de Maria; tampouco estavas presente quando rivalizavam entre si.

E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus.

Falará aos homens, ainda no berço, bem como na maturidade, e se contará entre os virtuosos.

Perguntou: Ó Senhor meu, como poderei ter um filho, se mortal algum jamais me tocou? Disse-lhe o anjo: Assim será. Deus cria o que Lhe apraz, posto que quandou decreta algo, diz: Seja! e é.

Ele lhe ensinará o Livro, a sabedoria, a Torá e o Evangelho.

E ele será um Mensageiro para os israelitas, (e lhes dirá): Apresento-vos um sinal de vosso Senhor: plasmarei de barro a figura de um pássaro, à qual darei vida, e a figura será um pássaro, com beneplácito de Deus, curarei o cego de nascença e o leproso; ressuscitarei os mortos, com a anuência de Deus, e vos revelarei o que consumis o que entesourais em vossas casas. Nisso há um sinal para vós, se sois fiéis.

E confirmarei o que foi revelado na Torá, que vos chegou antes de mim, e para liberar-vos algo que vos está vedado. Eu vim com um sinal do vosso Senhor. Temei a Deus, pois, e obedecei-me.

Sabei que Deus é meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois. Essa é a senda reta."

Alcorão Sagrado, Cap. 3, versículos 42 a 51

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

LEITURA FRANCA

Nesta terça-feira, 23, o Blog Leitura Franca completa seu primeio ano de existência.


Criado com a proposta de servir de espaço para promover bons debates e abordar assuntos atuais de interesses de todos, sejam eles, locais, nacionais ou internacionais, o blog conseguiu se tornar leitura obrigatória para aqueles que querem compartilhar uma visão diferente daquela abordada pela grande mídia, em geral, dos assuntos que afetam nossas vidas, no Brasil e no Mundo.


Nesse curto período, vários posts do blog foram publicados ou citados em outros veículos de comunicação.


Na área internacional, a ênfase maior é no Oriente Médio, uma região volátil cujos conflitos e guerras despertam paixões e o interesse de todos. Além disso, a minha própria origem e o fato de já ter vivido num dos países daquela área, no caso, o Líbano, tendo inclusive contribuído com jornais daquele país, acabam me obrigando a falar mais do Oriente Médio do que de outras regiões do planeta.


Esses fatores me estimulam a escrever não só para os brasileiros, mas para os descedentes de árabes e judeus que moram no Brasil para que eles, por meio de uma visão própria do autor do blog, possam entender algumas particularidades do Oriente Médio.


Como muçulmano, trouxe ao blog assuntos que dizem respeito ao mundo islâmico num momento em que essa massa de fiéis que representa um quarto da população mundial vem se destacando cada vez mais no cenário mundial, seja, na política, na economia ou até mesmo nos esportes, apesar de toda a campanha de difamação que grupos racistas promovem contra o Islã. Diga-se de passagem que é uma campanha fracassada que, no final, só prejudicará os racistas que não aceitam o aumento da influência muçulmana no mundo.


O Leitura Franca é um dos primeiros blogs do Brasil, o primeiro do Amazonas e da Região Norte que trata de assuntos relacionados ao Islã, de forma direta e sem rodeios.


No fim, quero agradecer a todos que me enviaram sugestões, pautas, elogios ou críticas. Peço para que tenham paciência, pois, às vezes, por motivos de força maior, demoramos a atualizar e postar novos textos no blog. Mexer com tecnologia gera esses problemas (de atualização e postagem de texto) também.


Peço a todos que continuem a me ajudar a manter esse espaço que tenta de uma maneira humilde dar uma singela contribuição nos debates sobre os assuntos que afetam a vida de todos.


Obrigado!


sábado, 6 de dezembro de 2008

APARTHEID ISRAELITA


Uma associação que defende os direitos civis em Israel divulgou um relatório no qual comparou as políticas israelenses adotadas contra os palestinos na Cisjordânia com o sistema racista do apartheid imposta pelos brancos contra os negros na África do Sul.


De acordo com o relatório da Associação pelos Direitos Civis em Israel (ACRI, em inglês), os 2,3 milhões de palestinos que vivem na Cisjordânia são tratados conforme as leis militares e administrativas dos israelenses, o que gera uma segregação entre a população palestina e os colonos judeus, que habitam ilegalmente esta região, e são tratados sob a lei civil.


Ainda conforme o texto, a discriminação nos serviços e no acesso aos recursos naturais entre os palestinos e os colonos constitui uma grave violação do princípio da igualdade, realidade esta que se compara com a do apartheid.


Pelas leis militares e administrativas de Israel, os palestinos sofrem restrições dentro de seu prórpio território para construir e desenvolver a infra-estrutura de suas cidades e aldeias. Por outro lado, os colonos têm acesso a estradas modernas e outro serviços de qualidade.


Estimativa da ONU mostram que 65% das estradas que dão acesso para as 18 cidades mais populosas da Cisjordânia estão bloqueadas ou são controladas pelas barreiras israelenses. Mais de 600 barreiras impendem os palestinos de se locomoverem na Cisjordânia.


"Os colonos judeus nos territórios palestinos criaram uma situação de discriminação e segregação institucionalizadas", disse a ACRI.


Além da situação na Cisjordânia, Israel impõe atualmente um cerco criminoso na Faixa de Gaza, onde mora uma população de 1,6 milhões palestinos. O bloqueio tem gerado falta de combustíveis, paralisações de hospitais e problemas humanitários nessa área palestina.


domingo, 16 de novembro de 2008

DEVEMOS COMEMORAR?

A chegada pela primeira vez na história de um negro descendente de africanos à presidência dos Estados Unidos, por si só, faz da vitória de Barack Hussein Obama um fato histórico.


O alto índice de comparecimento do eleitor, especialmente dos jovens, em um sistema onde o voto é facultativo, mostra que o cidadão comum norte-americano cansou das políticas nocivas que prejudicaram o país adotadas, tanto no campo interno como no externo, pela administração de George W. Bush, e expressou por meio das urnas o seu desejo de mudanças urgentes.


A vitória de Obama foi, portanto, resultado da vontade de mudar dos norte-americanos, não só em relação aos assuntos internos, mas também no que se refere a política externa norte-americana. Atualmente, os Estados Unidos empreendem duas guerras criminosas - uma no Iraque e outra no Afeganistão -, implantaram a famigerada "guerra contra o terror", promoveram a tortura, o genocídio, violações dos direitos humanos, a construção de prisões secretas, campos de concentração (Guantânamo) e continuam a incitar o ódio e perseguições, principalmente, contra os árabes e muçulmanos.


A troca de cor não significa que as mudanças desejadas pelos norte-americanos e pelo o mundo serão implantadas de fato. É preciso jogar água fria na euforia causada com a vitória de Obama.


As mudanças não dependem só do presidente negro eleito para administrar um país dominado por racistas brancos e fundamentalistas religiosos, cujos os mais extremistas já ameaçaram Obama de morte caso este tente mudar certas políticas adotadas nos Estados Unidos.


A esperança pode se transformar em frustação caso Obama, por medo ou pressão, não respeite a mensagem que saiu das urnas por mudanças e persista em manter os mesmos erros das administrações passadas.


ESPERANÇA E CETICISMO

A vitória de Barack Obama foi recebida com um misto de esperança, ceticismo e indiferença no Oriente Médio.


Com as exceções dos israelenses e dos curdos, que torciam abertamente pelo candidato republicano John McCain, a maioria das pessoas na região desejou a vitória de Obama por entender que ele não realizará uma administração igual ou pior do que a de George W. Bush.


A guerra árabe-israelense, principalmente a questão da Palestina, a relação conturbada com o Irã, a proliferação de grupos afiliados a Al-Qaeda patrocinados pelo regime saudita e de outros países do Golfo, o petróleo, as guerras no Iraque e no Afeganistão são alguns dos desafios que o novo presidente terá que tratar na região.


Os governos árabes, em demostração de fragilidade (ou de traição) pediram para que Obama solucione o problema da Palestina, como se os árabes não tivessem condições de resolver com as próprias mãos essa questão, especialmente por meio da Resistência. Obama já prestou apoio as alegações sionistas que a cidade ocupada de Jerusalém é a capital indivisível de Israel.


No Iraque, a população local, menos os curdos, viram na vitória de Obama a possibilidade de terminar em breve a ocupação norte-americana de seu país.


Mais realistas, e diferentemente dos governos árabes, os iranianos não pediram ajuda, Apenas se limitaram a aconselhar Obama a seguir o clamor que ecoou das urnas norte-americanas e a promover mudanças na política dos Estados Unidos em relação ao Irã. Não é o Irã que precisa dos Estados Unidos, mas são os norte-americanos que precisam dos iranianos para resolverem seus problemas, em particular, no Iraque e no Afeganistão.


Daí, o fato de acreditar que a administração Obama vai buscar o diálogo com os iranianos. Com a carta enviada pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, a primeira de um líder iraniano desde a implantação da República Islâmica em 1979, o Irã deu o sinal que está disposto a dialogar diretamente com os inimigos norte-americanos, desde que estes últimos mudem de postura com os iranianos, inclusive no que se refere ao direito dos persas de possuírem tecnologia nuclear.


Por sua vez, temerosos de uma mudança de postura com o Irã, os israelenses instigaram Obama a continuar a política de confronto e desrespeito adotada por Bush com os iranianos, impondo novas sanções e até, se puder, promover aquilo que os israelenses não possuem coragem de fazer: ou seja, agressões militares contra o Irã.


Resta saber agora se Obama vai dar ouvido ao povo norte-americano ou aos bandidos terroristas judeus sionistas em Israel? A resposta saberemos em breve.


PÉSSIMO COMEÇO

A nomeação do deputado Rahm Emanuel para fazer parte da equipe presidencial em um dos cargos mais importantes da Casa Branca, mostra que Barack Obama começou mal.

Considerado um dos principais nomes do partido Democrata, Emanuel é filho de um israelense que foi membro do Irgun, grupo terrorista judaico que promoveu ataques, atrocidades e massacres na Palestina, antes de 1948.

Emanuel foi classificado pela imprensa israelense como o "homem de Israel no Governo de Obama". Judeu, fala fluentemente o hebraico, Emanuel sempre foi defensor de Israel, ao ponto de se alistar no exército israelense, no início da década de 1990.

Em recente entrevista com o jornal israelense Maariv, o pai de Emanuel, Benjamin Emanuel, debochou ao dizer que o filho dele não é um árabe que foi chamado para lavar o chão da Casa Branca, mas sim para pressionar o presidente Obama a ser pró-Israel.

Rahm Emanuel é a resposta que Obama deu as preocupações israelenses. Emanuel é o cara que Obama deu como garantia de que não vai ser muito flexível com o Irã caso venha a manter diálogo com o país ou nas negociações com os palestinos.

O caráter terrorista do pai e a posição pró-Israel de Emanuel foi amplamente ignorada pela imprensa ocidental, que procurou mostrar apenas que o deputado democrata é alguém habilitado para assumir a chefia de gabinete de Barack Obama. Péssimo começo.